Idinando Borges
novembro 16, 2017

‘Catito mio’ ou ‘O Rio corre para Omar’, a campanha de Omar Peres ao governo do Rio já acontece até na TV

omar peres

Omar Peres, o Catito (foto), é dono das casas mais emblemáticas do Rio de Janeiro – a Fiorentina, o Bar Lagoa, o Hippopotamus. Já conduziu dois estaleiros, o Verolme e a Netumar. Tem uma cachaça com seu nome. Em sua fazenda Guaritá, desliza sobre trilhos uma Maria Fumaça autêntica. E é sobre os trilhos que ele pretende, como governador, reconduzir o Estado do Rio de Janeiro no caminho de sua antiga liderança do desenvolvimento e do progresso, contando para isso com a indústria naval, com a linha de montagem dos navios e com as encomendas da Petrobras, que deve voltar a gerar empregos aqui no Brasil, no Rio de Janeiro, não na China ou na Coréia, como passou a fazer.

Esse mérito ninguém lhe tira. O empresário Omar Resende Peres – o Catito – foi o primeiro a se apresentar, nas mídias sociais, como candidato independente ao governo do Estado do Rio de Janeiro.

Bem articulado, com um discurso objetivo e de fácil compreensão, em pouco tempo Catito conquistou uma grande legião de seguidores, admiradores fiéis, que tudo comentam e quase tudo aplaudem. São votos garantidos. Com este animado e super participativo nicho eleitoral do Facebook, a campanha de Catito só cresceu. Em seguida, veio o slogan, muito bom por sinal, O Rio corre para Omar (lembrando O Rio é Nilo, de Nilo Baptista quando foi candidato à reeleição). Um jingle também foi composto e gravado por uma eleitora entusiasta de suas ideias. Eu, pessoalmente, optaria pelo já consagrado Catito mio

Quanto ao partido, Catito negociou com o presidente Lupi, do PDT. A legenda não lhe foi negada, mas também não foi ainda confirmada, Catito é pré-candidato. O que não o impede de continuar firme em campanha pelo Face, já em viagens pelo interior do estado e concedendo entrevistas à mídia impressa e à TV. Como a dada sábado à noite ao programa do jornalista Ricardo Bruno, Jogo do Poder, na CNT.

Catito já acertou ao optar pelo PDT, na esteira do carisma de Leonel Brizola, cuja memória ressurge com enorme força neste momento brasileiro. Ao olhar da História, Brizola cresce por sua sabedoria política e a singular sensibilidade social. Na entrevista à CNT, o pretendente ao governo do Rio demonstra conhecer as necessidades do Estado e ter pronto um projeto para ele. Deveria ser o beabá de qualquer candidato, mas não é o que acontece.

Empresário da indústria naval, Catito escolheu apresentar-se ao eleitorado com seu perfil empresarial, não o de político, apesar de já ter ocupado uma secretaria no governo de Itamar Franco, em Minas Gerais. Sabe que, hoje, experiência no poder público não qualifica. Ele tem uma proposta para o Rio de Janeiro, acredita na retomada de seu desenvolvimento através da indústria naval, vê nesse caminho uma saída. E tem argumentos. É animador assisti-lo.

No seu caldeirão de ideias que pretende colocar em prática, borbulha o legado humanista de Brizola. Critica os “mandados coletivos de busca”, que autorizam revistas indiscriminadas, pela polícia, das casas dos moradores das favelas, “onde 99% são pessoas de bem”, e sonha sonhos de Darcy Ribeiro, por um ensino escolar abrangente, que forme cidadãos plenos, preparados para viverem este grande desafio que é ser brasileiro.