Idinando Borges
abril 27, 2017

Ricardo Amaral, faz depoimento para o MIS no Rio – De Lu Lacerda

Amaral no MIS: empresário quer levar Hippo para SP e BH

 

Ricardo Amaral, empresário e produtor cultural que grande parte dos cariocas pensa conhecer a fundo, ainda tem histórias para contar. Algumas dessas passagens da sua vida pouco sabidas ou ignoradas foram gravadas, nessa quarta (26/04), para a série “Depoimento para a Posteridade” do Museu da Imagem e do Som. Entrevistado pelos jornalistas Renato Lemos e Liliana Rodriguez, pelo produtor Mauro Rychter e pelo secretário de Estado de Educação Wagner Victer, Ricardo não só falou do passado, como também dos seus projetos futuros.

Sobre ser considerado o rei da noite:

“Quem começou com isso foi o Chacrinha. Depois, com o passar do tempo até achei chato e pretensioso, nunca quis assumir esse papel. Mas depois relaxei, embora não estimule o título”.

A amizade e parceria profissional com Boni:

“Em 2014 e 2015 lançamos dois guias de sucesso, sobre os melhores restaurantes do mundo. A ideia veio quando jantamos no premiado Noma, em Copenhagen. Boni é o tipo de pessoa que praticamente tem um orgasmo quando abre uma boa garrafa de vinho. Ele não economiza em seus jantares com amigos. Entre os projetos em andamento, estamos nos preparando para lançar a terceira edição deste guia, ainda este ano”.

As primeiras incursões na vida de empreendedor:

“Minha história no jornalismo começou cedo, no jornal Shopping News, onde fui demitido por conta de uma matéria sobre as mulheres bonitas paulistanas, que estavam à caça de maridos ricos. Mas logo depois, com apenas 22 anos, conheci Samuel Wainer, uma das pessoas mais importantes da minha vida. Ele foi um grande amigo. Mesmo sendo bem mais jovem que ele, éramos parecidos em muitos aspectos. Cheguei a morar um tempo em sua casa aqui no Rio, logo que me mudei para cá. Ele tinha se separado da Danuza (Leão). Éramos somente ele, eu e o mordomo. Nossa amizade causou muito ciúmes por aí”.

Ao ser perguntado se o sucesso tem receita e glamour no Rio:

“Os caminhos do sucesso nunca são exatos, não existem fórmulas. A obstinação é um caminho para o sucesso. Sobre o público de hoje em dia posso afirmar que ele é completamente infiel. As coisas mudam, as opções são grandes, por isso é preciso sempre inovar. E também acredito que ainda exista glamour no Rio, mas ele mudou inteiramente. Hoje as festas têm caráter mais comercial, são raros os grandes eventos, aquela coisa de salão. Só acho que a manifestação é diferente, atualmente”.

Ricardo, que há anos realiza a feijoada mais famosa de abertura do carnaval carioca, ainda confessou que detesta feijão. “Nunca comi feijão preto, o branco ainda vai”. Às vésperas de reinaugurar a boate Hippopotamus em Ipanema, Amaral já tem outros planos: “Penso muito em expandir, daqui a um tempo, a Hippo em São Paulo e Belo Horizonte”. À frente dos restaurantes do Vogue Square, na Barra, Ricardo disse que já teve convites no Rio e em outros Estados para desenvolver curadoria para centros gastronômicos. E tem, também, um projeto tecnológico de conteúdo com venda online. “Isso é o futuro do comércio”, previu, finalizando o depoimento de três horas.

Idinando Borges
abril 27, 2017

Do Borges, no jornal Folha de Barbacena

Novo

Idinando Borges
abril 25, 2017

Toque francês, valoriza o típico queijo dp Serro – Estado de Minas…

 

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Características locais e a forma própria de fabricação distinguem o sabor e a qualidade da receita mineira, vendida em BH, Rio, São Paulo e Brasília (foto: Beto Novaes/EM/DA Press – 15/10/15)

O queijo de minas artesanal produzido no município do Serro, na Região Central de Minas Gerais, já é conhecido em todo o país pela qualidade e o paladar típico. Agora, uma descoberta científica tende a turbinar a fama do produto, impulsionando a atividade e os lucros dos produtores: o município tem no ambiente uma espécie de fungo, o Geotricum candidun, também existente na região da Normandia, na França, responsável pelo sabor e o diferencial que faz do camembert um dos célebres queijos europeus.

Queijo do Serro será apresentado em feira nos Jogos Olímpicos do Rio

O estudo sobre a presença da levedura na região mineira foi realizado pela pesquisadora Michele Aragão, da Universidade Federal de Lavras (Ufla), sob a coordenação do professor Luis Roberto Batista. “A pesquisa confirmou que o mesmo fungo conhecido há muitos anos na França existe no Serro de maneira natural, fazendo parte do nosso terroir (palavra francesa usada para definir a soma dos efeitos naturais de um lugar sobre determinado produto). Isso dará uma guinada para a produção do queijo maturado na nossa região, agregando mais valor ao produto”, afirma o produtor Tulio Madureira, proprietário da fazenda Pedra do Queijo, onde a pesquisa foi iniciada há um ano.

Localizada perto de Diamantina, a 230 quilômetros de Belo Horizonte, a cidade conta com cerca de 800 produtores de queijo artesanal. As leveduras da região garantem sabor e qualidade ao produto maturado. O típico queijo do Serro é produzido desde os tempos do Brasil colônia e a atividade é perpetuada pelas famílias envolvidas na produção. A de Tulio Madureira está na quinta geração de parentes que investiram no negócio. Os produtores comemoram hoje o Dia Mundial Queijo Artesanal de Leite Cru. Muito apreciado, o queijo maturado, ou envelhecido, é vendido nos mercados de Belo Horizonte, São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.

Vice-presidente da Associação dos Produtores de Queijo Artesanal do Serro (Apaqs), Tulio Madureira destaca que um fator importante da pesquisa realizada pela Ufla é que foi constatado que o fungo existente naturalmente no Serro é inócuo, ou seja, interfere na maturação do queijo artesanal sem fazer mal à saúde humana. Ele ressalta que a pesquisa também é de fundamental importância por ser o primeiro estudo oficial a revelar a existência, em um local do Brasil, do mesmo fungo que garante a produção do famoso queijo camembert francês.

“Esse fato é inédito em nosso país e vai abrir uma nova perspectiva para a produção do queijo maturado no Serro”, afirma Madureira, lembrando que o fungo também garante a melhoria do processo de umidade dos queijos. Segundo o vice-presidente da Apaqs, hoje, a grande maioria dos produtores de queijo do Serro se dedica à produção e venda do queijo fresco.

MATURAÇÃO A expectativa é que a pesquisa da Ufla contribua para que um número cada vez maior de produtores passe a trabalhar com a produção do queijo maturado, por causa da boa remuneração do produto. Atualmente, informou o vice-presidente da Apaqs, o queijo do Serro maturado (peça de 800 gramas) pode ser vendido por até  R$ 120. O período de maturação gira em torno de 40 a 45 dias.

 

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Município conta com cerca de 800 produtores do queijo de minas artesanal, cuja tradição começou à época do Brasil colônia (foto: Beto Novaes/EM/DA Press – 22/7/16)

Tradição

 A tradição do queijo artesanal foi introduzida no município do Serro, localizado no Médio Espinhaço, hoje com 20,8 mil habitantes, pelos colonizadores portugueses que ocupavam a Serra da Estrela na época de formação das primeiras fazendas de gado da região, que serviam às necessidades do ciclo da exploração de ouro e diamantes

 A qualidade do produto resulta da combinação de fatores naturais de relevo, clima e vegetação que permitem o desenvolvimento de pastagens típicas e de bactérias específicas que se multiplicam somente no microclima local. Influenciam também fatores culturais relacionados a uma forma própria de produção, da manipulação do leite ao coalho e as massas, além da cura.

 A atividade prosperou depois da decadência da mineração do ouro e do fim do ciclo da produção da cana-de-açúcar. O queijo era levado para Diamantina no lombo de burros e conservado em jacás de taquara ou em bruacas de couro cru pelos tropeiros,ganhando fama a partir do começo dos anos 1930.

 

Idinando Borges
abril 25, 2017

TECER CULTURAL Por Áurea Vasconcelos

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Apresentação – Foto Divulgação

 

Nada podia ser mais emocionante!… Em apenas alguns instantes, já nos vimos envolvidos por um autêntico exemplo de idealismo… de espírito guerreiro… Sem medo de errar,um exemplo da arte do saber fazer!… O jovem Marcus Bonato, dono de lindos e cativantes olhos claros, herança do DNA materno, sobe ao palco para, com visível emoção, nos desvendar os caminhos da PRODUTORA TECER CULTURAL seu ambicioso projeto. Nome correto para os objetivos propostos: ser sempre como ” a teia que se movimenta em conexões culturais, tecendo memórias, entrelaçando histórias, desatando artes em nós,compondo enredos ou fiando sonhos…” A arte será sempre o resultante desta aventura onde as idéias trafegam por todos os caminhos pelos quais a vida não se basta. Por reconhecerem o quanto vale a pena enredar por estas tramas, a CIA ELAS POR ELAS e a PLATAFORMA ROTUNDA abriram sua portas ao talento de CAO LARU, um grupo musical, franco brasileiro, de inegável valor, vindo pelas mãos do TECER CULTURAL. O nome CAO LARU é uma “exclamação de origem sérvia, um convite à partilha e ao arrebatamento”. E foi exatamente isto que nos aconteceu nesta noite de 23 de abril. Belíssimas vozes associadas a uma gama de instrumentos que iam desde o violino,cavaquinho, violoncelo, acordeom, contrabaixo e muitos outros mais, partilharam lindas e inusitadas canções com um superlotado auditório. Uma demonstração de inegável performance e familiaridade com sons e vozes. O grupo formado por seis elementos de variadas nacionalidades embora, oriundos da Universidade de Rennes – França, tradicionalmente vivendo a experiência de serem nômades musicais, completa a obra nos arrebatando com belas composições pessoais e outras ainda, colhidas mundo afora, neste viver ímpar de buscar a essência musical pelos paises que vão atravessando e encantando. Um inesquecível espetáculo com gosto de “quero mais”. Os aplausos assim o disseram. Parabéns ao CAO LARU pela magia da sedução… Que venham sempre!… Parabéns à equipe do TECER CULTURAL, revelando fina sensibilidade artística e bom gosto… Parabéns a todos que apoiaram o evento… E ao Armazém Rotunda, pelo fim de noite regado a deliciosos quitutes e bebidas!.. Barbacena agradece!

Idinando Borges
abril 24, 2017

MAZUMA MINEIRA, A CACHAÇA DO BICHINHO

HISTÓRIA

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A  Mazuma surgiu de um repentino projeto de aposentadoria do Fábio, proprietário e ex-aposentado. Mineiro de nascimento, ele passou seus últimos 30 anos entre Itajaí/SC, cidade sede de sua antiga empresa e Tiradentes/MG, onde, há muitos anos, possui uma casa “de veraneio”. Ao venderem sua empresa, Fábio e sua esposa Sandra decidiram passar um ano curtindo a tranquila Tiradentes…

A cachaça entra nessa história quando o casal decide fazer um curso de Mestre Alambiqueiro, apenas por lazer. Entretanto, o aroma doce e complexo dessa bebida fez despertar a paixão do casal pelo assunto e, de imediato, veio a vontade de vontade de produzir a própria cachaça, pelos seus próprios moldes. Fábio continuou se aprofundando nos estudos da cachaça, acumulando certificados e muito conhecimento. Eis que então, num passeio pelo Bichinho — área próxima a Tiradentes muito visitada pelos turistas da região que buscam o artesanato local, comida mineira da roça e uma bela vista para a Serra de São José — Fábio viu a oportunidade de construir um espaço que fizesse jus aos sabores e aromas dessa bebida genuinamente brasileira. Assim nasceu a MAZUMA MINEIRA!

O local tem como proposta expor ao visitante todo o processo produtivo: desde a área do plantio da cana, até a adega onde ficam armazenadas nossos barris e tonéis de diversas madeiras; visando agregar valor à cachaça de qualidade, feita artesanalmente, produzida com zelo e calma inerentes a comunidade do Bichinho.

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VISITAS GUIADAS

Que tal conhecer o processo responsável por produzir a boa cachaça artesanal? A Mazuma Mineira é o local ideal para aprender sobre nossa cachaça, bebida cada vez mais apreciada. Não apenas uma visita a uma estrutura feita com muito zelo, e com vista para Serra de São José, mas também uma aula dinâmica para todos os perfis de curiosos.

AS CACHAÇAS

são armazenadas em diferentes madeiras que, lentamente, realçam os sabores e os aromas dessa bebida complexa, misteriosa e genuinamente brasileira.
CACHAÇARIA MAZUMA MINEIRA

Rua São Bento, 300 Rua Principal do Bichinho — Estrada Real

Prados, MG 36320-000

T +55 32 3353 6654   /   C +55 32 98493 7768

facebook.com/mazumamineira

instagram.com/mazumamineira

 

Idinando Borges
abril 17, 2017

Zuzu Angel, heroína do Brasil por Hildegard Angel

Depois da votação favorável unânime da Câmara Federal e de o mesmo ter ocorrido no Senado, o presidente da República sancionou hoje, no Palácio do Planalto, o projeto da Deputada Federal Jandira Feghali, incluindo Zuzu Angel no Livro dos Heróis da Pátria, que, na ocasião, teve seu nome modificado para Livro dos Heróis e das Heroínas da Pátria, superando-se também uma questão de gênero.

Zuzu será a quinta mulher a ingressar no Panteão da Pátria, com o nome inscrito no livro de páginas de aço, bem como a primeira heroína da vida contemporânea do país, rompendo a visão, sempre predominante, de que a memória está reservada aos fatos do passado remoto, ignorando-se a história mais recente, referencial e exemplar.

Idinando Borges
abril 17, 2017

Nomes não tradicionais buscam vagas como deputados em 2018 – Edição do Brasil.

 

Eleito, no ano passado, o vereador mais jovem de Belo Horizonte, Doorgal Andrada (PSD), 24, segundo informações de bastidores, já teria acertado com familiares e alguns colegas de parlamento sobre sua candidatura a deputado estadual no próximo ano.

Caso a reforma política, em andamento, no Congresso Nacional mantenha o pleito de 2018 nos moldes atuais, outros nomes influentes devem se ingressar na política. Um deles, de acordo com as primeiras sinalizações, seria o jornalista e apresentador de TV, Carlos Viana.

Enquanto em Brasília se discute as regras eleitorais do próximo do ano como financiamento público de campanha, lista fechada e outros pormenores, em Minas, entidades poderosas se movimentam visando garantir espaços nos meandros da Câmara Federal.

Para não deixar o açodamento das centrais sindicais, sempre organizadas na hora de lançar nomes para disputar pleitos eleitorais, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e a Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), por meio de suas comissões temáticas, tem alimentado uma discussão com o intuito de incentivar, cada vez mais, os seus representantes a ingressarem na vida parlamentar. A finalidade é de que ao invés de apoiarem nomes de fora do segmento, um comerciante ou empresário aceite o desafio de ser candidato para poder representar o setor, evitando assim, a abertura de espaços para pessoas sem ligações diretas com eles.

É bem possível que raciocinando sob o prisma de poder falar em nome do setor produtivo nacional, o empresário Fabiano Lopes possa aceitar a tese de disputar o cargo na Câmara Federal. Conhecido em várias regiões do Estado, ele tem liderança no Oeste de Minas, especialmente, em Itapecerica, sua cidade natal.

Em Montes Claros, existem comentários indicando a possibilidade do empresário e diretor regional da Fiemg, Adauto Marques (PP), atual vice–prefeito da cidade, deixar a resistência de lado e também colocar o seu nome na lista de prováveis candidato a uma vaga como parlamentar.

No Sul de Minas, o radialista Murilo Maia é outro que ensaia abandonar o mundo de comunicador para também buscar um mandato como deputado federal.

Ex-secretário de Governo na administração Marcio Lacerda (PSB), o ex-vereador de Juiz de Fora, Vitor Valverde, já percorre a região da Zona da Mata mineira a procura de apoio político, ele quer ser um deputado estadual.
Em Belo Horizonte, o vereador e ex-presidente da Câmara, Wellington Magalhães (PTN) voltou à Câmara, recentemente, depois de 90 dias afastado. Agora, ele estaria reestruturando seu futuro político. Mas, se depender de alguns amigos, ele vai manter o projeto do ano passado, visando ser candidato à Câmara Federal em 2018.
Ainda sobre a Câmara Municipal de BH: o vereador Pedro Patrus (PT), filho do deputado federal Patrus Ananias, já se articula para disputar cargo na Assembleia Legislativa, com o deslocamento do atual deputado estadual André Quintão (PT) para federal, possivelmente na vaga de Patrus, disposto a abandonar a vida partidária depois de 40 anos de militância.

Já o ex-governador Alberto Pinto Coelho decidiu que irá lançar o nome de seu filho Alberto Filho para concorrer a uma vaga no Legislativo mineiro.

Nos bastidores oficiais circulam informações de que o atual vice-presidente da Copasa, Antônio Cesar Pires de Miranda Junior, mais conhecido como Junior da Geloso, se prepara para pleitear um posto de parlamentar no Congresso Nacional. A sua inserção na política começou, há 6 anos, quando disputou a prefeitura de Rio Acima, na região metropolitana da capital

Elton Belo Reis
abril 14, 2017

A imprensa em Barbacena de 1744 até os dias atuais…

A imprensa em Barbacena.

No dia 4 de janeiro a criação da primeira tipografia brasileira em Salvador na Bahia em 1808. Porém, a impressão era proibida no Brasil que era colônia de Portugal. A Coroa Portuguesa deixava o país às cegas’ para dominar os brasileiros por completo. Contudo, a primeira tipografia do Brasil foi criada na ilegalidade. A imprensa oficial veio naquele mesmo ano, com a vinda da Coroa de Portugal, fugida das tropas de Napoleão que rumavam para invadir o país.  Foi apenas em 1808, 400 anos após a invenção de Guttemberg dos prelos da prensa, que o Brasil começou a publicar seus próprios livros e periódicos. Não existia “produção intelectual” no país devido à proibição de Portugal. As únicas produções eram ilegais e rústicas. Sem delongas, conclui-se que foi de extrema relevância, o pioneirismo de Hipólito da Costa, Manuel da Silva Serva, e D. João VI, na história da imprensa no Brasil; contribuindo para a construção da memória social do Brasil..

19 de janeiro de 1822 extinta a censura da imprensa e surge a regulamentação da liberdade de imprensa no Brasil. Jose Bonifácio de Andrada e Silva, Ministro do Reino desfechou o golpe na censura prévia…

Barbacena, não poderia ficar fora do contexto desta historia possuiu e possui até o presente momento órgãos de noticias escritos por celebridades intelectuais, homens e mulheres que deixaram um legado escrito, que retratam ocorridos em épocas em que o tempo voraz atua.

  • Uma das primeiras publicações que temos noticias em nossa Barbacena foi em torno de 1744, um edital afixado possivelmente próximo a Cruz fixada no local demarcado para a construção da Capela da Matriz de Nossa Senhora da Piedade, ( Período em que uniam para construir a primeira etapa da Capela da Igreja Nova do Arraial da Borda do Campo). Este edital convocava a população a tratar do processo de demarcação das terras da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade. Em despacho de 09 de maio de 1744, o Governador Gomes Freire de Andrade mandou desenhar a planta do futuro Arraial. Publicou-se então edital convocando os interessados em construir em torno da nova igreja. Os primeiros a manifestarem seu interesse foram: Antônio da Costa Nogueira, Jacob Dias de Carvalho, João Calheiros de Araújo, Tomás da Silva, João Silva Pereira, João de Faria, Manoel Ferreira Valente, José Pinto Reys e Estevam dos Reis Motta, este último dono da sesmaria onde se ergueu a Igreja Nova.
  • imprensa e

A Imprensa sobreviveu ao tempo, as censuras, as restrições e perseguições em todos os períodos desde Regência e Império, a nova Republica, a velha Republica, a ditadura, a pré-democracia, a democracia e a fase contemporânea ou atual. Vários de nossos jornais estão conservados na Hemeroteca Nacional bem como no Arquivo Publico Mineiro e muitos já se perderam no tempo, não temos o prazer de pesquisar devido estarem perdidos ou mesmo já terem sido dizimados de arquivos. Existe no Arquivo Publico de nossa cidade, várias edições de o Sericicultor, que poderiam ser digitalizados para evitarmos sua deterioração. Há de se convir, que a nova modalidade de informações são virtuais. Vamos aos fatos registrados na historia da Imprensa em Barbacena:

imprensa

  • Em 14 de maio de 1836 nascia o Parahybuna, redigido por um Padre, Justiniano da Cunha Pereira, Jornal confeccionado nas residências dos Senhores João Gualberto Teixeira de Carvalho e José Bento da Costa e Azedias ( na Praça da Alegria numero 5) na Villa de Barbacena. Este Jornal seguia a mesma linha de pensamento do Regente Feijó e opunha diretamente com as idéias e ideais como o Jornal de São João Del Rey (O Astro de Minas).
  •  paraibuna a O Parahybuna em 1837-
  • Posteriormente veio o Jornal O Echo da Rasão, nada mais e nada menos do que editado por Camilo Ferreira Armond ( o nosso Conde de Prados) em 1840. A edição ficava no Largo da Câmara numero 15 na Villa de Barbacena com a circulação semanal. Era da Sociedade Typographica.
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  • Posteriormente chegou o Esplenético dos Irmãos Teixeira de Carvalho.
  • Já em 1880 chegou o Jornal o Clima.
  • Um ano depois Guilherme Lopes funda a Gazeta Barbacenense.
  • Já em 1881 chega o Mequetreffe, que foi criado pelo mesmo grupo da Gazeta Barbacenense, 1881 no Rio de Janeiro, Tipografia Hildebrandt na Rua da Ajuda numero 31 em 1886 surge um Jornal com o mesmo nome em Maceió AL.
  • Já em 14 de fevereiro de 1886, através da “Associação Jornalística de Barbacena”, funda-se o Correio de Barbacena.
  • No dia 12 de julho do mesmo ano nasce o Jornal O Mineiro, de propriedade e edição de Joviano e Lino Marques, a tipografia era no Largo da Câmara numero 6.Jornal que propagava a causa Republicana, apontando em sua pagina inicial a adesão de novos republicanos barbacenenses e da região. Já existia com o mesmo nome em Ouro Preto em 1833, no Sul de Minas 1875 de caráter liberal, bem como em Juiz de Fora em 1876 e imparcial em Uberaba em 1881.
  • Nasceram mais cinco jornais em Barbacena. Em 26 de fevereiro de 1888, surgia o jornal  Nobre Barbacena, o primeiro jornal de distribuição gratuita da cidade.
  • Em 1889, três jornais foram criados. O Popular, de Matos & Bittencourt.
  • A Revolta, de Adolfo Rodrigues da Costa, em 14 de julho.
  • A Vespa, de Olintho Magalhães e Adolpho Rodrigues de Souza. Localizamos um Jornal com o mesmo nome em Maroim SE de caráter critico e noticioso em 1892.

Vejam que jornais estavam aflorando de pouco a pouco em todo o Brasil e em nosso estado em apenas poucos lugares, a contar do principal “Minas Gerais” que teve a sua primeira publicação em 13 de outubro de 1823 bem posterior a entrada da Corte no Brasil em 1808. Não se podia admitir a imprensa nas Colônias portuguesas, quando mal se consentia na metrópole. Sabe-se que Gomes Freire de Andrade inaugurou uma typographia no Rio de Janeiro de 1747 e proibido por carta Régia sob pena de prisão o descumprimento desta lei. Em Pernambuco em 1707 a Policia Política extinguiu uma typograpia furtiva. Mas com a entrada do Príncipe Regente, logo a 13 de maio de 1808 por decreto Régio instituiu a impressão Regia, autorizando a Secretaria do Estado de Negócios Estrangeiros e da Guerra, autorizando a impressão a papeis diplomáticos e todas as obras autorizadas por esta secretaria, toda a escrita passava por censuras.

Pelo que podemos observar Barbacena foi um celeiro de idéias e ideais em produzir estes históricos jornais, 28 anos após a permissão Régia nossa então Villa produzia e tinha suas próprias tipografias, geralmente administrada por personalidades de influencia e politica.

  • O Jornal Minas Gerais, vive um período de imprensa informativa e literária.
  • No que se diz ao publicismo Republicano, Juiz de Fora que havia emancipado de Barbacena em 1850 e foi o principal centro de noticias bem antes de toda a nossa região.
  • A Gazeta de Barbacena em 1882 propriedade de Jozé Antonio de Oliveira Vargas, propagação duas vezes por semana, não se envolvia em politica e nem o que envolva a vida privada.
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  • O Correio de Barbacena, em 1886, tinha a Typographia na Rua do Barro Preto, com edição uma vez por semana. Era propriedade da Associação Jornalística de Barbacena, redator principal Frederico Salgado.
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  • Barbacena inicia sua fase deste modo noticioso com o Jornal O Bandolim, um semanário literário de Gomes e Bitencourt em 1890. Não conseguimos localizar onde funcionava a tipografia, porem bem diversificado, com charadas, contos e causos. Em Juiz de Fora existiu um Jornal com o mesmo nome em 1895.
  • Em 1891 O Léste de Minas, pertencente ao ramo da família Andrada que vive em nossa região, sendo este o primeiro de muitos outros periódicos escritos por pensadores desta família como Dr. Martim Francisco Duarte de Andrada com ajuda de Vicente Barreiros. Bem diversificado o Jornal, noticioso regional, poesias do Padre Mestre Correia de Almeida, propagandas. O escriptorio e Ophicina funcionava a Rua 15 de novembro numero 31. Fazia parte de uma Associação Comanditária.
  • Já em 1893 aparece A Folha de Francisco Mendes Pimentel. Este jornal ressurgiu 5 anos mais tarde mas com apoio da família Andrada. Não encontrei nem um exemplar deste Jornal, localizei no Rio de Janeiro em 1880 com a tipografia a Rua Uruguaiana, 43.
  • Neste mesmo dia nasceu a revista O MENSAL de Alberto Delphino e Leon Renault. Jornal com apresentação na página inicial de desenhos por Alberto Delphino (que foi professor do Gimnasio Mineiro de Desenho). A tipografia a Mattoso em Juiz de Fora a Rua do Comercio 46. Acredito que era produzido fora de Barbacena devido aos recursos gráficos, muitos desenhos produzidos por A. Delphino.
  • jornal o mensal de barbacenaO Mensal (Jornal ilustrado).
  • Em 1890 surge Almanach do Município de Barbacena até 1899. Expõe em riqueza de detalhes descrição de Ruas, Praças, Industrias e Comércios locais e propagandas e senso populacional da cidade de Barbacena e região.
  • Em 1898 publica-se o Almanach Municipal de Barbacena, dando segmento ao Almanach do Municipio de Barbacena, apresenta detalhes de Barbacena bem como a estrutura de nossa cidade e população, indústria e comercio, no mesmo caráter do anterior.
  • Já em, 1898 nasce o periódico que perdurará por muitos anos, CIDADE DE BARBACENA de Emilio Gonçalves Junior que encerrou suas atividades em 1993.
  • CIDADE DE BARBACENA A
  • Após este brilhante jornal vem A Lavoura em 1898 Jornal da família Andrada editado por Gabriel Bitencourt. A tipografia situava a Rua Tiradentes,41. Localizei também com o mesmo titulo o Jornal em Carangola MG em 1890, em 1893 em Araxá MG.
  • Cristiano Canedo e Hugo Braga, criam O RUBII. Não conseguimos localizar nem um exemplar.
  • No ano de, 1900 O REBATE veio no ano subsequente e teve apenas 4 edições. Localizamos em Villa do Campo Gerais edições com o mesmo nome do nosso Jornal em 1909.
  • Posteriormente vem Forja, do Clube Bernardo Guimarães.
  • O Boi, de Carlos Benjamin Gonçalves e Jerônimo Jardim.
  • Em 1901, é a vez de A Lágrima, de João Rodrigues de Souza.
  • Em 1903, é publicado A Faísca, de José Abranches Júnior e Costa Júnior. Localizamos exemplares com o mesmo nome em Alagoas em 1896.
  • Também em 1903 surge O Planalto de Minas, de José Thomaz de Castro.
  • Em 1906, surge O Sericicultor, ligado à Sericícola de Barbacena – a primeira extratora de seda natural do Brasil – e editado por Amilcar Savassi.
  • Neste mesmo ano, surge O Diabo, de Manuel Martins da Costa Júnior e Alberto Delpino, que começou como jornal, mas se transformou em revista em 1907. Em 1895 existiu com o mesmo nome no Ceará e na Bahia em 1889.
  • Em 1908, Barbacena ganha mais três jornais:
  • O Rival, de Otávio de Castro Costa e Durval Dias Moreira, que durou 29 dias;
  • Anthelio.
  • Lotus de João Campos, Hugo Braga e Epaminondas Alvim.
  • Em 1909, surge o Papyrus, um jornal com viés humorístico. Encontrei no Rio de Janeiro em 1898 um Jornal com o mesmo nome.
  • O italiano Paulo Benedetti, cineasta resolve, então, ir para Barbacena (MG) em 1910, tornando-se proprietário do Cinema Mineiro. Além de exibidor, realizava atualidades através de sua outra empresa, a Opera Filme, para projetar no seu cinema. Cria e registra, em 1912, a patente do Sistema Cinemetrofonia, um aparelho que sincroniza o som com o filme na tela. O filme Uma Transformista Original, de 1915, era todo cantado e mais da metade sincronizado com um fonógrafo e uma orquestra. Após encerrar as atividades da Opera Filme em Barbacena, Paulo Benedetti pega um trem com sua família e parte em direção à Capital Federal, o Rio de Janeiro, em 1917.
  • Paulo-BenedettiPaulo Benedetti (Cineasta italiano que morou em Barbacena)
  • Em 1910, o padre Sinfrônio de Castro cria A Folha. Encontrei no Rio de Janeiro em 1880 um Jornal com o mesmo nome. Em 1911, são lançados A Época, de Waldemiro Muzzi Machado e Francisco de Castro Neto (Encontrei em Rio Preto um Jornal com o mesmo nome em 1880, em 1888 no Rio de Janeiro bem como outro na mesma cidade carioca em 1912 e 1902 em São Paulo).
  • Também em 1910 O Prego, de Octavio Migon. Em 1896 existiu no Rio de Janeiro com o mesmo nome, mas curiosamente escrito com grafia a mão.
  • Em 1913, Barbacena ganha uma série de periódicos, como o Iris Cinema, de Castro & Cia, Estilhaço, de Paulo Gonçalves, Adhemar Souza e Waldemar Mendonça, A Espoleta, de João Navarro Júnior, O Commércio, do Partido Revolucionário Conservador, Atxe! Chiba!, A Noite e A Liberdade.
  • Em 1914, é fundado O Avacalhado, de Francisco José de Oliveira Leite.
  • Em 1915, três jornais são criados na cidade: O Parafuso; O Arauto; Jornal de Minas. (em Ouro Preto em 1890 e São Joao Del Rei em 1970)e o jornal O arauto, existe uma edição na cidade de Rio Novo MG de 1897.
  • No dia 22 de julho, Honório Armond fez um jornal falado no Cinema Mineiro, nos moldes de uma revista eletrônica.
  • HONORIO ARMONDHonório Armond.
  • Em 1916, é instituído A Serrana .(de Juiz de Fora em 1891)
  • Em 1917, Paulo Emílio Gonçalves cria o Diário da Manhã.
  • imprensa b

Em 1917 ocorre uma crise nas tipografias, pois faltam papeis para impressão em Barbacena, inicia-se o rodizio das edições de Jornais..

  • Em 1918, foram criados os jornais e a revista A Sogra, de O. Mendonça e A Serraninha, de João Navarro.
  • O jornal O Arranca-Tôco surge em 1919 a publicação, de caráter humorístico, dizia que sua redação ficava no “meio do mundo” e que o redator era “não é da sua conta”.
  • 1919 Maria Lacerda de Moura, lança o livro Renovação em Barbacena.
  • maria lacerda

    Maria Lacerda de Moura

  • Em 1920, surge mais um jornal de caráter irônico em sua apresentação. O Knout dizia que sua redação e gerência eram situadas “lá em casa”, os redatores eram “nós quatro” e a tiragem, de 150 mil exemplares.
  • Também em 1920 nasce a Folha de Minas, de Nélson de Castro.
  • A Montanha começa a circular em 1921.
  • No mesmo ano, surge A Ordem. (Encontrado com o mesmo nome em 1889 em Ouro Preto, 1842 em São João Del Rei, Montes Claros 1922).
  • O jornal A Liberdade é relançado em duas datas de 1921: em 22 de maio e 5 de novembro. Em maio, o jornal era dirigido por Luiz Martins Teixeira, que faria parte da redação em novembro. Neste mês, a publicação se transformaria no órgão do comitê barbacenense pró-Nilo Seabra.
  • Em 1922, Barbacena ganhou três novos periódicos. O Via-Lucis, da Sociedade Literária do Colégio Militar de Barbacena), possuía em seu corpo editorial Carlos Guedes, um dos líderes do Golpe Militar de 1964. Os ginasianos lançaram A Caveira e, no dia 27 de novembro, foi lançado O Astral 
  • Em 1923, foi lançado o Apollo Jornal, do Cine Teatro Apollo, de Piacesi. O Jornal de Barbacena possuía ligações com as famílias Andrada e Bias Fortes, que, até então, não eram rivais e entra em cena em 1924.Aroldo Piacesi foi um empresário italiano nascido em 1881. Fundou, em 12 de agosto de 1923, o Cine-Theatro Apollo, na cidade de Barbacena (MG). Juntamente com sua esposa, a também italiana Ines Piacesi (1883-1981), empreendeu não só na área cineatpográfica como também editou o Apolo Jornal (um periódico sobre cinema) e o Rubicon (sobre moda, amenidades e ideologia italiana, então dominante em política). Faleceu no ano de 1954.
  • aroldo Piacesi
  • No mesmo ano, é publicada a primeira edição de O Alfinete.
  • Cine-Jornal, Myosotis e O Tico Tico, de Paulinho Gonçalves.
  • Em 1925, apenas um jornal foi criado em Barbacena: O Minaz, por Francisco Moura.
  • O mesmo aconteceu em 1926, quando o Olympic Clube criou o Olympic
  • Em 1927, Paulinho Gonçalves cria O Gafanhoto, que é o menor jornal de Barbacena. Ainda neste ano, no dia 11 de setembro, é lançado O Cascabulho. (Encontramos um Jornal no Rio Grande do Norte de 1888 com o mesmo nome).
  • Dois jornais são criados em 1928: A Ronda, de Miguel Sales, (Encontrado um Jornal com o mesmo titulo em 1891 em Pernambuco) e Gazeta Gymnasial. Curiosamente, este não possui ligações com instituições de ensino.
  • Em 1929, o Jornal de Minas é relançado por Nelson de Castro. Durante a República Velha, surgiram dez jornais produzidos por estudantes em escolas. (com o mesmo titulo em São Joao Del Rei em 1971 e 1890 em Ouro Preto).
  • RADIOPrimeira transmissão de radio no Brasil 7 setembro de 1922.
  • A fase da grande imprensa em Minas Gerais começou a partir de 1927, com o aparecimento do Diário da Manhã, publicação belohorizontina, “considerada a primeira grande empresa jornalística do Estado”. A cidade de Barbacena inicia essa transformação dos jornais em corporações somente três anos mais tarde do que a capital, em 1930, durante e Era Vargas. Naquele ano, a imprensa de Barbacena ganhou apenas um jornal: o Jornal Revolucionário, da 4ª Região Militar Revolucionária, de 6 a 29 de outubro.
  • Em 1931, surge O Grito. Olímpio do Prado Júnior e Osvaldo Paulucci lançam, em 1932, O BemTe-Vi.
  • O Fantoche, de Anuar Fares foi lançado em 1933. No mesmo ano, foram distribuídos mais dois jornais: A Rebatida e O Grêmio.
  • Em 1934, surgem quatro jornais: O Clarim, de Olímpio do Prado Júnior; A Imprensa, da Paróquia de Barbacena; A Alvorada e Nova Era, que possuía uma vertente Social-Trabalhista.
  • Outros três jornais foram criados em 1935: Arauto, com vertente Social Trabalhista; O Rubicon, “um órgão recreativo, noticioso […] filosófico e teimoso”, de  Inês Piacesi era imigrante italiana e usava O Rubicon para disseminar ideias pró-fascismo e pró-integralismo. Documentos disponíveis no Arquivo Público Mineiro (2013) mostram a ligação de Inês com a doutrina de Plínio Salgado. Ainda no Arquivo Público Mineiro, é possível encontrar um recorte do jornal A Nação, do Integralismo, mostrando a participação de Piacesi em um golpe de estado contra Getúlio Vargas e a tentativa de golpe foi rapidamente desmantelada pelo Estado Novo. Ines Piacesi (Sol. Piergentile) nasceu em 1895,casou Aroldo Piacesi em em 1912, com 17 anos em Barbacena MG. Eles tiveram 13 filhos.
  • o rubiconines piacesiInês Piacesi.
  • O Periquito, do Villa do Carmo F.C entra em operação em 1935.
  • Dois anos depois outros dois jornais são lançados: O Atalaia pertencia, inicialmente, à Escola  Juvenil Aula de Iracema, do Grupo Espírita Astral Paraiso do Bem e, posteriormente, se transformou em órgão da Consciência Livre;
  • ASTRAL

    Zezinho Abrantes

    Um dos Fundadores Zezinho Abrantes e sua inseparável máquina fotográfica.

  • O Nacionalista, do Partido Nacionalista.
  • O Correio Mineiro, de Alberto Augusto da Silva nasce em 1941 e, cinco anos depois, entram em circulação
  • O Abacaxi, de Manuelzinho Almeida, e Olimpic-Jornal.
  • Em 1947 é lançado A Trombeta.
  • O único número de Expedicionário circulou em 1948. Este jornal defendia a criação de um movimento aos expedicionários na cidade.
  • No mesmo ano, surge A Voz do Povo, de duração efêmera. Ainda em 1948, mais um jornal é criado em Barbacena: Vanguarda Mineira, do Centro Cultural do Livro.
  • O ano de 1949 foi marcado pelo surgimento de dois jornais de duração efêmera: A Gleba, do Centro Social Hamilton Navarro, e A Gazeta do Natal.
  • TV Primeira transmissão de tv no Brasil foi em 18 de setembro de 1950.
  • Mais dois outros periódicos foram criados em 1950: a revista Senta a Pua, da EPCAR, e O Agricultor, da Semana do Agricultor da EAFB.
  • O Cidade de Barbacena Ilustrada, da Gráfica Cidade de Barbacena, foi lançado em julho de 1952, ao lado de Ação Salesiana e O Diretor.
  • Dois anos após surge o jornal Correio da Serra, de José Bonifácio Lafayette de Andrada, e ligado à União Democrática Nacional. É o jornal mais antigo em circulação atualmente na cidade. Segundo de Bonifácio Andrada o Correio da Serra foi criado após os Andradas perderem apoio político do Cidade de Barbacena. Com esse prejuízo, os Andradas precisavam de um meio para disseminar sua mensagem aos barbacenenses e, daí, surgiu o Correio da Serra.
  • correio da serraJOSE BONIFACIO LAFAYETTE DE ANDRADAJosé Bonifácio Lafayette de Andrada.
  • Mais um jornal surgiu no mesmo ano: O Trole, que era mimeografado.
  • No governo de Getúlio Vargas foi muito rica para os jornais estudantis, principalmente em Barbacena. Nesta época foram criados 17 periódicos. Em alguns anos deste período, apenas publicações do tipo foram lançadas na cidade. A Era Vargas marcou o rompimento das relações entre Andradas e Bias Fortes, criando uma das maiores rivalidades da história da política nacional. “Além disso, é importante mencionar a participação do escritor francês Georges Bernanos na história da imprensa barbacenense, já que, durante a Segunda Guerra Mundial, ele era correspondente da britânica BBC quando morava na cidade”. Seus textos foram muito importantes para a disseminação de ideias do movimento França Livre, encabeçado por Charles De Gaulle, para libertar a França das forças nazistas.
  • Cinco novos jornais entram em operação em Barbacena.
  • Em 1955: O Vicentino, O Idealista, O Crocodilo, A Onda e O Sino de São José.
  • Em 1956, surgem a terceira fase de A Alvorada e a Olympic Revista.
  • Em 1957, é lançado Sentinela.
  • Um ano depois são criados mais dois periódicos: o Nova Rota e Albatroz. O ano de 1959 é rico para a imprensa barbacenense, com o surgimento de cinco periódicos: O Jacaré, O Sputnik, Boletim do Rotary Club de Barbacena, Tribuna da Montanha, da Organização Jornalística Intermunicipal, e Vida Esportiva.
  • A década de 1960 começa com a criação de quatro jornais: O Barbacenense, da Divulgadora Mineira; Leão da Mantiqueira; O Diário da Cidade; e Clube Sávio.
  • Em 1961, são lançados o Família Paroquial – FAMPAR, da Matriz São Sebastião, e a terceira fase do Correio Mineiro.
  • Em 1962, surgem O Reflexo e Eadeano.
  • O ano seguinte traz O Eco, O Cooperador, O Torpedo, O Barquinho e A Voz da UESB, dos estudantes secundários de Barbacena. Ditadura Logo no primeiro mês da ditadura militar.
  • Em abril de 1964, Barbacena ganha um novo jornal: Mocidade Luz, do Colégio Embaixador José Bonifácio. No mesmo ano, em agosto, surge O Sândalo.
  • Outros dois periódicos na cidade no ano seguinte: Luzes da Cidade, da Sedla Publicidade, e Spartacus, focado na vida esportiva de Barbacena.
  • A Voz da Juventude começa a circular em 1966, tendo como redatores “Os Estudantes”. No mesmo ano, são lançados: O Cabangu, Flash, uma revista focada no colunismo social, a segunda fase de Abelha, e Sentinela da Mantiqueira, do 9º BPM.
  • Em 1968, foram criados Ultimato, um jornal da Igreja Presbiteriana que deixou Barbacena e é publicado atualmente em Viçosa (MG), e Trole-Gazeta.
  • Em 1969, foram criados cinco jornais: Katimba (esportivo), Impacto, Encontro, Voz da Padroeira e o Jornal do Poste. O Jornal do Poste barbacenense é uma filial da mesma publicação de São João del-Rei (MG), fundada por João Lobosque Neto onze anos antes, em 1958.
  • Os periódicos CDL e o Boletim do Rotary Club entram em circulação em 1970.
  • No ano seguinte, é a vez de Catequese Popular e Samural.
  • internet_1
  • Em 1972, são lançados apenas boletins informativos: O ABCD, da Associação Barbacenense de Cirurgiões dentistas, Jufe, Serra Clube de Barbacena e Informativo, da Delegacia de Ensino de Barbacena.
  • O mesmo fenômeno ocorrido em 1972 também acontece de 1973 a outubro de 1975. Neste período, foram instituídos sete boletins informativos. Barbacena volta a ganhar um periódico noticioso, em 1975, o Informações Compactas. No ano seguinte, o fenômeno dos boletins informativos volta e permanece até o fim de 1977. Durante essa faixa de tempo, foram lançadas seis publicações, dentre elas o English Language Institute Newspaper, que foi o primeiro periódico publicado em língua inglesa na cidade.
  • Em 1978, novos periódicos noticiosos são criados na cidade. O primeiro foi Sociedade em Revista, do Jornal do Poste, seguido por RB Tribuna, da Rádio Barbacena, o Jornal da Mantiqueira, J. M. Informativo, SETA, Painel da Penha, Boletim Mensal do Rotary Club, Darysinho, Tribo-Nau e Folha Sindical.
  • Quatro novos periódicos foram criados em 1979: PROSA – Profilaxia e Saneamento, O Cometa, Revista da FUPAC e Mantiqueira.
  • O ano de 1980 começa com a criação de um periódico: o Correio Mineiro, em sua quarta fase, em janeiro. Boletim do Pronaos Rosacruz Barbacena Amorc O Arauto no mesmo ano, surgem os jornais: Nosso Estado, A Época e Clima, da Clínica Mantiqueira.
  • Em 1983, nasce apenas uma publicação, o MACRI, ligado à Paróquia de Santo Antônio.
  • Em 1984, são criados Alternativa, da FHEMIG, Jornal da Medicina, a segunda fase do Impacto, Tribuna da Mantiqueira, de Jean Claude Garreau, a quarta fase do A Folha, da família Andrada, e a revista Em Tempo.
  • No ano da redemocratização do Brasil, 1985, Barbacena ganhou duas publicações: Jornal Novo Tempo e Unidade Médica.
  • Seis periódicos são lançados no ano seguinte: Jornal da Clínica Mantiqueira, Folha de Minas (periódico lançado em Conselheiro Lafaiete e Barbacena), Halley, Jornal da Amacors, a segunda fase do Jornal de Barbacena e Jornal da Acobasse.
  • Em 1987, surgem em Barbacena dois jornais com o mesmo nome: O Informativo. Um era publicação da prefeitura da cidade, de junho, e outro, do Clube dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar, em agosto. Ainda em agosto, o Folha de Minas – que fora lançado um ano antes – dá lugar ao Tribuna do Estado.
  • Em 1988, é criado apenas um periódico, o Jornal do Bar, que se descrevia como apartidário.
  • Dois novos jornais são veiculados no ano seguinte: o Jornal da Cidade e o Regional.
  • Cinco novos periódicos são constituídos em 1990: O Sesquicentenário, Folha de Barbacena, Último Ano, O Guardião e A Gazeta Comercial.
  • Em 1993, nasce o Barbacena, o Diário Oficial do Município, bem como o Jornal de Sábado, de Paulo Emílio Gonçalves, que substitui o Cidade de Barbacena,o Jornal de Sábado começou como um opositor a Hélio Costa e, anos mais tarde, acabou sendo financiado pelo ex-senador.
  • Em 1995, Hélio Costa e Ruth Esteves lançam o Jornal da Cidade.
  • barbacenaonline.com.br (1)
  • A primeira revista virtual de Barbacena, a Net@Rosas é criada em 1998.
  • A revista Mineirice surge um ano depois.
  • Em 2004, é lançado a Tribuna de Barbacena, de Leonardo Soltz.
  • Em 2005, é criado o Folha de Negócios, que inicialmente era gratuito. Em 2008, são publicados o Transparência, um jornal gratuito com caráter fiscalizador dos atos políticos, e o Expresso, de Diego Cobucci e Messias Thomaz.
  • Em 2009, surge a Nova Mídia.
  • Em 2010, nasce a edição barbacenense da revista Viva, de São João del-Rei.
  • Em 2011, é lançada a revista Sim! Magazine.
  • Em 2012, às vésperas da campanha eleitoral municipal, surge o Praça Pública, dos Andradas.
  • Cinema, Rádio, TV e Internet A indústria audiovisual em Barbacena começou em 1912, com o imigrante italiano Paulo Benedetti, que fundou a Opera Filme na cidade. Benedetti criou na cidade o Cinemetrófono, um filme especial que permitia a inserção de áudio na obra cinematográfica com sincronia entre som e imagem. Três anos depois, Benedetti faz o filme Uma Transformista Original, que está desaparecido, segundo a Cinemateca Nacional. De acordo com Boussinot (1980, p. 194), o filme é um dos mais importantes do mundo que foram produzidos durante 1915.
  • Após 36 anos da fundação da Opera Filme, Barbacena ganha a sua primeira rádio, a Rádio Barbacena, do grupo carioca Radinterior e fundada em 1948, às 11h15, conforme com o Projeto Radiodifusão, de Rogério Varandas.
  • Em 2004, a rádio transformou-se em Rádio Globo Barbacena e seu controle é uma joint-venture entre a família Bias Fortes e o Sistema Globo de Rádio.
  • radio globo
  • Em 1960, Ary Oliveira Cruz e Odon Cirilo dos Passos foram os responsáveis pelo primeiro sistema de retransmissão de TV em Barbacena, que recebia os sinais da TV Rio.
  • A Rádio Correio da Serra, dos Andradas começa a operar em 21 de janeiro.
  • correio da serra
  • Em 1985, é inaugurada a Rádio Sucesso FM, de Hélio Costa, que começa a despontar como uma terceira opção de liderança na política barbacenense, mas acaba se alinhando aos Bias Fortes.
  • A Rádio Sucesso foi a primeira emissora da cidade em Frequência Modulada.
  • A Rádio 104 FM é lançada dez anos depois, por meio da Fundação José Bonifácio Lafayette de Andrada (FUNJOB).
  • Em 2003, a 104 é fechada e dá lugar à Show FM, também de propriedade da FUNJOB. A Show FM sofre uma reestruturação em 1998 e passa a se chamar 93 FM. Desde então, a 93 FM e a Rádio Correio da Serra AM são controladas pelo Sistema Calmeto de Radiodifusão e Comunicações, porém não perderam a ligação com a família Andrada.
  • No mesmo ano começa a operar a Rádio Canção e Vida, da Arquidiocese de Mariana. Porém, ela foi fechada em 2000 pelo Ministério das Comunicações, por usar uma frequência comunitária. Barbacena possuiu apenas um canal de televisão, a TV Campos das Vertentes, pertencente à FUNJOB e lançada em 2000.
  • A emissora, afiliada à TV Cultura, abria um grande espaço para a programação local. Tal fato levou ao fechamento da emissora, pois não possuía autorização de geradora, apenas repetidora. O Ministério Público Federal, à época do fechamento, considerava que a emissora era usada pela família Andrada para propaganda eleitoral.
  • Além da experiência da Campos das Vertentes, Barbacena recebeu sucursais da TV Panorama (afiliada da Rede Globo nas regiões mineiras do Campos das Vertentes e Zona da Mata), em 1998 e nos anos 2000, e da TV Lafaiete, de Conselheiro Lafaiete, em 1999.
  • A internet comercial surge em Barbacena em 1995, através da Net-Rosas, de Maurício Barros. Três anos depois, em 1998, a empresa lança seu site, que continha a primeira revista virtual da cidade, a Net@Rosas.
  • netrosas
  • O WeBcena é lançado em 2000, sendo o primeiro portal da cidade. Em 2001, surge o Barbacena Online, de Ricardo Salim.
  • Dois anos depois é criado City10, da City Shop.
  • city10BLOG DO BORGES
  • Em 2005, é lançado o Barbacena News, de Cristóvam Abranches, com duração efêmera.
  • A TV Barbacena12, de Ricardo Rios, é lançada no ano seguinte.
  • Dois meses após o lançamento da TV Barbacena, Rios lança o Barbacena News, primeiro webcanal all-news da região do Campos das Vertentes. O Barbacena News é relançado em 2008.
  • No ano seguinte, são lançados o Mundo Mix, de Pedro Gurgel, e o mynextzone, de Ricardo Rios.
  • mundo mix
  • Em 2010, o Barbacena Notícias é criado por Gilmar Serafim. O site possui ligações com os Andradas e serve como um auxiliar ao Barbacena News, de Abranches.
  • Em 2012, é lançado o Vota Minas, de Maurício Lima, e o Click Barbacena.
  • Em 2013, surge o Rede Real e o
  • A TV Barbacena foi a primeira WebTV (televisão pela internet) da cidade e foi vencedora do Prêmio iBest 2008, na categoria Regional-MG.
  • Barbacena +, de Katia Cilene.
  • barbacena mais
  • Em 2017 o Jornal a Folha de Negócios recebe uma nova moldura como Folha de Barbacena, de Thiago Faria Pupo Nogueira, Marcelo Mauricio Miranda e Thiago de Souza Rossi. Neste mesmo ano e mês o sistema de Radiofusao AM recebe a contrato de migração para trabalhar em sistema FM.
  • LOGO-FOLHA-DE-BARBACENA
  • Fontes de Consultas:
  • Imprensa Nacional 1808 a 1908 – por Oliveira Bello – Redator do Diário Oficial – Rio de Janeiro 1908.
  • Imprensa em Barbacena: traços do percurso histórico
  • FIGUEIREDO, Ivan Vasconcelos (Mestre em Letras)
  • MONTEIRO, Ian Agostini dos Santos (Graduando)
  • CHAVES JÚNIOR, Mario Luiz de Sá Carneiro (Graduando)
  • VIANNA, Moema Lima (Graduando)
  • RIOS, Ricardo Matos de Araújo (Graduando)
  • ELISEU, Thallysson Alves Ferreira (Graduando)
  • Universidade Federal de São João del-Rei, São João del-Rei, MG
  • UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA FACULDADE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
  • Raquel Damasceno Gomes Sigaud Caetano
  • Barbacena: a cidade e o jogo político nas páginas dos jornais.
  • Dimas Soares Ferreira em Barbacena Mais. ESPECIAL DIA DA PADROEIRA – A história da Matriz de Nossa Senhora da Piedade.
Idinando Borges
abril 11, 2017

A Juíza e a Globo, reflexões

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A juíza federal do Trabalho, lotada no TRT 6ª Região, Roberta Araujo, que se formou pela Faculdade de Direito do Recife, UFPE, com doutorado na instituição de ensino Universidade Federal de Pernambuco, publicou em sua rede social um questionamento sobre as contradições apresentadas pelo Grupo Globo que resolveu afastar das suas funções o ator José Mayer por assédio e o apresentador do Video Show, Otaviano Costa por “rir de atitude machista no BBB. Leia o seu testemunho:

“Queridas, antes de divulgar e exultar com a postura da Globo em “ punir” José Mayer por assédio ou afastar Otaviano Costa do vídeo show por rir de atitude machista do Big Brother lembrem-se de que foi a Globo que universalizou entre nós a cobiça por Anita, apresentada como uma “ ninfeta” ousada que seduzia um homem casado e com idade de ser seu pai. Foi a Globo que nos apresentou Angel, uma adolescente que permeou o imaginário dos desejos mantendo um ardoroso caso com o marido da sua própria mãe.

Foi a Globo que em Laços de Família envolveu o Brasil na polêmica trama em que a jovem filha rouba Edu, o namorado da mãe, interpretado por Reynaldo Gianecchini.

Foi a Globo que em Avenida Brasil nos trouxe como núcleo de comédia a trama com três mulheres envolvidas com o mesmo homem- o empresário Cadinho – e que declinam da suas vidas e dignidade para se sujeitarem a viver com ele, mesmo após se descobrirem enganadas.

Em Império, a Globo preencheu o imaginário de desejos com a trama do charmoso Comendador que mesmo casado com Marta mantinha um fogoso affair com uma menina mais jovem que sua própria filha.

Foi a Globo que fez o Brasil se divertir com o programa Zorra Total, que tinha em seu quadro principal duas amigas em um vagão, sendo uma delas, a Janete, bolinada de várias formas e tocada em suas partes íntimas com a batuta de um maestro enquanto a sua amiga Valéria , ao invés de defendê-la, dizia: “aproveita. Tu é muito ruim, babuína. Se joga.”

Então queridas, quando essa emissora diz em nota que “repudia qualquer forma de desrespeito, violência ou preconceito” esta em verdade sendo dissimulada e ofensiva por nos considerar alienadas ou parvas. A verdade é que a Rede Globo coisifica as mulheres, naturaliza a violência, os abusos e assédios, incentiva o desrespeito, ridiculariza o papel e a posição da mulher e subalterna nossa dignidade.

São mensagem explícitas e subliminares como as que esta Rede Globo universaliza e crava no imaginário masculino brasileiro que estupram, abusam, ferem e vitimam milhares de Mirellas que habitam entre nós”.

 

Elton Belo Reis
abril 9, 2017

Cavaleiros Rosa Cruzes e endoenças…

loja maçonicaMaçons de todo o mundo se reúnem…

Uma tradição é o compromisso dos Cavaleiros Rosa Cruzes se encontrarem na noite que antecede à Sexta-feira da Paixão. Conforme esta tradição que os antigos Irmãos após sua investidura como Cavaleiros Rosa Cruzes saíam pelo mundo cumprindo seu juramento e que na primeira Lua Cheia após o Equinócio da Primavera (hemisfério norte), eles se encontrariam no local da Investidura. Nesta Quinta Feira, 13 de abril, Maçons de toda a região se encontrarão na Secular Loja Maçônica Regeneração Barbacenense bem como em outras Lojas Capitulares de todo o Brasil para cumprirem com suas obrigações ritualísticas pertinentes ao Grau. O compromisso é a de rever os Irmãos, compartilhar experiências, trazer notícias de Irmãos adoentados ou que tenham falecidos, confraternizar reformulando seus votos de Cavaleiro.

ROSA CRUZ B

Há toda uma ritualística muito bonita e extremamente filosófica que resulta em seus participantes um enlevo moral e espiritual. A primeira e a segunda parte dos trabalhos acontecem nos Templos e a parte final se dá em um ambiente de confraternização exposta em ceia.

ROSA CRUZ

É nesta noite que os Cavaleiros Rosa-Cruzes se reúnem em Sessão de Endoenças. A palavra “endoenças” vem do latim indulgentia que fora a aplicação do conceito religioso cristão (Graça concedida pela Igreja, de que resulta a remissão total ou parcial das penas dos pecados), para nós deve ser compreendida como “facilidade em perdoar as faltas dos outros”.

Ao final dos trabalhos temos um ágape cujo nome varia muito de Rito, Potência e Oriente e os mais comuns são: Ceia de Cavaleiros; Reunião de Endoenças; Ceia dos Cavaleiros Rosa Cruzes, Sessão de Mesa, Ágape Fraternal e Refeição Mística.