Idinando Borges
setembro 5, 2018

A ARTE DE CRIAR AMBIENTES por Edson Brandão

 

Ambiente: Conversação por Sylvia e Cláudia Navarro Foto Roni Discacciati

Maison Decor estreia em Barbacena a era das exposições de ambientes decorados revelando arte, bom gosto e tecnologia

De a 1 a 16 de setembro, o espaço La Maison, em Barbacena, recebe a mostra de arquitetura e decoração MaisonDecor2018. O evento reúne em 13 ambientes, os projetos de arquitetos e designers de interiores que decoram os cômodos de uma casa modelo, reunindo o que há de mais sugestivo em mobiliário, peças decorativas e artísticas, cortinas, revestimentos, paisagismo e iluminação. A ideia é que anualmente o histórico sobrado da Familia Sad, hoje adaptado para eventos, seja o local para mostrar tudo o que é feito por dezenas de profissionais e empresas quer atuam no segmento de arquitetura, acabamentos e desenho de interiores. Integrados à parte de decoração, artistas convidados vão apresentar seus trabalhos, com especial destaque para a mostra individual da pintora mineira Fani Bracher o artista sacro de São João del Rei Carlos Calsavarae e o escultor Ricardo Carvão, de Belo Horizonte, que terá uma de suas esculturas no jardim da casa. Na parte gastronômica, o restaurante Tulha du Chef e a Taberna d‘Omar, apresentarão cardápios especiais para os visitantes.

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O escultor, Rogério Carvão está no espaço Jardim do Maison Decor.

 

SERVIÇO

Maison Decor 2018. Espaço La Maison, Praça Pedro Teixeira, 104, Centro, Barbacena, MG. Exposição aberta ao público de 1 a 16 de setembro de 2018. De quarta-feira a sexta-feira, de 16às22 horas.  Sábados de 13às22 horas e no domingo (e feriado de 7 de setembro) , de 13 às  19 horas. Os ingressos para a visita serão vendidos no local e custam R$20,00. Informações e reservas: 32 98802-0070.

 

Marcio Cleber
setembro 4, 2018

Tudo pronto para a Festa da Padroeira de Barbacena

Barbacena se prepara para celebrar sua padroeira, Nossa Senhora da Piedade. O jubileu inicia na próxima quarta-feira, dia 5. Todos os dias celebração eucarística e novena às 7h, 15h e às 19h. O tema central deste ano “Jubileu! Tempo de fazer ecoar em nossos corações as palavras de Maria: ‘Fazei tudo o que Ele vos disser’ (Jo 2,5). Uma das novidades será a procissão motorizada com a imagem da Padroeira, saindo todos os dias às 18h, da paróquia que será responsável pela missa das 19h, com destino ao Santuário.

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No dia 14, além das celebrações, tem ainda a Procissão do Senhor Bom Jesus, após a missa das 19h. Já no dia dedicado à Padroeira Nossa Senhora da Piedade, no sábado, dia 15, feriado em Barbacena, celebrações às 8h, 10h, 15h e às 17h. E a procissão seguida de bênção das flores, ato de entrega à Nossa Senhora e coroação. Como gesto concreto a Paróquia pede as pessoas para doarem alimentos não perecíveis para as obras sociais. Todos os dias, tem ainda confissões das 14h às 16h e das 19h às 20h. Uma outra novidade será a Corrida Rústica de Nossa Senhora da Piedade, no dia 16, às 8h, em comemoração aos 270 anos de transferência da sede da Paróquia de Nossa Senhora da Piedade da Fazenda Registro Velho para o atual Santuário.

Marcio Cleber
setembro 4, 2018

Instituto Bom Pastor festeja seus 70 anos

O Instituto José Luiz Ferreira, popularmente conhecido como Instituto Bom Pastor, está completando 70 anos e fazendo a diferença na vida de muitas pessoas. Para celebra este momento tão importante em sua trajetória, diversas ações estão programadas. No dia 16, celebração eucarística às 19h30 nana matriz do Bom Pastor.

Na segunda-feira 17, abertura da Exposição dos 15 anos do ‘Projeto de Volta para Casa’. Logo em seguida, Dr. Emerson Elias Mehry, professor do mestrado profissional em APS da UFRJ, ministrará uma palestra sobre a reforma psiquiátrica. Ainda sobre este tema, uma mesa redonda, que além de Dr. Emerson, a presença de Flávia Vasques, gestora da saúde mental de Barbacena; secretário Municipal de Saúde e Programas Sociais – Sesaps, Dr. José Orleans; padre Luiz Cláudio, paróquia do Bom Pastor e presidente do Instituto.

Na parte da noite, missa celebrada pelo arcebispo de Mariana, Dr. Airton. E logo após, cerimônia de lançamento da Revista comemorativa dos 70 anos do Instituto. As atividades continuam na terça-feira, dia 18, com um missa às 15h, com a presença dos moradores das Residências Terapêuticas. Na parte da noite, outra celebração eucarística pelos 17 anos de criação da Paróquia do Bom Pastor e dos 70 anos do Instituto. Uma cerimônia de homenagem aos benfeitores do Instituto Bom Pastor encerra a programação.

O Instituto José Luiz Ferreira é uma entidade beneficente de assistência social. Desempenha diversos trabalhos sociais em Barbacena em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde Pública – Sesaps. Sob seus cuidados, 29 residências terapêuticas que buscam a ressocialização e retomada de vida digna aos egressos de hospitais psiquiátricos.

 

Idinando Borges
agosto 28, 2018

Barbacena participa da campanha da Conscientização da Fibrose Cística.

 

40021526_1920631898005499_6763403477684060160_nSetembro é o Mês Nacional da Conscientização da Fibrose Cística. Conhecida como doença do beijo salgado. A fibrose cística é uma doença genética e sem cura, mas que, se diagnosticada cedo o paciente recebe o tratamento e adequado conseguindo ter qualidade de vida. O movimento do Setembro Roxo em Barbacena nasceu da iniciativa da @Minadefibra. No sábado, 1º de setembro, das 9h às 13, vai acontecer um evento de conscientização com apoio  da Vereadora Vânia Castro, da Unimed, da Unipac, Formassis e Hospital Ibiapaba

A jovem Danielle, de 22 anos e portadora de Fibrose Cística. Hoje ela encontra-se em são Paulo, na fila para o transplante de pulmões. Danielle foi diagnosticada ainda pequena e este fato contribuiu para que tivesse uma qualidade de vida até que, ao ingressar na faculdade, a doença agravou e ela precisou interromper seus sonhos, mas somente por um momento.

Hoje a mina de Fibra quer contribuir para a conscientização dos pais sobre a importância do diagnóstico precoce e o tratamento adequado da doença, pois aumentam a sobrevida, previnem as internações e/ou outras morbidades, proporcionando melhor qualidade de vida ao paciente. Ela sabe que a falta ou incorreção no tratamento pode agravar a doença, tanto nos aspectos respiratórios quanto digestivos, debilitando a pessoa e exigindo cuidados cada vez mais complexos e onerosos, tais como transplante de pulmão e gastrostomia. O Setembro Roxo de Barbacena, convida você a participar desse sonho e aumentar a consciência das pessoas para esse importante assunto.

 

Idinando Borges
agosto 26, 2018

Exposição Museu de Sant`Ana – Tiradentes O “A MENINA DE ANA”

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Mostra exalta a figura de Maria ainda criança em imagens nas quais aparece ao lado de sua mãe, Sant`Ana. De 25  de agosto a 15 de outubro, no Museu de Sant’Ana,
Para comemorar seus quatro anos de abertura, o Museu de Sant`Ana, que abriga 300 imagens da mãe de Maria e avó de Jesus, inaugura a exposição “A Menina de Ana”. São imagens de Sant`Ana, acompanhada da pequena Maria. O objetivo da mostra é trazer os olhares do público para essa criança, filha de São Joaquim e Sant’Ana, antes de se tornar a Nossa Senhora, a Virgem Maria, esposa de São José, a escolhida para conceber o filho, Jesus, pela ação do Espírito Santo. Pedro Pederneiras foi convidado a iluminar a menina de Ana. “A ideia surgiu justamente porque temos pouca oportunidade de prestar atenção na figura da criança que viria a se tornar a mãe de Jesus”, explica Angela Gutierrez, curadora da exposição e presidente do Instituto Cultural Flávio Gutierrez, gestor do Museu de Sant`Ana. A exposição “A Menina de Ana” será aberta no dia 25 de agosto, seguindo até o dia 15 de outubro, com entrada gratuita. A mostra tem o patrocínio do Bradesco e faz parte das celebrações dos 20 anos do Instituto Cultural Flávio Gutierrez
 
A obra que abre a exposição mostra a família – Sant`Ana Mestra com a Menina Maria e São Joaquim-, em madeira esculpida, datada do século XIX. A maioria das peças sacras que compõe a mostra são de autores desconhecidos, salvo uma, que é atribuída ao Mestre Piranga, um dos mais importantes artistas do Barroco brasileiro. A obra é em madeira esculpida, com base em terracota, com policromia e doutoramento, datada do século XVIII.
 
As imagens são dos séculos XVIII e XIX e integram coleções particulares, gentilmente cedidas para a exposição, sendo que algumas fazem parte do acervo permanente do Museu de Sant’Ana. As obras são originárias de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Portugal. Outro detalhe da exposição, é que cada uma das imagens vem acompanhada de um texto, seja em forma de oração, passagem bíblica, hino litúrgico ou ladainha. Todos com a intenção de levar o público a celebrar, exaltar e pedir proteção a Santa Maria, a Senhora de todos nós, a Virgem, a Mãe Imaculada, a Gloriosa, a Bendita, a Rainha de Clemência, a Mãe da graça, a Mãe de Deus e Santíssima. São muitos os adjetivos que recebeu a pequena, jovem, adulta e eterna Maria ao longo dos séculos e grande parte está nos textos da exposição. Destaque para a mais antiga oração atribuída a Maria, chamada “À Vossa Proteção”, do Ano 250 D.C, que acompanha a imagem de Sant`Ana Guia, vinda da Bahia, esculpida em madeira, no Século XIX e que diz: “À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!”.
Para manutenção de suas atividades, o Museu de Sant’Ana conta com o Patrocínio do Instituto CCR e com os benefícios da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A obra e implantação do Museu de Sant’Ana foram viabilizadas por meio do apoio financeiro do BNDES e das parcerias com o IPHAN, IEPHA, Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade e UFMG (Campus Cultural).
 
Serviço:
 
Exposição “A Menina de Ana”
 
Data/horário: 25 de agosto a 15 de outubro – visitação de quarta a domingo, 10h às 19h, entrada gratuita
 
Local: Museu de Sant’Ana – Rua Direita, 93 (entrada pela Rua da Cadeia), Centro, Tiradentes (MG).
 
Informações: www.museudesantana.org.br / Telefone: (32) 3355-2798
 
Informações para a imprensa
 
Luz Comunicação – Jozane Faleiro
 
jozane@luzcomunicacao.com.br – 31 992046367 – 31 35676714
Idinando Borges
agosto 20, 2018

GASTRÔ Sua majestade, Tiradentes por Daniel Oliveira, O Tempo

Quando surgiu, há mais de 20 anos, o Festival Cultura e Gastronomia Tiradentes tinha um perfil fortemente internacional, com interesse em chefs franceses e italianos, buscando criar algo inovador na época. A partir do momento em que passou a fazer parte da plataforma Fartura – Comidas do Brasil, em 2012, porém, o evento foi se “abrasileirando” cada vez mais. E essa nacionalização atinge seu clímax em 2018, quando o evento celebra os 300 anos de Tiradentes, voltando seu foco para a culinária e a história da cidade, localizada na região do Campo das Vertentes.

“Queremos mostrar as transformações na região: o que era a cozinha em Tiradentes há 300 anos e o que ela é hoje”, sintetiza a curadora Luiza Fecarotta. Para isso, a 21ª edição do evento – que começa no dia 24 e vai até 2 de setembro, com uma intensa programação  – também coloca sob os holofotes não só a típica gastronomia mineira local, mas a maneira como Tiradentes mistura seu caráter fortemente campesino, rural e familiar com os vários turistas e imigrantes nacionais e internacionais que aportaram por ali durante seus três séculos de vida, digerindo e reprocessando essas influências – da Itália à Tailândia, da França ao Pará – de forma única e saborosa.

Essa investigação vai desde uma aula com Edson Cardoso, que produz queijo de cabra em seu Rancho das Vertentes, em Barbacena, até uma aula-degustação com Eduardo Girão, resgatando a história dos queijos da região do Campo das Vertentes, do século XVIII aos dias atuais.

Passa pela chef Valéria Parôco, descendente de italianos que fabrica massas artesanais com o queijo feito por seu tio, no restaurante da Filó, em São João del Rei. O evento revela também as receitas dos biscoitos Mineirisse, típicos da cidade de São Tiago, e da melhor broa mineira que Luiza Fecarotta afirma ter comido na vida, feita pela chef Mariana Oliveira, do restaurante Roça Grande, na capital.

E apresenta personagens como Osvaldo Filho, que saiu da roça para estudar, voltou com sua expertise e transformou o queijo d’Alagoa em uma sensação na internet.

Acima de tudo, a curadora afirma que esta edição quis fortalecer a presença de chefs mineiros. O Estado vai estar representado de norte a sul, inclusive com nomes que nasceram aqui e fugiram do ninho. “Desejamos entender como mineiros carregam Minas para fora de Minas”, brinca Luiza. Como exemplo, ela cita o chef Thiago Cerqueira, que saiu daqui, estudou em Paris e acabou de assumir o restaurante Loup, em São Paulo. “É uma tentativa de compreender como a França encontra Minas nesse caminho”, argumenta. (com Aline Gonçalves)

Festins estão de volta a pedido do público

A mistura de Minas com França vai estar presente ainda em dois festins – que retornam à programação a pedido do público, após uma ausência de três anos. “Eles criam uma relação diferente com a comida. Uma coisa é andar, comer e interagir com um chef. Outra é sentar à mesa e degustar uma sequência de pratos”, avalia a curadora. Num deles, o renomado Ivo Faria vai dividir a cozinha com a premiada chef francesa Charlène Estevao; e, no outro, Léo Paixão, mais um mineiro que estudou em Paris, vai explorar a culinária portuguesa com o chef Luís Espadana, da Tasca da Esquina, um dos maiores restaurantes lusitanos do Brasil.

“O Fartura está estreitando nossos laços com Portugal. Estivemos lá com uma expedição do festival neste ano e vamos fazer uma ação com chefs brasileiros residentes no país”, conta Luiza.

Nos outros dois festins da programação, o festival decidiu homenagear as culinárias do Ceará e do Pará – que, segundo a curadora, contam com governos fortemente ativos no desenvolvimento da gastronomia de seus Estados. No primeiro, Léo Gonçalves, chef do restaurante O Mar Menino de Fortaleza, vai fazer uma dobradinha com Ronie Peterson, do Senac-MG, para apresentar o que ele chama de “cozinha DOC – Denominação de Origem Cearense”. “É um movimento que tenta identificar os pilares da culinária do Ceará, que sofreu tantos êxodos e rodou tanta gente”, explica Luiza.

Já o paraense Saulo Jennings, chef da Casa do Saulo, em Santarém, vai mostrar o que é a “cozinha tapajônica”, com ajuda de Flávio Trombino, do restaurante Xapuri. “A Amazônia é um mundo, presente em nove países, e falam da culinária amazônica como se ela fosse uma coisa só. O Saulo desenvolveu um estudo sobre a gastronomia da região de Tapajó, com a manteiguinha santarense, a chicória do Pará e os modos locais de preparo”, descreve a curadora.(DO)

Apoio: www.pousadamaedagua.com.br

Idinando Borges
agosto 11, 2018

Feliz Aniversário, Barbacena. Por Áurea Vasconcelos Grossi

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Cidade que me viu nascer! Cidade onde viveu toda minha numerosa ancestralidade! Cidade que acolheu meu pai como se filho fosse! Motivos não me faltam para engalanar os ares a fim de que esta data não passe em brancas nuvens… Mesmo porque, além destas razões ligadas à genética, existem aquelas outras, fortes e indomáveis, decorrentes de um amor construído, enraizado, incrustado no coração… um amor que transcende ao encantamento… à decepção… à esperança… à paciência… ao lamento diante do irrenovável… à vontade de afastar o joio para admirar o puro trigo… um amor que pontua entre a estagnação e a renovação… sabe? São aquelas razões que nos levam a crer no solo natal como o melhor lugar do mundo!!!!!! Não há “dia do fico” nesta história pessoal… a própria vida assim já o determinou!!!

Diante de tamanha devoção, o que lhe desejar?!!

Feliz aniversário Barbacena! Que a trajetória histórica iniciada em 14 de agosto de 1791, ao ser elevada à categoria de Vila justamente por se encontrar geograficamente bem localizada, tornando-se merecedora de todas as prerrogativas que este título lhe conferiu, jamais seja esquecida ou maculada a ponto de não mais fazer jus aos atributos de “mui nobre e leal”!

Feliz aniversário Barbacena! Que sua presença vanguardista nos idos de 1821, representando importante papel na luta por nossa independência tão logo concretizada, possa nos garantir a tranquilidade que hoje sonhamos de que, com a mesma garra, saberá se defender de tudo e todos que queiram burlar a liberdade, a ordem e o progresso de nossa sociedade!

Feliz aniversário Barbacena! Que a lembrança de grandes nomes que aqui nasceram ou aqui escolheram para viver, contribuindo de forma digna e honrosa para o seu desenvolvimento político, social, econômico e cultural, seja o farol guardião da ética e dos valores a guiar todos os responsáveis por nossos destinos na atualidade!

Feliz aniversário Barbacena! Que a responsabilidade em trazer consigo o legado da fé e das tradições não se esmoreça jamais.  A elas estão atrelados os compromissos com a moralidade, com a verdade e com os apelos humanitários multifacetados sobretudo, aos destinados a uma juventude prestes a enfrentar o futuro!

Feliz aniversário Barbacena! Que a beleza dos verdes campos que lhe rodeiam, acompanhando as formas sinuosas da Mantiqueira que lhe serve de berço, agasalhada por um límpido e inigualável céu azul, continue cativando forasteiros que aqui cheguem, deixando-os inebriados como o foram Emerick Marcier ou Georges Bernanos, ao retratar sua beleza para o mundo através de pincéis e palavras!

Feliz aniversário Barbacena! Que ao se enfeitar essencialmente com um dos mais belos poentes já vistos e se perfumar com o aroma de suas rosas possa, através das cores, atrair um novo olhar para si, perpetuando-as em nossas praças e ruas como partes de um cuidadoso, inteligente e modelar paisagismo urbano!

Feliz aniversário Barbacena! Uma cidade lendária, querida por sua gente que, numa incontida emoção, deseja celebrar esta data, apoiados em uma mágica visão de mundo, entendendo que reconhecer o que tem sido feito, despertar desafios, reencontrar alegrias, apregoar a voz que convoca para coisas boas, estimular a atenção para metas especiais, para grandes possibilidades, serão, sem dúvidas, as melhores e mais sinceras homenagens que lhe podem ser prestadas!

Feliz aniversário, Barbacena!

Sonhe e realize!

Sempre isenta, fiel e abençoada!

Idinando Borges
julho 30, 2018

Escravizados: Brasil é líder na América Latina em escravidão moderna

Por Maria Fernanda Garcia 20 de julho de 2018

NovoO Brasil foi, em outubro de 2016, o primeiro país a ser condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), uma instituição judicial autônoma da Organização dos Estados Americanos (OEA), por tolerar a escravidão em suas formas modernas. O país foi responsabilizado internacionalmente por não prevenir a prática de trabalho escravo moderno e de tráfico de pessoas.

Mesmo depois disso, o Brasil segue líder na América Latina em número absoluto de pessoas em situação análoga à escravidão. São 369 mil pessoas nessa condição, segundo o relatório Índice Global de Escravidão 2018, publicado pela Fundação Walk Free.

Proporcionalmente, o Brasil tem 1,8 pessoa escravizada para cada 1 mil habitantes. Neste sentido, os países latino-americanos com as maiores taxas de pessoas em situação análoga à escravidão são a Venezuela e o Haiti, ambos com uma taxa de 5,6 vítimas para cada 1 mil habitantes.

No mundo, existem 40,3 milhões de pessoas em situação análoga à escravidão. A Coreia do Norte lidera o ranking junto com a Índia. Na Coreia do Norte, existem 104 pessoas vivendo como escravos modernos para cada 1 mil habitantes.

O relatório mostra que a definição para escravidão moderna abrange um conjunto de conceitos jurídicos específicos, incluindo trabalho forçado, servidão por dívida, casamento forçado, tráfico de seres humanos, escravidão e práticas semelhantes à escravidão.

O relatório mostra que das pessoas que estão em situação de escravidão moderna no mundo 71% são mulheres, enquanto 29% são homens. Dos 40,3 milhões de pessoas afetadas, 15,4 milhões estavam em casamentos forçados, enquanto 24,9 milhões se encontravam em condições de trabalho escravo. A Ásia representa 62% da estimativa global de pessoas em regime de escravidão.

Completam o ranking dos países com maior percentual de escravidão moderna em relação à própria população a Eritreia (93 para mil), o Burundi (40 para mil), a República Central Africana (22 para mil), o Afeganistão (22 para mil), a Mauritânia (21 para mil), o Sudão do Sul (20,5 para mil), o Paquistão (17 para mil), o Camboja (17 para mil) e o Irã (16 para mil

Idinando Borges
julho 21, 2018

Adeus, Veja! Em artigo, Nassif explica como o discurso do ódio põe fim à Abril

20 de julho de 2018 

O jornalista Luís Nassif, em excelente artigo em seu blog, detalha os motivos que estão levando Veja à morte. Ele atribui o fim da Abril a erros estratégicos de Roberto Civita e ao discurso do ódio de um tipo de jornalismo de esgoto.

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“O primeiro lance foi se valer do estilo jornalismo de esgoto para infundir medo e abrir portas. Ali mostrou seu talento de captador das tendências da mídia norte-americana, ao perceber – mais do que qualquer outro grupo brasileiro – o potencial do discurso do ódio, da criação de um inimigo para a classe média, que legitimasse todas as jogadas comerciais possíveis”, testemunha Nassif.

De acordo com Nassif, Veja se antecipou aos demais veículos na exploração desse mercado de esgoto. E ganhou um poder de influência absoluto.

“A capa da Veja, contra o desarmamento, foi um marco da inauguração do pior momento da história da mídia brasileira. Nos meses seguintes, o discurso de ódio foi introduzido por Tales Alvarenga, um ex-diretor da revista, de baixo calibre, mas que trabalhava diretamente com Roberto. Com a onda pegando, outros veículos seguiram o touro-guia e vários personagens se apressaram a atender a demanda por ódio criada.”

Para Nassif, o fenômeno dos blogs contribuiu para o fim de Veja. “Cada tacada da Abril se espalhava pela Internet, ajudando a erodir dia a dia sua credibilidade”, analisa.

Na abertura do artigo, Luís Nassif conta que iniciou na Veja em 1970, portanto, ele credibilidade quando afirma que a “Veja vai sangrando um pouco mais lentamente, mas deixando plantadas as sementes de ódio que ajudaram a destruir um país que parecia promissor.”

Leia a íntegra do artigo de Luís Nassif, originalmente publicado em seu blog:

Roberto Civita, a derrota póstuma de um chefão da mídia, por Luis Nassif

Iniciei minha carreira jornalística na Veja em 1970. Era dirigida por Mino Carta, tendo abaixo de si dois grandes secretários de redação: Luiz Garcia, um mestre na arte do jornalismo, Sérgio Pompeu, um mestre na psicologia das redações. Foram substituídos por outros jornalistas, igualmente talentosos, mas de estilo mais truculento, Luiz Roberto Guzzo, que assumiu o posto ainda na era Mino, e Elio Gaspari, que foi convocado na era Guzzo, depois de ter saído da Veja para assumir uma coluna no Jornal do Brasil.

Depois de três anos de experiências, até atingir o azul, Veja tinha todos os ingredientes de um ambiente inovador campeão.

Roberto Civita e Mino CartaDe um lado, a importação do modelo Times e Newsweek, de simplificar os grandes temas da semana, até o limite de entendimento da dona de casa de Botucatu – como se dizia na época. Depois rechear o texto com truques de estilo, uma ampla adjetivação, uma arrogância editorial, um comportamento superior, valorizando as informações e análises, a maioria ao alcance de qualquer leitor, fulminando os personagens das matérias com um humor ácido. Lendo a Veja, qualquer imbecil entendia e se via parceiro de um pensamento superior.

Havia ainda um cuidado de ourives com os pequenos detalhes irrelevantes – como o vinho servido na refeição, a reconstituição algo literária de cenas que o repórter não presenciou, para contornar a falta de profundidade da maioria das reportagens, fruto de uma opção editorial, não da falta de talento da redação.

Trabalhando essa receita, capas criativas, inovadoras, variadas, retratando as mudanças do país, a nova atriz que surgia, os novos empresários que apareciam. Tudo isso sendo trabalhado por uma redação entusiasmada, campeã, tendo em Mino um líder referencial.

Sérgio Pompeu humanizava o temperamento brilhante e explosivo de Mino Carta, alertando sobre pontos de tensão que eventualmente surgiam na redação.

Na época em que a TV Globo explodiu, com o trabalho brilhante de Boni, Veja conseguiu ser o porta-voz máximo do pensamento médio paulista – da classe média à empresarial – e o sonho de consumo de opinião da classe média ascendente e de empresários tradicionais de outros estados.

Era oficialista, sim, até o momento em que Mino resolveu apostar na redemocratização e entrou em conflito com Roberto Civita. E o oficialismo assegurou à Abril grandes benesses, como a montagem da rede de hotéis Quatro Rodas com recursos da Sudene.

Roberto Civita
Faço essa abertura para introduzir o personagem do artigo: Roberto Civita.

Não sei se ele é o medíocre, descrito por Mino Carta em seus livros. Inescrupuloso, sem dúvida. A pouca convivência que tive com ele foi suficiente para entender a ira santa de Mino. Convivi com outros grandes empreendedores, da mídia e de outros setores, muitos tão frios quanto Civita na administração dos negócios. Mas João Saad e Otávio Frias, por exemplo, eram personalidades fascinantes, ainda que muitas vezes me chocasse a frieza com que encaravam o interesse de suas empresas. Não era o caso de Roberto Civita.

Mesmo assim, foi um campeão, sempre o primeiro a perceber os movimentos da mídia norte-americana e a importa-los para o Brasil.

O grande Luiz Fernando Mercadante, uma das peças chaves da revista Realidade, e já afastado do jornalismo, me falou acerca do talento de Roberto Civita. Foi assim no lançamento da Realidade e, especialmente, quando entendeu a eficácia do modelo Times-Newsweek. Mais ainda, quando selecionou os jornalistas que deveriam levar os projetos adiante.

Foi atrás do maior jornalista desde então, Mino Carta, que trouxe do Jornal da Tarde uma equipe talentosíssima, com Tão Gomes Pinto, Renato Pompeu, ao qual se somaram jovens revelações cariocas, como Elio Gaspari, Dorrit Harrazim, Marco Sá Correa.

Antes disso, com a Realidade, atraiu grandes jornalistas da época, Mercadante, Milton Coelho da Graça, Sérgio de Souza, Hamiltinho, Narciso Kalili. E teve o mesmo discernimento na montagem de Quatro Rodas, Placar, Exame, com Paulo Henrique Amorim, Cláudia.

Playboy, com Mário de Andrade e Juca Kfoury, além do padrão de nus da revista-mãe, notabilizou-se por grandes reportagens.

Nos anos 90, quando as novas tecnologias começaram a se consolidar, deu uma entrevista ao Roda Viva mostrando o conhecimento amplo sobre o novo universo que surgia. E uma megalomania notável, que o fez enveredar por novos setores sem ter domínio sobre o modelo de negócio e sem ter noção sobre a desproporção de capital exigido com o que a Abril conseguiria captar.
Foi assim, quando se habilitou a uma das concessões de TV distribuídas por Antônio Carlos Magalhães no governo Sarney. Meteu os pés pelas mãos. Mais à frente, acertou uma parceria com a TV Gazeta, com a Abril Vídeo. Colocou a programação nas mãos competentíssimas de Mercadante e Narciso Kalili. Mas em um veículo – uma TV pequena, sem rede – impossível de gerar receita publicitária que pagasse o projeto.

Quando percebeu o avanço da TV a cabo nos Estados Unidos, montou a Sky por aqui, outro salto desproporcional em relação ao tamanho da empresa. Em todos os momentos, contava com o poder de persuasão de Veja para resolver os problemas que surgiram.

Dispersão de energia
Civita foi vítima de um vício recorrente em quase todos grandes grupos de mídia: a dispersão de energia em muitas frentes, perdido ante a multiplicidade de frentes que surgiram com as novas tecnologias.

A salvação passou na sua frente com a montagem da BOL, um dos primeiros portais de Internet, competindo com a UOL. A BOL saía na frente porque tinha à sua disposição o conteúdo das dezenas de publicações da Abril.

Deu algumas cabeçadas iniciais, mas teria tudo para se transformar no grande portal de notícias brasileiro. Contava com a revista de informação mais lida, a Veja, com a revista empresarial de maior penetração, a Exame, com a revista esportiva líder, o Placar, com as revistas femininas de maior prestígio, Cláudia, Contigo.

Mas, nos primeiros percalços, Roberto Civita se desfez da BOL, aceitando uma fusão com a UOL. Como narrei no artigo anterior, Luiz Frias se associou à Portugal Telecom, montou um aumento de capital inesperado, que pegou Roberto de calças curtas, diluindo sua participação. Mais tarde, num dos IPOs da UOL, Luiz comprou o restante da participação da Abril.

Ainda na fase da lua-de-mel, quando Otávio Frias pediu que eu sondasse João Saad, da Bandeirantes, para uma proposta da Folha e da Abril, tive um almoço com Civita e Thomaz Souto Correia. No almoço, Civita mostrou-se surpreso com o que ele considerava primarismo administrativo da Folha. Sem contar com CEOs, com relatórios sofisticados, no entanto, o velho Frias tinha controle absoluto e foco nos negócios. Com toda a parafernália de gestão, Civita não tinha a estratégia correta.

Aliás, o almoço foi curioso. Na época, apresentei um projeto para Otávio Frias, de jornalismo digital. Ele sugeriu que falasse também com Roberto Civita. No almoço, fui alvo uma saraivada de perguntas. Depois, o Paulo Moreira Leite me telefonou dizendo que eu era um dos jornalistas que Roberto Civita tinha pensado para a sucessão dele e de Mário Sérgio Conti.

Seja como for, nenhum convite foi formalizado para que eu pudesse formalmente recusar. Mas o meu projeto, que deixei com Roberto, acabou resultando em uma série de eventos da Exame, claramente calcados nele. Na época, uma amiga que trabalhara no marketing da Abril me contou desse hábito de Roberto Civita: se apossar das sugestões de terceiros e apresenta-las como suas.

O inferno final da Abril
Tenho a impressão que o inferno de Roberto Civita começou com a constatação de que, com a fusão da BOL com a UOL. jogara fora a grande oportunidade da Abril.

A TV falhara, assim como os hotéis Quatro Rodas, a rede de TV a cabo e o portal de Internet. Ali começou o desespero da busca das oportunidades perdidas.

Dali para frente, adotou duas estratégias inteiramente copiadas de seu guru maior, Rupert Murdok, o australiano que saiu pelo mundo, valeu-se do mercado de capitais global para uma série de aquisições que o transformaram em um dos campeões da nova fase. Em alguns momentos, o grupo de Murdok atingiu níveis de alavancagem perigosos. Superou os percalços e foi um dos vitoriosos nesses tempos de mudanças radicais da mídia. E Roberto tratou de emular a estratégia vencedora.

O primeiro lance foi se valer do estilo jornalismo de esgoto para infundir medo e abrir portas. Ali mostrou seu talento de captador das tendências da mídia norte-americana, ao perceber – mais do que qualquer outro grupo brasileiro – o potencial do discurso do ódio, da criação de um inimigo para a classe média, que legitimasse todas as jogadas comerciais possíveis.

Veja se antecipou aos demais veículos na exploração desse mercado de esgoto. E ganhou um poder de influência absoluto.

A capa da Veja, contra o desarmamento, foi um marco da inauguração do pior momento da história da mídia brasileira. Nos meses seguintes, o discurso de ódio foi introduzido por Tales Alvarenga, um ex-diretor da revista, de baixo calibre, mas que trabalhava diretamente com Roberto. Com a onda pegando, outros veículos seguiram o touro-guia e vários personagens se apressaram a atender a demanda por ódio criada.

Para evitar contrapontos de outros veículos, Roberto convenceu-os a montar o cartel que, durante anos, expôs a imprensa brasileira ao nível mais baixo da história. Depois, a deflagração de uma razia contra os jornalistas não-alinhados, visando afastar os mais independentes, e enquadrar pelo medo os demais. Guerra é guerra!

Foi um jogo em que se tentou, inclusive, redesenhar o universo de celebridades – artistas, intelectuais, compositores, cientistas sociais -, filtrando as fontes e tentando criar novos referenciais no mercado de opinião. Da mesma maneira, aliás, que Murdok nos Estados Unidos e o Clarin na Argentina.

A receita era óbvia e repetitiva. Abriu-se espaço para um colunista de cultura, Diogo Mainardi, atacar os alvos previamente definidos. Atacados, os jornalistas eram impedidos, por seus veículos, de se defenderem. O passo seguinte era a demissão.

Foi a noite da grande infâmia em que se romperam os pactos de lealdade que vigoraram em muitos jornais – até na Globo – nos tempos da ditadura militar.

Um dos alvos da trama, acabei saindo da Folha e me dediquei a estudar melhor o fenômeno que surgia. De imediato, montei uma trincheira na Internet e passei a questionar matérias da Veja. Roberto colocou profissionais do assassinato de reputação para ataques pessoais diários.

Na época juntei 500 páginas de baixarias contra mim. Veja estava o auge do poder, aliada a Ministros do Supremo, a procuradores, assassinando reputações sem o menor pudor. Federações de jornalistas, ABI, sindicatos, Ministério Público? Não recebi uma mísera gota de solidariedade pública, tal o temor infundido pela revista.

O resultado saiu em uma série que escrevi, “O caso de Veja”, desmascarando o estilo que Roberto implementara na revista. Veja saiu machucada, e bastante, do embate. A ponto de bancar cinco ações de seus jornalistas contra mim e, depois, Roberto enviar um assessor pessoal, Sidney Basile – pessoa decente – para propor um armistício. Eu pararia de criticar a Veja e ela suspenderia as ações.

Idinando Borges
julho 20, 2018

ORDEM DO DIA Aniversário de Alberto Santos-Dumont

Leia a Ordem do Dia alusiva ao Aniversário de Alberto Santos-Dumont – Em Barbacena na Epcar, a Ordem do Dia foi lida pelo Comandante da Unidade, Cel. Av. Mauro Bellintani 

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“Tudo o que um homem pode imaginar, outros homens poderão fazer”.

Santos-Dumont foi um desses homens que transformou a imaginação do seu escritor favorito, Júlio Verne, em realidade. Há exatos 145 anos, nasceu na Fazenda Cabangu, em Minas Gerais, Alberto Santos-Dumont, brasileiro que dedicou a vida à conquista do ar.

Dos dirigíveis ao voo do mais pesado que o ar, Santos-Dumont nos deixou inúmeras contribuições tecnológicas que serviram de inspiração para outros brasileiros. Homens e mulheres que deram prosseguimento ao seu legado, transformando o país em referência mundial na tecnologia aeronáutica.

Exemplo de dedicação, perseverança, desprendimento, generosidade e idealismo. Santos-Dumont foi acima de tudo um sonhador e com persistência e entusiasmo transformou a história da aviação e da humanidade.

As virtudes desse gênio motivaram e se tornaram presentes nos integrantes da Força Aérea Brasileira desde a sua criação. Estrategistas brasileiros, influenciados por artífices do poder aéreo, consolidaram a nova linha teórica que ratificava a necessidade de criação de uma Força independente, que fosse responsável pela aeronáutica. Concebida pela unificação das aviações da Marinha e do Exército, a FAB herdou a responsabilidade de tratar de todos os assuntos relativos à atividade da aviação nacional, dirigindo-a técnica e administrativamente.

Desde as nossas origens, a FAB é reconhecida pela adequabilidade e agilidade frente às mudanças conjunturais, tanto no planejamento quanto na execução de suas atividades.

Assim como a Marinha e o Exército Brasileiros, a Força Aérea, mesmo em tempos de instabilidade, permanece focada na sua missão constitucional de Controlar, Defender e Integrar o espaço aéreo brasileiro com vistas à defesa da pátria.

Faz-se necessário, hoje, que a sociedade brasileira esteja consciente da imprescindibilidade de um poder aéreo com capacidade dissuasória em um país de dimensões continentais, grande quantidade de riquezas inexploradas, baixa densidade populacional e escassos meios de comunicações. Não há país forte sem forças armadas fortes.

Consciente das restrições econômicas e das dificuldades políticas na qual passa o país, a FAB, como pilar sólido da democracia e da soberania, tem feito o seu trabalho, navega na rota desejada com planejamento e focada no futuro da nação.

Pensando no presente, vem se profissionalizando e racionalizando as suas atividades, reduzindo gastos e simplificando processos na busca da eficácia e da eficiência.

Com a visão de futuro, mantém ativo seus Programas Estratégicos, o Gripen NG e o KC-390, projetos que desenvolvem a indústria aeronáutica e contribuem para o desenvolvimento do país. Destaco, ainda, o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), que colocará o Brasil em uma condição competitiva na área espacial e no cenário prospectivo da guerra aérea do futuro, gerando empregos e agregando conhecimento tecnológico para o país.

Muitos foram os ícones de bons exemplos e inspiração para as nossas instituições. Cabe a nós brasileiros, a obrigação de darmos prosseguimento a esse legado que nos foi deixado.

Os desafios do Brasil são tão grandes quanto as suas dimensões. Perseverantes e determinados, como Alberto Santos-Dumont, seguimos fortes no nosso papel de manter sólido o arcabouço moral construído por nossos antecessores, contribuindo com a edificação de um Brasil melhor.
Brasília, 20 de julho de 2018.

Tenente-Brigadeiro-do-Ar Nivaldo Luiz Rossato
Comandante da Aeronáutica