Idinando Borges
abril 4, 2018

ENTREVISTA: Deputado Lafayette Andrada, do jornal Folha de Barbacena

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Com uma visão ampla, o FB inicia uma série de entrevistas com candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG). Nosso entrevistado de abril é o deputado Lafayette Andrada, vice-presidente do Parlamento mineiro, é atualmente deputado estadual e disputará, esse ano, uma cadeira na Câmara Federal. Com uma boa visibilidade em Barbacena, em virtude dos laços afetivos de sua família e seu trabalho com os prefeitos da região,Lafayette Andrada comemora os recursos que vêm sendo destinados ao longo dos três mandatos na Assembleia de Minas. Aos 51 anos, acumula no decorrer de mais de 25 anos dedicados à vida pública, experiência e bom trânsito nas esferas de poder. Um dos mais atuantes deputados da ALMG, Lafayette Andrada foi presidente da Comissão de Redação da ALMG nos anos de 2007 e 2008. Em 2009 e 2010 foi vice-presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembleia de Minas. Entre os anos 2011 e 2012, ocupou o cargo de secretário de Estado de Defesa Social.

Perguntas

1) Como vai ser sua campanha? Vai ser em sintonia ao governo Temer, sem popularidade e rejeitado pela população, ou será de críticas, com alternativas?

LA: O atual presidente não será candidato à reeleição, portanto, minha candidatura não terá vínculo com o seu nome. Minha campanha será propositiva, como tenho feito ao longo da minha vida pública. Pretendo apresentar propostas que visem o crescimento de Minas e do Brasil, pensando sempre, de maneira muito especial, em Barbacena e região das Vertentes.

2) O governo do Estado, do qual o senhor é oposição, está em falta com os municípios. Qual sua posição, já que o governo alega falta de recursos?

LA: O Brasil está superando uma crise muito grave que vem acontecendo ao longo dos últimos anos. Em função disso, estamos atravessando um momento muito difícil economicamente. Essa crise teve reflexo também, como não poderia deixar de ser, no estado de Minas Gerais. O governo federal tem uma dívida imensa com o nosso estado. Diante disso, sou autor do projeto de lei, aprovado no ano passado na Assembleia Legislativa e sancionado este ano, que garante que ao ser efetivadaa compensação financeira referente à Lei Kandir pretendida por Minas Gerais, os recursos apurados sejam compartilhados com os municípios. O estado de Minas Gerais deixou de arrecadar, a partir da Lei Kandir, cerca de R$ 135 bilhões em ICMSdesde 1996. O governo federal cobra de Minas uma dívida de R$ 87 bilhões, acrescida de juros. Acredito que ao ser realizado o que chamamos de “encontro de contas”, os municípios estarão mais fortalecidos e, consequentemente, os serviços públicos também serão de melhor qualidade.

3) O senhor acha que estamos vivendo uma inversão de valores na política; quando deveríamos discutir os problemas e os planos para saná-los, estamos discutindo “pessoas”?

LA: A tradição no Brasil é do voto personalizado em detrimento ao voto partidário. As pessoas costumam se identificar com candidato e, não necessariamente, com o contexto partidário e ideológico que ele representa. Vivemos uma crise política que merece uma reforma da legislação político-eleitoral para termos um sistema que traga representatividade mais efetiva do que acontece hoje. Penso que devemos fortalecer os valores éticos e morais na política.

4) Se eleito for à Câmara Federal, quais são seus projetos para Barbacena e região?

LA: A espinha dorsal da minha candidatura, neste ano à Câmara Federal, passa por Barbacena e região. Caso eleito, terei um carinho muito especial com toda a região. Como, aliás, tem sido a tônica dos nossos três mandatos como deputado estadual. Temos encaminhado muitos recursos para Barbacena e região e vamos continuar fazendo assim. Aliás, é importante frisar que sou o deputado que mais recursos trouxe para Barbacena em toda a história da cidade.

5) A política em Barbacena está nas mãos da justiça. O prefeito – Luís Álvaro, a vice – Ângela Kilson e o ex-prefeito de Barbacena – Toninho Andrada podem sem cassados e ficar inelegíveis por 8 anos. Qual o posicionamento do senhor frente à realidade política da cidade em que o senhor foi mais votado? Na iminência de uma nova eleição na cidade, qual o posicionamento do senhor?

LA: O prefeito Luis Álvaro, juntamente com a vice-prefeita, Ângela Kilson, estão respondendo a quatro processos na Justiça Eleitoral, completamente vazios, sem nenhuma chance de êxito e, visivelmente, de cunho político e de revanchismo. Tenho plena convicção de que não teremos novas eleições. Um dos processos já foi julgado e a chapa foi inocentada e tenho certeza que os demais também terão o mesmo desfecho, por serem inócuos. Não teremos eleições extemporâneas em Barbacena.

6) Neste mandato quais foram os seus principais projetos e ações que beneficiaram Barbacena e sua microrregião?

LA: É muito extensa a lista de recursos que destinamos no decorrer dos nossos três mandatos na Assembleia Legislativa para Barbacena e região. Mas posso dizer que, em conjunto com o meu pai, deputado federal Bonifácio Andrada, do início desse mandato até agora, já destinamos mais de oito milhões para Barbacena, além de um valor semelhante para os outros municípios da região.

7) O senhor já tem mais de 10 anos de mandato na Assembleia Legislativa, além de ter sido secretário de Estado de Defesa Social. Quais são os principais pontos da sua vida pública?

LA: Ao longo das duas primeiras Legislaturas, fui membro da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembleia. Sempre trabalhei muito com a análise de relatórios e prestação de contas, e essa era uma das minhas principais atuações na Assembleia. Também transitava por outras comissões e em outros temas. Quanto à Lei 100, fui o autor da PEC 03, que visava garantir os direitos previdenciários dos servidores efetivados. Quando fui secretário de Defesa Social,conseguimos dobrar o número de detentos trabalhando no Estado. Além disso, conseguimos conceder o maior reajuste da história para as polícias, Civil, Militar, Corpo de Bombeiros e Sistema Penitenciário, um reajuste escalonado de mais de 100%, ao longo de quatro anos. Também fui relator da Lei Orgânica da Polícia Civil, em vigor atualmente. Também apresentei um projeto que visa destravar a economia de Minas, estabelecendo prazo para que licenças sejam concedidas para empreendimentos, já que hoje não existe um prazo estabelecido, o que acaba barrando empreendimentos de grande importância para a nossa economia, em virtude da morosidade dos órgãos em apreciar projetos e licenciamentos. Os demais projetos, de minha autoria, em tramitação podem ser acompanhados pelo site da Assembleia de Minas ou pelas minhas redes sociais.