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Barbacena é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Localiza-se a uma latitude 21º13'33" sul e a uma longitude 43º46'25" oeste. É um grande produtor de fruticultura e floricultura e se destaca como centro de ensino, com expressiva influência regional, tendo também um comércio diversificado. Barbacena fica na serra da Mantiqueira, Minas Gerais, a 169 Km de Belo Horizonte. O município, com 1.439 km², ocupa o sítio de um antigo aldeamento de índios puris oriundos da nação Tupi, na região conhecida como Campo das Vertentes. Barbacena é conhecida em todo o Brasil, e também no exterior, como a "Cidade das Rosas", em função da grande produção de primeira qualidade desta flor. No Brasil, o município também é conhecido como a "Cidade dos Loucos", pelo grande número de hospitais psiquiátricos instalados no local. A cidade atraiu esses manicômicos em decorrência da antiga idéia, defendida por alguns médicos, de que seu clima ameno, com temperaturas médias bem baixas para os padrões brasileiros, faz com que os ditos "loucos" fiquem mais quietos e menos arredios, supostamente facilitando o tratamento. O município possui parque de exposições e um aeroporto com aeroclube (autorização de funcionamento revogada em 31/08/2007: Processo ANAC nº 60.830.011771/2007-66,BPS v2 n35), é sede do 9º Batalhão de Polícia Militar e de estabelecimentos de ensino, como a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), a Escola Agrotécnica Diaulas Abreu (Escola Agrotécnica Federal de Barbacena - EAFB) e a escola de hotelaria do SENAC, o Colégio Tiradentes da Polícia Militar e o Colégio Imaculada Conceição. Também sedia a Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC), possui mais de 30 bibliotecas, cinco associações culturais e a Academia Barbacenense de Letras. Na cidade, também encontram-se escritórios da EMATER, DER e do IBGE. Além da intensa produção
de frutas européias e de rosas, exportadas para o país
e o exterior, Barbacena é centro de pecuária, agricultura
e da indústria de tecelagem Histórico Orígens Em 1711, a localidade participou de feito épico: hospedou, às custas de Domingos Rodrigues da Fonseca Leme, o governador da capitania, Antônio de Albuquerque, acompanhado de um exército de 6 mil homens, que ali acampou em marcha de socorro ao Rio de Janeiro, então invadido pelos franceses da esquadra de René Duguay-Trouin. Domingos Leme integrou, ainda, este exército com 200 de seus homens.
A vila teve como sede o antigo Arraial da Igreja Nova de Campolide, compreendendo, ainda, os territórios dos arraiais e freguesias de Nossa Senhora da Conceição do Engenho do Matto e de Nossa Senhora da Glória do Simão Pereira. Foi desmembrada dos territórios das Vilas de "Sam João de El Rey" e de "Sam Joze" (Tiradentes), confrontando com as vilas de Mariana, Queluz (Conselheiro Lafaiete), São João del Rei e São José del Rei (Tiradentes). Após a morte de Tiradentes, a vila de Barbacena recebeu um dos seus braços, que teria sido largado no adro da Igreja de Nossa Senhora do Rosário. As armas e brasão da cidade, que contém um braço estendido, simbolizam este fato. Barbacena, por meio de sua Câmara, foi a primeira vila de Minas Gerais a enviar representação a D. Pedro I, então regente, em favor do "Fico" (9 de janeiro de 1822), o que lhe valeu o título de "muito nobre e leal vila", conferido por decreto, de 24 de fevereiro de 1823. Por ocasião da Guerra do Paraguai, a cidade forneceu 152 voluntários e 77 guardas nacionais para o esforço de guerra. Em 1889, Barbacena hospedou o Imperador D. Pedro II em sua última viagem a Minas Gerais e, em 1893, sediou a sessão extraordiária do Congresso Mineiro que deliberou sobre a mudança da capital do estado de Ouro Preto para Belo Horizonte. No fim do século XIX, atendendo a uma política do Império, o município recebeu um grande número de imigrantes italianos. A primeira leva era composta por agricultores, sendo que a maioria veio do norte da Itália. Em 15 de abril de 1888, o Governo Imperial inaugurou uma colônia de imigrantes nos arredores de Barbacena. O local foi denominado "Colônia Rodrigo Silva", homenageando o então ministro da Agricultura. Assim como em todo o País, à época, o fluxo imigratório na cidade colaborou para o crescimento, a diversificação das atividadades comerciais e agrícolas e o desenvolvimento de indústrias, como sericicultura, cerâmica, marcenaria e construção civil.
As inaugurações foram feitas pelo Ministro da Viação Francisco sá, pelo Secretário do Interior Mello Vianna e pelo Secretário da Agricultura Daniel de Carvalho com a presença do Arcebispo da Arquidiocese de Mariana, Dom Helvécio Gomes de Oliveira e do Padre Symphronio de Castro e dos deputados Bias Fortes e José Bonifácio.[1] O edital de concorrência da obra do forum foi publicado em 25 de fevereiro de 1922 no órgão oficial do Estado, a edificação se deu em terreno adquirido pela Câmara Municipal alguns anos antes na esquina da antiga rua da "Boa Morte" e estava orçada em 77:652$800 ("contos de réis"). Em 1930 o prédio serviu de sede para o Comando Revolucionário em Barbacena.
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