Idinando Borges
Fevereiro 27, 2018

A Fibra de Danielle Mello

“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”.

Oscar Wilde

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Danielle Mello, a conheci ela tinhas talvez 11 anos, uma menina como todas as meninas. Na sua festa de quinze anos, exuberante com a atenção dos pais e familiares, tudo com muito carinho. Ela é filha de Renata Assis Braz, coordenadora de Eventos da Glória Eventos e fiel escuderia da empresária Maria da Glória Bittar de Castro e do odontólogo João Roberto Vaz de Mello.

Como uma guardiã de um tesouro, Renata manteve sempre uma discrição quanto à situação da filha, diagnosticada com Fibrose Cística. A Fibrose Cística (FC) é uma doença genética, grave, multissistêmica que acomete pulmões, pâncreas, fígado e intestino. A doença surge através de genes defeituosos que passam de pais para filhos. Quando a pessoa herda o gene da fibrose cística, ela vai apresentar um “defeito” na produção das secreções, que se tornam espesso e em grande quantidade, prejudicando o bom funcionamento dos órgãos.

Corajosa, Dani foi estudar em Juiz de Fora e tentou seguir com sua vida normalmente. Mas, a situação complicou levando-a a diversas internações e buscas de alternativas. Corajosa, a jovem menina resolveu enfrentar a doença e partir para a luta, com objetivo do transplante.  Criou uma página na internet, arrecadou fundos, conquistou os profissionais da saúde em Juiz de Fora, em Barbacena e ganhou um círculo de gente do bem, oferendo energia positiva.

Foi homenageada pela  Unimed,  pelo colunista Eric Terzi e nesta quarta, ganha destaque no jornal Folha de Barbacena, com matéria do Editor, Marcelo Maurício Miranda e registro no Borges.

Na noite do dia 22, ganhou “bota fora” na casa noturna Toca com presença de amigos, colegas e familiares em uma homenagem de carinho para a “Menina de Fibra”, que já está em São Paulo na fila do transplante.