Idinando Borges
março 31, 2017

Obra-prima de Emeric Marcier será exposta em BH por Edson Brandão

Edson Brandão diante da obra Pietá de 1953

Edson Brandão diante da obra Pietá de 1953

O pintor e muralista romeno Emeric Marcier, naturalizado brasileiro, se estivesse vivo, teria celebrado seus 100 anos em Belo Horizonte, diante da bela retrospectiva que o Palácio das Artes ofertou aos mineiros no final do ano passado.  O artista passava a maior parte de seu tempo entre as cidades de Barbacena e Rio de Janeiro e Paris. Por conta da Guerra Mundial exilou-se no Brasil e depois de uma década no país tornou-se brasileiro e mineiro de coração. Admirador do muralismo italiano dos séculos XIII e XIV aqui descobriu a religiosidade cristã mineira, o sentimentalismo exuberante e dramático do barroco das cidades históricas. Conviveu com os pintores Guignard, Lasar Segal, Pancetti, Di Cavalcanti, Scliar, Bonadei, Inimá de Paula e os mais jovens como Fani e Carlos Bracher. Nesta segunda-feira, dia 3 de abril, será realizado na Galeria Firenze, com organização do marchand Daniel Rebouço, uma exposição-leilão com destaque especial para obra de Emeric Marcier, em especial o painel a “Pietá com São Domingos”, hoje obra pertencente à neta do pintor Júlia Marcier. Para o catálogo da mostra, o pesquisador e artista Edson Brandão, produziu um texto crítico sobre esta que é considerada uma das obras-primas do mestre romeno-brasileiro. O Borges reproduz o texto de Brandão com exclusividade:

Edson Brandão e Julia Marcier

Julia Marcier, a neta e o historiador e jornalista Edson Brandão

 

Sobre a Pietá com São Domingos

(Óleo sobre tela, 1953, 234cm x 300cm)

A obra sacra de Marcier tem momentos de grande relevância na arte brasileira do Século XX. Pietro Maria Bardi, considerava os afrescos pintados por Marcier na capela de Mauá (SP), em 1947, “a mais bela, expressiva e importante obra mural religiosa existente no Brasil”.

Mas as vias sacras e os grandes painéis pintados a óleo na década seguinte também seriam marcantes na carreira do artista.

Por volta de 1952, já morando em Barbacena, Minas Gerais, Marcier empreende uma longa viagem artística à Espanha, França e Itália. Em sua volta, no ano seguinte, certamente sob o impacto de Goya, Ticiano, Carpaccio e Lucas Granach, ele pinta grandes telas, dentre elas “A Parábola dos Cegos” e a “Pietá com São Domingos”.

Os grandes quadros foram enviados à Bienal de São Paulo de 1953, uma edição importante, pois era comemorativa do Quarto Centenário da capital paulista. Os curadores incluíram a “Parábola”, no entanto recusaram a “Pietá”, fato que magoou profundamente o artista, pois esta obra já ganhara bastante destaque no exterior, inclusive uma menção na influente revista norte-americana Time.

Na época, artistas figurativos como Guignard, Panceti e Lasar Segal, em confronto com a onda concretista em voga, se recusaram a participar daquela  Bienal.  Marcier atribuiu a recusa da sua obra-prima a este clima de disputas entre correntes pictóricas antagônicas.

A “Pietá”, no entanto, sempre esteve com o artista e jamais foi colocada à venda, apesar de sua grande cotação. Em 1963, em uma reportagem da revista O Cruzeiro, o painel aparece em uma fotografia que registra o ateliê de Marcier em Barbacena. Tempos depois, a tela seria manchete novamente, dessa feita em uma disputa familiar sobre a sua posse.

Tida como uma obra de transição no processo de amadurecimento do artista, que encontrou o equilíbrio entre a representação de temas sacros com forte acento dramático e social, a “Pietá” representa a dor de todas as mães com seus filhos nos braços, o amor maternal vencido pela morte. Outra figura feminina, além de Maria, ampara a cabeça do Cristo morto, enquanto a presença do piedoso santo dominicano na cena, exalta a ordem da qual o artista nutria grande amizade e gratidão.

 

Edson Brandão

Historiador, ex-presidente da Fundação Municipal de Cultura de Barbacena, curador da exposição “Marcier 100” (2016)

 

 

 

 

 

 

 

Sobre a Pietá com São Domingos

(Óleo sobre tela, 1953, 234cm x 300cm)

A obra sacra de Marcier tem momentos de grande relevância na arte brasileira do Século XX. Pietro Maria Bardi, considerava os afrescos pintados por Marcier na capela de Mauá (SP), em 1947, “a mais bela, expressiva e importante obra mural religiosa existente no Brasil”.

 

Mas as vias sacras e os grandes painéis pintados a óleo na década seguinte também seriam marcantes na carreira do artista.

 

Por volta de 1952, já morando em Barbacena, Minas Gerais, Marcier empreende uma longa viagem artística à Espanha, França e Itália. Em sua volta, no ano seguinte, certamente sob o impacto de Goya, Ticiano, Carpaccio e Lucas Granach, ele pinta grandes telas, dentre elas “A Parábola dos Cegos” e a “Pietá com São Domingos”.

 

Os grandes quadros foram enviados à Bienal de São Paulo de 1953, uma edição importante, pois era comemorativa do Quarto Centenário da capital paulista. Os curadores incluíram a “Parábola”, no entanto recusaram a “Pietá”, fato que magoou profundamente o artista, pois esta obra já ganhara bastante destaque no exterior, inclusive uma menção na influente revista norte-americana Time.

 

Na época, artistas figurativos como Guignard, Panceti e Lasar Segal, em confronto com a onda concretista em voga, se recusaram a participar daquela  Bienal.  Marcier atribuiu a recusa da sua obra-prima a este clima de disputas entre correntes pictóricas antagônicas.

 

A “Pietá”, no entanto, sempre esteve com o artista e jamais foi colocada à venda, apesar de sua grande cotação. Em 1963, em uma reportagem da revista O Cruzeiro, o painel aparece em uma fotografia que registra o ateliê de Marcier em Barbacena. Tempos depois, a tela seria manchete novamente, dessa feita em uma disputa familiar sobre a sua posse.

 

Tida como uma obra de transição no processo de amadurecimento do artista, que encontrou o equilíbrio entre a representação de temas sacros com forte acento dramático e social, a “Pietá” representa a dor de todas as mães com seus filhos nos braços, o amor maternal vencido pela morte. Outra figura feminina, além de Maria, ampara a cabeça do Cristo morto, enquanto a presença do piedoso santo dominicano na cena, exalta a ordem da qual o artista nutria grande amizade e gratidão.

 

Edson Brandão

Historiador, ex-presidente da Fundação Municipal de Cultura de Barbacena, curador da exposição “Marcier 100” (2016)

 

Marcio Cleber
março 31, 2017

Mãe doadora de leite materno fala deste gesto que salva vidas

Há menos de um mês como doadora de leite materno, Erica Moreira fala do prazer que tem em poder ajudar a outros bebês que tanto necessitam deste alimento tão importante para o seu desenvolvimento e crescimento.

O que levou você a ser uma doadora de leite salvando várias outras crianças que você nem conhece?

Na verdade fui salva pelo leite materno. Nasci prematura e os médicos não tinham mais esperança de que eu iria sobreviver. Minha mãe, na busca de uma solução para me salvar, chamou o pediatra Dr. Roberto Damasceno, um médico da cidade, para poder ver o que poderia ser realizado. Então ele me examinou e disse que eu estava era com fome e precisava de leite materno. Foi realizada uma campanha, e o próprio Dr. Roberto foi para a rádio e pediu leite materno e dentro de alguns minutos a Santa Casa estava cheia de mães e naquela época não tinha que fazer exames e eu mamei em várias mulheres e hoje estou viva graças a ele e à solidariedade dessas mamães. Não tenho nenhum problema de saúde e valorizo muito o aleitamento materno.

Santa Casa - mamãe fala da importância da doação de leite

Você está em seu terceiro filho. É a primeira vez que você doa leite?

Quanto tive meu primeiro filho, passei por alguns problemas, mas mesmo assim insisti com o aleitamento materno. Já do segundo, gostaria de ter doado, mas a Santa Casa não dispunha da coleta domiciliar, e eu não tinha como levar, com isso eu jogava o leite fora com muita dor no coração. Eu já amamentei outras crianças da família porque as mães não tinham leite e eu sentia na obrigação de ajudar. Sabia que não era o correto, mas sentia na obrigação de fazer algo pelos pequeninos. Este ano, com meu terceiro filho, ainda na maternidade, falei que gostaria de doar leite, perguntei para a funcionária Soninha se tinha o serviço para buscar em casa, porque não tinha como eu levar até a Santa Casa. Estou muito feliz porque estou doando um pouco do meu leite e, assim, ajudando diversas crianças.

Como é praticar este ato de solidariedade?

É lindo, é maravilhoso, porque as pessoas pensam que é só doar leite, enfim, estamos salvando vidas de seres tão pequeninos e que tanto necessitam deste alimento tão importante. Eu já trabalhei dentro de uma Utineonatal e sei o quanto é cada criança receber um pouquinho que seja de leite. Já vi criança receber dieta de 1 ml de leite materno e isso fazia com que ela reagisse. Para mim é vida, não tem outra explicação. Nunca faltou para meu filho. Quanto mais eu doou leite mais eu tenho para meu filho e para doar.

O que falar para outras mulheres sobre a amamentação.

A amamentação no início não é fácil, às vezes tem os problemas de rachaduras, a mãe está insegura, acha que não tem leite, acha que o leite é fraco. Tem que insistir porque é o melhor que você pode dar para o seu bebê. É precioso, sou a favor, defendo totalmente a amamentação. Mamãe, a Santa Casa de Barbacena tem serviço de coleta do leite em domicílio, então, se puder doar, entre em contato com a entidade, e sua doação será muito bem recebida. Saber que está ajudando um bebezinho a ficar mais forte e saudável é indescritível! Vamos fazer nossa parte, muitas mamãe que estão com bebês não conseguem produzir o leite, devido a diversos fatores, e sua doação fará diferença na vida de um ou mais bebês!

Idinando Borges
março 28, 2017

Toninho Andrada: ‘Vivemos a pior crise da história recente do país’

Revista Doc·Terça, 28 de março de 2017

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Advogado e professor universitário, pós-graduado em Direito Público e Controle da Administração Pública, Antônio Carlos Doorgal de Andrada – o Toninho Andrada -, foi vereador, prefeito de Barbacena por dois mandatos, deputado estadual em duas legislaturas, presidente do Tribunal de Contas do Estado e atualmente preside a Associação Mineira de Municípios (AMM), a maior entidade municipalista regional do país. Nesta entrevista à DOC, ele fala sobre as dificuldades que os administradores municipais vêm enfrentando em função da grave crise política e econômica que o país atravessa, sobre a tradição de sua família e seus planos para o futuro.

De 9 a 11 de maio, a Associação Mineira de Municípios (AMM) promoverá o 34° Congresso de Municípios e a 33ª Feira de Desenvolvimento, em Belo Horizonte. Qual a importância desses eventos para as nossas cidades?

O Congresso e a Feira são eventos magnos que demonstram toda a força e potencial das cidades mineiras. Atraem uma média de público circulante de 10 mil pessoas a cada ano. O Congresso terá como eixo principal o estímulo às soluções criativas para superação da crise econômica, com inúmeros painéis técnicos e palestras, numa abordagem bem direcionada aos governos locais. A Feira é uma oportunidade para que os novos gestores municipais e as empresas prestadoras de serviços ou fornecedoras possam interagir numa visão de necessidades/soluções.

A AMM completará 60 anos de existência em 2017, é um longo percurso em defesa do municipalismo.

A entidade hoje é a mais preparada e legítima instituição de interlocução das causas municipalistas mineiras com as esferas estaduais e federais. Com mais de 600 cidades filiadas, é a maior do país. É também reconhecida como a entidade municipalista regional mais estruturada, com departamentos técnicos e pessoal muito capaz. Além do suporte técnico nas diversas áreas de atuação das prefeituras, a AMM oferta o Diário On-line para publicações oficiais, cursos de capacitação, simpósios, seminários, congressos e atua no campo institucional defendendo o posicionamento dos municípios.

Como dirigente da maior entidade municipalista regional do Brasil, como você analisa o quadro político, administrativo e econômico atual?

Vivemos a pior crise da história recente do país, com reflexos negativos no desempenho econômico, na confiabilidade da classe política e na condução das políticas públicas. Os serviços públicos perderam qualidade e não atendem como deveriam às demandas crescentes da população. As constantes denúncias de corrupção solapam a credibilidade das instituições. O país parece à beira do abismo e a falta de lideranças é caótica, num ambiente de muita radicalização, excessiva judicialização e baixa estima da população. A sensação coletiva é a de que o governo não governae de que as medidas praticadas não passam de paliativos passageiros. As consequências deste quadro nas administrações municipais são dramáticas porque as cidades são demasiadamente dependentes do poder central.

Você concluiu o mandato de prefeito de Barbacena em 2016 e, em maio próximo, deixará a presidência da AMM. Tem planos para o futuro próximo?

Com 24 anos de vida pública e a experiência em diversos cargos, acredito que posso e devo contribuir em termos políticos e administrativos. Em 2018 disputarei uma cadeira de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Estado.

Você é de uma família tradicional com várias gerações de políticos. Os Andradas atuam desde a independência nacional. Isso é positivo ou negativo nos dias de hoje?

Cada período histórico tem seus desafios. No passado, tivemos também momentos críticos, revoluções, golpes e inúmeros outros episódios de enfrentamentos. Cada geração precisa evoluir com os fatos e as novas circunstâncias, para dar sua contribuição. A tradição é favorável como experiência e referência, mas ela também faz aumentar a expectativa e o grau de exigência na qualidade da atuação. Hoje, o Deputado Federal Bonifácio Andrada, meu pai, cumpre seu 15° mandato eletivo, com 60 anos de vida eletiva. É um exemplo raro nas democracias ocidentais, e uma demonstração inequívoca de que o trabalho sério é sempre reconhecido.

Idinando Borges
março 24, 2017

City10 inova no mercado de Telecom e lança campanha: “O Dobro de Velocidade”

 

17392769_1275391815873482_1358065296_nNo dia 18 de março, a City10 Telecom lançou a promoção: “CityFibra agora é o dobro de velocidade”, que vai beneficiar a população de Barbacena, São João Del Rei e todas as cidades onde atua com fibra ótica. Mais de 300.000 mil habitantes poderão ter acesso aos novos planos.

A promoção vai dobrar a velocidade dos planos de Fibra ótica para clientes residenciais, que agora passam a ter mais velocidade pelo mesmo preço, o que era 2Mb passa a ser 5Mb, 4Mb passa a ser 8Mb, 5Mb passa a ser 10Mb, e assim sucessivamente. 20Mb, 30Mb, 40Mb,50Mb, são vários outros planos que vão se adequar à necessidade de cada perfil.

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César Sales Borges

Segundo o Diretor/CEO da City10 Telecom César Borges, estas novas velocidades permitirão aos atuais e também aos novos clientes City10 assistir a vídeos, filmes, documentários e todo o tipo de conteúdo remoto com extrema qualidade e rapidez de acesso.

A City10 é uma empresa que atua no mercado de Telecom desde 1989, com matriz em Barbacena e filial em São João Del Rei, conta com uma rede nova e moderna de fibra ótica, disponível nas cidades de Barbacena, São João Del Rei e outras localidades. Em seu portfólio de serviços oferecidos para clientes residenciais  estão disponíveis também a TV por assinatura e a telefonia fixa IP, além dos produtos corporativos.

 

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Júlia Borges

De acordo com Julia Borges, Gerente Geral da City10 Telecom, tanto quem já é cliente e deseja atualizar o seu plano de Fibra Ótica, quanto quem quer mudar para a City10 e contratar um novo plano, pode acessar o site da City10 (www.city10.com.br), clicar em “Eu quero Ter o Dobro da Velocidade” e preencher com as informações, que um dos nossos consultores entrará em contato. Há também a opção de contato pelo telefone (32) 3339.1900 em Barbacena, ou em São João Del Rei (32) 3379.8000.

Fonte: Gerência de Marketing

Idinando Borges
março 24, 2017

Desvendando as mentiras da Reforma da Previdência para impedi-la- Senador Roberto Requião

aa8e64724733e4f5aa953c5f1dc850723-20120213Senador Roberto Requião

Depois de ler de reforma da Previdência do Governo, depois de ouvir desde os meus conterrâneos lá nos fundões do Paraná até qualificados especialistas no assunto, concluo: estamos diante de um dos maiores embustes da história brasileira. Mais e reler as propostas que isso, estamos diante de uma das maiores crueldades que se ousou perpetrar contra o nosso povo.

Talvez ela seja comparável com a monstruosa emenda constitucional que pretendeu congelar por 20 anos os gastos públicos no país.

Com uma diferença: como suponho que o país não enlouqueceu completamente, o congelamento dos gastos será revogado no devido tempo.

Mas a pretendida reforma previdenciária preocupa. Ela, caso aprovada, será mais difícil de ser cancelada.

É que a PEC da Morte, como ficou conhecida, fere não apenas os interesses gerais da sociedade, mas também grupos de interesse que giram em torno do Estado. Já a Previdência é uma instituição do povo e para o povo, embora dela se beneficiem também alguns grupos corporativos.

O grande capital, os grupos financeiros, os especuladores jamais lutarão por uma Previdência Social decente e justa no Brasil.

Ao contrário, eles estão por trás das grandes pressões em favor da reforma apresentada por Henrique Meireles e Michel Temer.

Não vou me ater a todos os aspectos particulares da reforma proposta. Já são suficientemente conhecidos deste plenário e da própria população.

Aliás, várias entidades da sociedade civil apresentaram estudos examinando-a em profundidade, mostrando de forma definitiva, cabal a sua impropriedade.

Destaco, no entanto, entre os itens mais malignos, facinorosos, a mudança nas regras de aposentadoria.

Querem agora exigir um mínimo de 65 anos de idade e contribuição de 25 anos para aquisição desse direito, que sequer é uma aposentadoria integral, mas apenas 50% de uma média.

Não, não vou me ater a detalhes. Vou procurar mostrar a natureza das forças fundamentais que estão por trás do projeto.

Em uma palavra, o que se pretende, com a iniciativa Meirelles/Temer, é abastardar a Previdência contributiva pública – a Previdência financiada pelos trabalhadores e pelos patrões – a fim de piorá-la, degenerá-la para abrir espaço para a previdência privada, financiada apenas pelos trabalhadores.

Com isso, milhões de brasileiros serão expelidos de qualquer forma de proteção, pois perderão a Previdência pública e não terão como pagar a privada.

O mais grave é que toda a reforma está concebida, funda-se em uma falácia. A Previdência contributiva pública não tem déficit. Na verdade, ela faz parte do Sistema de Seguridade Social instituído pela Constituição de 88. As fontes de financiamento do sistema cobrem suas despesas, e a pequena parte que não é coberta o Governo Federal, por mandato constitucional, tem que cobrir.

Contudo, em lugar de cumprir esse mandato constitucional, o Governo, desde 1989, sequestra recursos da seguridade para pagar juros da dívida pública e cobrir os rombos do orçamento fiscal.

Comete-se, portanto um crime social em larga escala!

Até aqui, os programas de privatização dos sucessivos governos visavam a setores produtivos, com apenas algumas exceções.

Mas, agora se trata de privatizar um serviço social vital para o povo, abrindo espaço para áreas ainda mais sensíveis como o abastecimento de água.

Outras áreas de serviços, como aeroportos, também em processo de privatização, não afetam o consumidor em larga escala, exceto pelo alto custo das tarifas que lhes são impostas.

Evidencio um ponto adicional: a chamada transição etária. A justificação do Governo para a emenda é que a população brasileira está envelhecendo e a acumulação futura de aposentadorias pode comprometer o equilíbrio do fundo previdenciário.

Isso é, de novo, um grande embuste, uma fraude!

A expectativa de vida dos brasileiros é extremamente diferenciada por região – pode variar entre 53 e 78 anos -, e não faz sentido ter uma única referência de idade para todos.

O mais grave, contudo, é que o sistema atuarial no qual se baseou o Governo para fazer suas projeções previdenciárias de longo prazo – até 2060! – está fundado em estimativas absolutamente equivocadas!

Por que equivocadas?

Porque tais estimativas, essenciais para determinar o equilíbrio futuro do sistema, ancora-se em dados de 2002, de maneira determinista, mecânica. Ou seja, os resultados são tidos como certos, fatais. Entretanto, todas as estimativas feitas para a Lei de Diretrizes Orçamentárias, a LDO, para cumprir determinação legal, desde 2002, revelaram-se erradas, de acordo com estudo coordenado pelos economistas Denise Gentil e Cláudio Puty.

Portanto, estamos diante de um projeto de emenda fundado em bases falseadas, mal formuladas, mal concebidas e profundamente prejudiciais para a sociedade brasileira.

Apenas a absoluta insensibilidade do Congresso e, particularmente deste Senado, resultaria em aprovação do monstrengo.

Como disse, só se compara a essa iniciativa a delituosa emenda 55, aqui desgraçadamente aprovada, embora a pretendida reforma da Previdência tenha um conteúdo de impiedade ainda maior, pois se abate sobre a parte mais vulnerável da população brasileira.

Conclamo às senhoras e senhores senadores a examinar essa questão não apenas com as mentes, mas também com o coração.

Afinal, é manter um mínimo de justiça social através do sistema de seguridade social brasileira.

Não basta que sejamos um dos países líderes da desigualdade social, o que mais cava fundo e instransponível o fosso entre os que mais têm e os que nada têm?

Não basta que tenhamos sido o último país a, pelo menos formalmente, acabar com a escravidão, o que, até hoje, produz sequelas gravíssimas?

Não basta? Querem mais ainda? Querem agora eliminar uma das poucas possiblidades de os brasileiros terem um mínimo de dignidade e de proteção na velhice?

Por favor, não me venham com o discurso falacioso do déficit ou aquela indecência de que é preciso reformar hoje para garantir o amanhã.

Por fim, insisto e reforço quatro pontos:

1º – Em 2015, 79% das pessoas que se aposentavam por idade não conseguiram contribuir por 25 anos. Sua média de contribuição era de sete meses em um ano.

Portanto, no regime proposto pelo Governo, para se aposentar teriam que continuar contribuindo muito além dos 65 anos. Não é apenas um equívoco. É uma crueldade.

2º- Chamo de novo a atenção das senhoras e dos senhores para esta informação: o sistema atuarial no qual o Governo se baseou para estimar a situação a longo prazo da Previdência (até 2060) é totalmente equivocado, para não dizer desonesto. As projeções são distorcidas, conforme demonstraram de forma irrespondível os pesquisadores Denise Gentil e Cláudio Puty, no documento “Plataforma Política Social”, publicado pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal e outras instituições.

Notem que na elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO deve-se, todo o ano, fazer projeções sobre as perspectivas da Previdência.

Isso deveria considerar no mínimo três cenários possíveis, associado cada um a probabilidades, mas o Governo leva em consideração apenas um, como se fosse uma tendência única, e não apenas probabilística. Com isso, erros de estimativa comprovado de receita em determinados anos chegam a 35%, mesmo quando se usam apenas os próprios dados oficiais.

3º- Uma das principais razões pelas quais o Governo subestima exageradamente o déficit a longo pazo da Previdência é que ele usa, como base de suas projeções, a PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2009.

Ora, sabemos que em 2008, como consequência da crise internacional, a economia e o emprego, base da Previdência, afundaram. A partir daí as estatísticas do IBGE superestimam a despesa e subestimam a receita. A única justificativa para isso é o propósito deliberado de dizer que a Previdência pública vai falir, a fim de preparar logo o espaço para a entrada no vácuo da previdência privada.

4º – Para justificar a reforma, o Governo estabeleceu comparações de expectativa de vida com outros países, notadamente com a OCDE.

Eis outra fonte de distorção e manipulação. Temos um país imenso, com grande diversidade de situações.

A expectativa de vida difere de lugar para lugar, não só entre regiões, mas até mesmo dentro de uma mesma cidade.

Em São Paulo, por exemplo, no Alto Pinheiros, a expectativa de vida é de 79,5 anos; no Grajaú, de 56. Não faz nenhum sentido basear a Previdência numa expectativa de vida média, pois isso seria uma tremenda discriminação contra os pobres, muitos dos quais não chegariam a aposentar-se porque morreriam antes da aposentadoria.

À guisa de conclusão, como se dizia antigamente, refiro-me à uma antiquíssima, cinco vezes centenária prática nacional de nossas classes mais abastadas e também das nem tanto endinheiradas: a sonegação.

Segundo estimativas consideradas bastante conservadoras, apenas meia centena de grandes empresas brasileiras devem cerca de 500 bilhões de reais à Previdência

.

Quinhentos bilhões!

Mas, como é tradição neste país que rico não paga imposto, pretendem escorchar, esfolar, esbulhar, saquear, roubar os trabalhadores e os idosos para suprir um fantasioso, mentiroso, fraudulento déficit da Previdência.

Não vamos permitir que aprovem esse absurdo!

 

 

 

Idinando Borges
março 20, 2017

Qualidade de Vida em São João del Rei – Campana Del Vento

 

Campana Del Vento - Glória 066

Ralf Mazoni, Paulo Guimarães e Célio Mazoni , durante o lançamento do empreendimento Campana Del Vento

Foi no espaço de eventos do Garden Hill o lançamento do pela União Del Rei Urbanismo do empreendimento imobiliário com o nome de Campanha Del Vento, localizado numa área  de 35 hectares no bairro Colônia do Marçal. São 312 lotes com alto padrão de infraestrutura, lazer e segurança.

Representando o grupo de empresários, sócios do empreendimento: Ralf Mazoni, Paulo Guimarães, Célio Mazoni e Giovani Cristo. Após a recepção com café colonial, no auditório aconteceu à palestra de Ruy Martins. Para uma seleta  plateia de empresários do ramo de imobiliária de: São João del Rei, Santa Cruz de Minas, Tiradentes e Barbacena, o palestrante mostrou todo o projeto, usando recursos multimídia.

Com previsão de entrega em 30 meses, o empreendimento, recebeu investimentos da ordem de R$ 18 milhões para as obras de pavimentação e infraestrutura. De acordo com um dos sócios da loteadora, Alfredo Guimarães, os moradores que adquirirem uma unidade no loteamento poderão desfrutar de uma vida tranquila, aconchegante e com diversas opções de atividades para toda a família. “O residencial  conta com completa infraestrutura de lazer, onde as pessoas poderão praticar diversas atividades físicas e confraternizar com a família, além de usufruir de toda a tranquilidade e do contato com a natureza no entorno do empreendimento”, destaca Guimarães.

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Convidados do Campana Del Vento no Garden Hill

O evento foi coordenado pela Glória Eventos, representada por Renata Assis Braz e contou com a participação das imobiliárias: Aloísio Imóveis, Investe Imóveis, Flávio Vitor Imóveis, Minas Rio Imóveis, Venância Imóveis, Krasis Empreendimentos Imobiliários, LC Imóveis, Celso Junior Corretor de Imóveis, Lovatto Imóveis, Rony Lima Imóveis, Anglus Group, Tradição Imóveis, Imobiliária Trindade, Siqueira Imóveis, Prontto Imóveis Imobiliária Líde, J. Fróes Imóveis, Mário Lúcio Corretor de Imóveis, Tolentino, Teto Imóveis, Cássio e Imóveis e Cia.

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Maquete da área de lazer – Campana Del Vento

Maiores informações à Avenida Luiz Giarola 2807 ou  pelo telefone: (32) 33728933

Idinando Borges
março 16, 2017

O empresário Clésio Mazzoni será articulista do Jornal Folha de Barbacena

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Clésio Mazzoni e Thiago Pupo Nogueira

Recentemente um secretário de estado usou a expressão “A escolha de Sofia”; uma expressão que invoca a imposição de se tomar uma decisão difícil. Pois bem, a escolha dos articulistas do novo jornal, a Folha de Barbacena não foi tarefa fácil. Avaliamos diversos nomes, o assunto foi prá geladeira, mas esta semana, enfim, definimos os cinco nomes. Toda escolha que implica uma decisão tem que apreciar uma pluralidade de possibilidades. Mas, sendo nossos editores jovens e ousados, resolveram bancar as escolhas. E, uma delas, carregada de simbolismo para o Borges, foi a do empresário Clésio Mazzoni, fotografado em plena Praça dos Andradas com Thiago Pupo Nogueira.

 

Empresário, carnavalesco, pai de família, dedicado à causa animal e homem de decisões até polêmicas, mas com ética e pluralidade. Ele foi articulista do Jornal de Sábado e atualmente escreve para o Jornal Transparência – pura nitroglicerina. Aceitou nosso convite e em Abril, vai ocupar o espaço “Opinião” que será dividido com mais 4 convidados e nomes conhecidos do público.

Marcio Cleber
março 16, 2017

Missa marca festividades dos 75 anos de Dom Geraldo Lyrio

Em clima de alegria e gratidão a Arquidiocese de Mariana celebrou na noite da última terça-feira, 14, o aniversário natalício de seu arcebispo, Dom Geraldo Lyrio Rocha, na igreja de Nossa Senhora do Carmo em Mariana. A missa contou com a presença de vários presbíteros, seminaristas, familiares e fiéis.

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Completando 75 anos, Dom Geraldo é o 13° bispo e 5° arcebispo de Mariana. Seu lema episcopal é “Opus fac evangelistae” (Faze a obra de um evangelista). Nesses quase 10 anos como pastor da Igreja particular de Mariana, Dom Geraldo realizou mais de 120 visitas pastorais e se mostrou sempre presente ao seu rebanho, sempre ouvindo os padres e os conselhos pastorais em todos os níveis.

Durante sua homilia, o arcebispo fez ênfase à mensagem sublinhada pelo evangelho, ressaltando que é preciso estar atentos às prática religiosa e não adotar posturas como as dos mestres da lei e dos fariseus. “As vezes nós somos muitos rigorosos com os outros, mas com nós mesmos sempre temos desculpas e justificativas, até quando a gente erra. Devemos fazer o que eles dizem, mas não imitar as suas ações. Porque eles fazem a suas ações só para serem visto pelo outros, para receberem elogios, serem aplaudidos. Não pode ser assim a nossa prática religiosa, para receber aplausos, reconhecimento”, disse.

Ao final da missa, Dom Geraldo recebeu o carinho e as homenagens do Seminário São José, da Comunidade da Figueira, do Centro de Integração Familiar e do movimento Serra. “Celebrar o aniversário de um bom pai é sempre a oportunidade de agradecer o dom da vida. Podemos dizer que vemos no senhor a figura de um pai, não um pai distante, mas um pai próximo e amigo. Por isso, neste dia, louvamos e agradecemos a Deus o dom de sua vida”, disse o seminarista Carlos Heitor.

O arcebispo agradeceu as manifestações e pediu forças a Deus para continuar sua caminhada. “Agradeço de coração a presença de todos os irmãos e irmãs e todas as orações que hoje fazem por mim nesta ação de graças a Deus pela minha vida. E peço a Deus força, luz e graça para realizar a missão que Ele mesmo me confia. Que eu possa servir, servir sempre com alegria, disponibilidade e amor. E que eu possa dizer, não só com palavras, mas com minhas atitudes o que diz Jesus ‘Estou entre vos como aquele que serve’”, finaliza Dom Geraldo.

Após a celebração, a paróquia de Nossa Senhora da Assunção realizou um momento de confraternização no Centro Arquidiocesano de Pastoral, onde foi cantando os parabéns a Dom Geraldo.

 

Idinando Borges
março 16, 2017

Aniversário do Tulha Du Chef

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Wellinton Gomes, o chef

O charmoso restaurante está completando 13 anos. Histórias, muitas histórias já aconteceram no elegante endereço. Uma equipe competente, bons vinhos e parceiros de marca e qualidade comprovada, garantem o sucesso da casa. Sem a rigidez da cozinha francesa, o mundo da gastronomia está evoluindo e misturas, antes impensadas, hoje já fazem parte dos cardápios, inclusive no Tulha. Para comemorar os treze anos, duas noites com requinte: Dia 17 – Noite Árabe com menu apropriado e dia 18, a Noite Italiana, sempre pontuada da diversificada e apreciada comida.

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17309299_1486587838078814_8638483081187188345_nÀ frente da equipe o chef Wellinton Eduardo Gomes com Emerson Paulino, Lucas Oliveira, Lucas Matos e Charles Daniel. No salão, o maître Anderson Fábio dos Santos e Edson de Oliveira Tostes e Fabiana Furtado.

SERVIÇO:  O endereço é Av. Rodrigo Silva, 173, tel. 3339-7999

Entre muitas, algumas opiniões de clientes do restaurante.

“Ambiente intimista e aconchegante. Cardápio varia de tempos em tempos, mas sempre com boas opções entre carnes, massas e peixe. Carta de vinhos razoável e preços justos. Melhor restaurante da cidade” Renan Meneghin .

“ Restaurante maravilhoso, com comidas e carta de vinho MUITO superior a qualquer outro de Barbacena. Melhor restaurante desta cidade. Tudo que é bom, tem seu preço diferenciado. Vale cada centavo” Daniel Lima.

“ Ambiente aconchegante, atendimento impecável, gastronomia de alta qualidade sem falar nas ótimas opções de vinhos e drinks. O melhor para ocasiões e pessoas especiais!” Daniela Resende

“Excelente ambiente. Profissionais qualificados. Cardápio com dicas para o acompanhamento de vinhos. Sem dúvidas o melhor restaurante a la carte de Barbacena” Ana Melo

“Ambiente agradável, cardápio variado com pratos espetaculares, carré de cordeiro maravilhoso”. Eunice Almeida

“Fiz a festa de quinze anos de minha filha e foi uma noite perfeita na ambientação, serviço e bebidas” Eliane de Assis Coelho

Idinando Borges
março 8, 2017

O DIA DELAS, COM SALTO OU SEM SALTO!

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“O olhar feminino que nos cativa, enfeitiça e manipula nossos corações é algo tão inocente e natural que é um pecado que apenas algumas poucas mulheres saibam que podem abrir todas as portas da alma masculina com um simples piscar de olhos”.

As mulheres com quem trabalhei e ainda trabalho…

Na poderosa empresa, a Cia de Cimento Portland Barroso não trabalhavam mulheres, as primeiras foram: Dona Amélia, cantineira e a telefonista e depois secretária Luiza Resende, minha doce amiga, hoje nos EUA. Anos depois vieram outras e com as quais mantive sempre um bom relacionamento e muitas, hoje empresárias, são amigas.

Em minha rápida passagem pela Prefeitura conheci a doce e ao mesmo tempo enérgica Catarina Saliba, dotada de muita sensibilidade e espiritualidade – um achado!  E também a Maria Auxiliadora Almeida (Dôra Almeida)                         que foi minha chefe, sempre generosa e acolhedora!

Na Unipac, outro privilégio; trabalhei com a jornalista Cibele de Moraes: aulas de sabedoria e competência todos os dias, somos amigos fraternos! Tive uma passagem meteórica na Perfumaria Glória, atuando sob a orientação da amiga Olga Araújo Klein, sempre doce e dona de um olhar condescendente.

E nos últimos seis anos, atuando na empresa Glória Eventos com as amigas Maria da Glória Bittar de Castro Pereira ( Gogóia Bittar)  e Renata Assis Braz, donas de muito carisma e tratamento diferenciado para com os colaboradores.

E, logo mais, no belo hotel Master Plaza, a Câmara Municipal vai homenagear quinze mulheres com destaque destaque na sociedade, entre elas, Maria da Glória Bittar de Castro Pereira, indicação da vereadora Vânia Castro. A oradora será a jovem vereadora Joana Bias Fortes.

O dia 8 de março é dedicado a elas! Penso que é preciso mais em oportunidades, respeito e também em amor. Já avançamos e nossa gloriosa Escola Preparatória de Cadetes do Ar já tem 20 mulheres como alunas.

Às minhas amigas, sem nominá-las meu devotamento e apreço, elas sabem que as amo.

Com salto ou sem salto: Feliz Dia das Mulheres!