Idinando Borges
abril 15, 2018

Ele,  O Brigadeiro do Ar José Aguinaldo de Moura Por Áurea Vasconcelos Grossi.

 

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Brigadeiro Moura

O tempo é, incontestavelmente, o senhor dos destinos. A ele cabe conduzir existências, transformar sonhos e ideais, mensurar emoções, direcionar liberdades e experiências cotidianas. Desafiador, ele nos  envolve, provocando toda uma gama de  vivências.

No momento, estamos diante de um sentimento  contraditório que navega entre a felicidade e o pesar. Natural quando se trata  de despedidas!

Brigadeiro do Ar José Aguinaldo de Moura esteve entre nós por dois anos, comandando a Escola Preparatória de Cadetes do Ar.  Na matemática do tempo, foi um curto período, administrativamente obrigatório. Mas na  perspectiva do afeto, foi o suficiente para desencadear  relacionamentos fraternos com a comunidade de Barbacena, permitindo a todos conhecer uma personalidade marcante, ética, firme, capaz de equilibrar o rigor e a afabilidade na medida certa para garantir a segurança e o exemplo, tão necessários aos que ocupam posição superior.

Ao lado de sua querida esposa  Shirlene e de seus filhos, a vida social de nossa cidade se enriqueceu. Sempre presentes aos acontecimentos, ali estavam levando simpatia e alegria.

O tempo de Barbacena não foi apenas um ciclo de dever cumprido junto às forças armadas, nem tão pouco um tempo de brilho social. Foi muito além. Foi uma demonstração inequívoca de preocupação para com o próximo. De corpo e alma, se dedicaram aos mais necessitados, tanto no âmbito da própria EPCAr, recebendo diuturnamente jovens carentes, aos quais eram oferecidos, cuidados de saúde, higiene, educação intelectual, cívica e física. O mesmo fizeram,  em outros redutos da cidade, associando – se  a clubes de serviço e participando  de inúmeros movimentos voltados para várias instituições beneficentes. Um verdadeiro exercício de altruísmo e disponibilidade.

Um tempo de pródiga e  feliz convivência para todos nós.

Quase que imperceptivelmente, os meses se passaram. Missão cumprida indica ponto final. Fecha-se um ciclo. Momento de partir. E, com ele, o nosso pesar!  Não há como ser diferente!

Mas, logo de imediato, a nosso favor, a maturidade nos lembra que ” o tempo de permanência não importa. O que verdadeiramente conta é o que deixamos quando partimos”.

Entendemos assim que a amizade construída aqui será para sempre. Ficam os amigos e as boas e inesquecíveis lembranças. Que Deus lhes proteja nesta nova etapa!