Idinando Borges
dezembro 31, 2015

JUDAS!

piaui_reproducao
A Revista Piaui antecipa sua capa de Janeiro de 2016, com a síntese do ano- os “judas” se beijando, Temer e Eduardo Cunha!

Segundo o Site 247 – O vice-presidente da República, Michel Temer, começará em janeiro uma agenda intensa de viagens pelo Brasil. Um dos objetivos é unificar o PMDB, partido que preside e que se encontra totalmente dividido em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Um breve Histórico do Partidão

Ele nasceu e lutou por um bom tempo contra o Regime de Generais e o partido do poder, o então PDS,  filho da Arena, hoje o minguado DEM!

Levou multidões às Praças dizendo que a vida do povo melhoraria e tentou aprovar as eleições diretas, mas não vingou. Pela via indireta, aliou ao famoso “coronel” Sarney o homem da Arena e PDS e senhor do pobre Maranhão para a Presidência, depois da morte misteriosa do tb famoso Senador  Tancredo Neves!

Desastre total!

O empobrecimento das cidades e a ditadura econômica que vivemos são frutos da Constituição! Precisa desastre maior?

Derrubou Collor, namorou o Itamar Franco, amasiou com FHC, teve um caso colorido com Lula e virou amante do Governo Dilma!

Desastre, desastre, desastre e desastre!

Em 2015,  o povo pagou um fortuna para o um congresso dominado pelo partidão, que aprovou somente pautas bombas e piorou em 70% a vida dos empresários e do povão!

Idinando Borges
dezembro 29, 2015

EM BUSCA DE UMA SAÍDA POR Hélio Doyle

 

lp_RGqggmNNinguém se atreve a dizer como será 2016. Pior, ninguém se atreve a ser otimista quanto ao que esperar do ano que vem. Claro que há os astrólogos de profissão e as polianas por obrigação, mas nenhum analista sério arrisca previsões ou manifesta esperanças de que a imensa crise econômica, política e ética que o país vive seja superada ou mesmo razoavelmente minimizada nos próximos 12 meses.

Esse é o pior sintoma da crise brasileira: está muito difícil, quase impossível, enxergar a saída. Muitos têm a receita do que fazer, ou acham que têm. O problema é como fazer em uma sociedade extremamente polarizada ideológica e politicamente e em que cada proposta ou medida encontra forte reação contrária. Não há maioria clara, não há posição nitidamente hegemônica, falta legitimidade aos poderes Executivo e Legislativo. E até, em menor grau, ao Judiciário. Como não se consegue fazer, seja lá o que for, a saída fica a cada dia mais distante.

No quadro atual, gostemos ou não, faltam sobretudo lideranças políticas respeitadas, independentemente de suas posições. Há crises e polarizações extremadas em outros países, mas há também líderes. Na vizinha Argentina, Mauricio Macri e Cristina Kirchner polarizam e lideram seus campos. Na Espanha, em Portugal, na Grécia, países também em crise acentuada, as lideranças partidárias são conhecidas e explícitas. As velhas, dos partidos tradicionais, e as novas, do Podemos, do Bloco de Esquerda ou do Syriza.

Aqui, os líderes não lideram sequer seus agrupamentos, muito menos conseguem respaldo da população. Responda rápido: quem são os líderes que podem neste momento comandar a saída da crise? Dilma, Lula, Fernando Henrique, Temer, Aécio, Alckmin, Marina, Ciro, Chico Alencar, Caiado, Bolsonaro? Todos têm seus seguidores, mas nenhum desses – e podem citar outros – tem capacidade política e mobilizadora de liderar o país. Na verdade, sequer têm iniciativa.

É mesmo quase o fundo do poço. Pois a crise tem de ser enfrentada, e para isso não bastam as medidas paliativas, na economia ou na política. É preciso adotar medidas estruturais e profundas. A crise ética é mais fácil de ser tratada: basta que deixem o Ministério Público, a Polícia Federal e o Judiciário trabalhar sem interferências externas e políticas. E que essas instituições sejam cobradas se estiverem fugindo à exigência de isenção, imparcialidade e respeito aos direitos civis e humanos.

Para enfrentar a crise política, é preciso uma reforma profunda no Estado, nos poderes e no sistema eleitoral. Para superar a crise econômica, é preciso tomar medidas que levem ao equilíbrio fiscal e financeiro ao mesmo tempo em que se promove o crescimento econômico, sem onerar os mais pobres e mais necessitados das ações do poder público.

Mas que reformas e que medidas? Um bom começo seria o governo e cada força política apresentarem com clareza à população o que propõem e pretendem nos campos econômico e político. Sem tergiversar e sem querer iludir, como se estivéssemos em campanha eleitoral. E que essas propostas fossem discutidas, na sociedade e nos parlamentos, com seriedade e sem sectarismos. Questões mais relevantes poderiam ser levadas à consulta popular, instrumento democrático geralmente rejeitado pelas elites que temem serem derrotadas e preferem os salões e porões dos legislativos.

Difícil acontecer isso, certamente. Mas se o Brasil não reconhecer a gravidade da crise, não sair do caos atual e não tentar elevar o nível das propostas e dos debates, 2016 será um ano ainda pior do que estamos pensando.

Hélio Doyle é jornalista, foi professor da Universidade de Brasília e secretário da Casa Civil do governo do Distrito Federal

 

Idinando Borges
dezembro 28, 2015

CRIANÇAS ABANDONAM TV. GLOBO TREME! Por Altamiro Borges

Os três filhos de Roberto Marinho seguem na lista dos maiores ricaços do Brasil, segundo a revista Forbes, mas o império herdado está trepidando. Isto talvez ajude a explicar porque os vários veículos da famiglia procuram interferir, cada vez mais, nos rumos políticos do país. A partidarização direitista é uma questão de sobrevivência, de mutretas e privilégios. Confira abaixo a reportagem:
Crianças trocam TV por tablet e smartphone

Se de um lado os aparelhos de TV não param de ganhar telas maiores, com mais nitidez de imagem, do outro, os futuros telespectadores se prendem às pequenas telas. Crianças preferem cada vez mais tablets ou celulares do que a TV convencional.

Esse é um dos resultados apontados por um estudo realizado neste ano, nos EUA, pela Miner & Co Studios, empresa especializada em reposicionamento de marca e desenvolvimento de novos produtos.

De acordo com a pesquisa, a TV não é a primeira tela de escolha para crianças que têm acesso a tablets e smartphones. Mais da metade (57%) dos pais entrevistados disseram que seus filhos agora preferem assistir a vídeos em um dispositivo portátil em vez de ver na TV.

Os dispositivos móveis são tão populares entre as crianças que quase metade dos 800 pais questionados na pesquisa relataram que confiscam tablets e celulares como punição de castigo para as crianças. Antes, os pais proibiam de ver televisão.

Entre os entrevistados, 41% dos pais disseram que seus filhos olham celulares e tablets enquanto lancham.

Como tudo isso vai impactar o negócio de TV tradicional em um futuro distante, é difícil dizer. Mas o impacto de curto prazo já é possível notar nas audiência de TV aberta e paga nos EUA. E já começa a aparecer no Brasil também.

O estudo foi realizado com pais e mães de crianças com idades entre 2 e 12 anos, nos EUA, que possuem tablet ou smartphone

Idinando Borges
dezembro 28, 2015

VALE DO CAFÉ – FAZENDA SÃO LUIS DA BOA SORTE

 

Assim como as outras, a Fazenda São Luis da Boa Sorte também se orgulha de ter recebido o Conde d’Eu , na passagem histórica do francês pelo Vale do Café, em 1876. Hoje em dia a fazenda tem uma estrutura profissional de visitação e de organização de eventos, de casamentos, a formaturas. Todo ano a fazenda abre as portas à Mostra Casa Real, um evento gigante de venda de antiguidades. Além de instalações de artes, alguns dos objetos expostos na casa são vendidos nessa mostra.

fazenda sao luiz da boa sorte (2)

As visitas podem ser com lanche ou com almoço, mas tem um número mínimo. Então, se não estiver em grupo o melhor é ligar para perguntar. Assim como todas, as visitas devem ser agendadas. Também é possível se hospedar na fazenda, o que pode ser bem útil em caso de eventos como casamentos.

fazenda sao luiz da boa sorte (1)

Serviço : Fazenda São Luiz da Boa Sorte. Situada na Rodovia Lúcio Meira (BR 393) Km 210, Vassouras. marcar as visitas no site ou pelos telefones 021 9250-9798, 9184-3616, 024 9298-7204. 

Idinando Borges
dezembro 27, 2015

CASAR – MARCA JAPONESA SUPERA SONHOS ROMÂNTICOS DAS NOIVAS De Hildegard Angel

stella-19Publicado em por

Se você tem o espírito de Maria Antonieta encontrará inspiração de sobra nos vestidos de baile e de casamento da coleção de Stella de Libero, marca baseada no Japão.

Que tal um vestido de baile tomara-que-caia de renda dourada com fru-frus, laços, bordados delicados e saia volumosa? Tudo isso e muito mais numa mesma roupa e ainda o que a imaginação permitir. Para Stella de Libero, como bem diz o sobrenome, a Liberdade de sonhar e enfeitar não tem limite.

Ou será que você prefere alguma coisa branca com ares rococós, saia fluida, como nuvem, flutuando, suntuosa? Stella de Libero tem exatamente o que você pretende, se é uma noiva sonhadora dos contos de fada principescos.

Os vestidos somam saias sobrepostas com babados assimétricos, em diferentes materiais, surpreendendo sempre, e o resultado é encantadoramente over. Bordados minuciosos mesclando materiais e formas em relevos com texturas que se destacam da roupa. Os nomes das coleções refletem exatamente a proposta da marca: “Maria Antonieta”, “Rococó”, “Caleidoscópio”  São ondas e ondas de tecidos criando efeitos oníricos, sempre fugindo ao convencional. combinando clássico e contemporâneo na alta costura.

Para vesti-los, a noiva tem que ser arrojada, impetuosa e definitivamente romântica ao melhor estilo renascentista. Eles podem não agradar a todos. E seguramente não agradarão. Mas jamais serão esquecidos.

Vejam a sequência de fotos e por fim um vídeo do desfile da coleção da japonesa Stella de Libero, ao som de música espanhola, de a gente não conseguir desgrudar os olhos.

stella-23stella-28stella47stella48

Idinando Borges
dezembro 27, 2015

Vendas na internet aumentam 26% no período de Natal do JB

As categorias mais procuradas foram eletrodomésticos, moda e acessórios e telefonia e celulares. Em quantidade de pedidos, o crescimento foi de 16%, em relação ao mesmo período do ano anterior; considerando o valor médio das compra, que ficou em R$ 420,08, o aumento foi de 8,4%.

Queda nas lojas físicas

Nos shopping centers, as vendas no período do Natal caíram 1% em 2015, já descontada a inflação, o maior recuo registrado nos últimos 10 anos, de acordo com números da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop).

No acumulado do ano, houve crescimento de 1,07% em relação a 2014 — R$ 145 bilhões contra R$ 143,47 bilhões. Descontada a inflação, houve queda de 2,82%, a R$ 130,5 bilhões. No entanto, considerado os valores deflacionados, as vendas de 2015, nos últimos 10 anos, só não foram maires que as de 2014 (R$ 134,29 bilhões).

Idinando Borges
dezembro 26, 2015

CIRO GOMES ‘Dilma é vítima da turma da esculhambação do PMDB’ DO 247

images_cms-image-000474084 Ministro nos governos dos ex-presidentes Lula e Itamar Franco, o cearense Ciro Gomes comparou a situação atual como sendo ‘igual aos 10 anos anteriores a 1964′ e ‘quase igual a 1964′, período em que aconteceu golpe militar no Brasil; Ciro avalia que Dilma é vítima de uma conjuntura política que a colocou na condição de refém ‘da turma da esculhambação’ do PMDB, mas alerta que ela pode acabar pagando o preço por “erros que vêm sendo cometidos desde o governo Fernando Henrique, como no caso da corrupção na Petrobras”; ele também disse não poder afirmar que Lula é honesto, “porque na vida pública, não basta não roubar. Eu acho que ele não rouba. Mas tem a outra parte da tarefa, que é não deixar roubar. E para isso ele não está nem aí”; sobre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, Ciro disse que “vamos assistir ele ser preso”

247 – Ministro nos governos dos ex-presidentes Lula e Itamar Franco, o cearense Ciro Gomes (PDT) faz uma síntese do cenário político brasileiro e compara a situação atual como ‘igual aos 10 anos anteriores a 1964′ e ‘quase igual a 1964′.Segundo ele, Dilma é vítima de uma conjuntura política pregressa que a colocou na condição de refém ‘da turma da esculhambação’ do PMDB, mas alerta que ela pode acabar pagando o preço por “erros que vêm sendo cometidos desde o governo Fernando Henrique [ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB)], como no caso da corrupção na Petrobras”.

Em entrevista ao jornalista Jorge Bastos Moreno, no Canal Brasil, Ciro Gomes rechaça a postura do vice-presidente Michel Temer (PMDB), a quem atribuiu um “mimimi” sua carta enviada à presidente lamentando não ter protagonismo no cenário político. E diz que Dilma paga o preço de ter o PMDB como forte aliado.

“Falei com o presidente Lula [ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva] e com a presidente Dilma que é uma imprudência colocar este PMDB na linha de sucessão do Brasil. Você tem hoje essa esquizofrenia no governo Dilma. A Dilma faz um discurso moralista, essa é a formação dela, de pequena burguesa, que advoga a decência, e ela é intransigentemente correta, porém recebeu um governo todo misturado, e uma turma que é do ramo da esculhambação”.

O ex-governador cearense diz que é preciso o povo saber que o PMDB assumiria o Planalto em caso de Dilma cair.

“O povo precisa saber que em caso de impeachment, quem assume é Michel Temer. Os problemas não mudarão. Michel Temer é íntimo parceiro do Eduardo Cunha, este que está escandalizando o país, que constrangeu o Brasil inteiro, com projeção no exterior, com dinheiro na Suíça, acusado de formação de quadrilha, de ser ladrão de milhões do dinheiro público, e que manipula o parlamento ao seu gosto e prazer. Então repito: esse impeachment é inepto. Só há uma razão que se pode utilizar para o impeachment. O impeachment só pode acontecer se houver crime de responsabilidade dolosamente praticado pelo presidente da República. Nem o mais picareta dos nossos adversários diz que a Dilma é ladra”.

Apesar de, por ora, não acreditar no impeachment, Ciro Gomes alerta que Dilma precisa tomar novos rumos e se preocupar com a voz das ruas. “Ela precisar mudar muito. Se o povo brasileiro sair para a rua em multidões corroborando a tese de impeachment, ela cai. Agora, o povo precisar não se deixar manipular, para que a ruptura da democracia não acabe sendo um prêmio amargo por uma pseudovitória de se vingar da Dilma.”

Sobre Lula, Ciro diz que não pode afirmar sua inocência diante dos escândalos de corrupção envolvendo o PT. “Eu não diria isso. Porque na vida pública, não basta não roubar. Eu acho que ele não rouba. Mas tem a outra parte da tarefa, que é não deixar roubar. E para isso ele não está nem aí”.

O ex-ministro afirma com veemência que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não vai se safar da cassação do mandato. “O brasileiro vai assistir ele indo para a cadeia. É só termos um pouco de paciência. As instituições brasileiras estão funcionando e eu acho que nós assistiremos (e isso não vai demorar). Não pelo parlamento, porque infelizmente a maioria é corrupta”.

Idinando Borges
dezembro 25, 2015

O POVO PRECISA CONHECER OS VERDADEIROS CHEFES DA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA DO JB

11fev2015---a-plataforma-p-36-da-petrobras-afundou-em-marco-de-2001-na-bacia-de-campos-no-rio-de-janeiro-apos-duas-explosoes-que-mataram-11-pessoas-ateEx-diretor da Petrobras Nestor Cerveró foi hostilizado por passageiros no voo de Curitiba ao Rio, para onde ele veio para passar as festas de fim de ano.

Cerveró é um ladrão antigo, que já vinha roubando desde 1997.

Mas se o povo tomasse conhecimento dos corruptores que corrompem há muito mais anos, se o povo conhecesse os rostos dos verdadeiros chefes da organização criminosa, a indignação – e a reação – seria bem mais violenta.

Os verdadeiros chefes não são esses ocasionais presidentes, diretores e executivos de empresas, que são nomeados de acordo com o interesse do dono para articulações políticas de época. Os verdadeiros chefes ainda precisam ser descobertos pelo povo.

OBS: Os roubos na Petrobrás começaram quando de sua fundação nos anos 50! Não há cadeia para todos!

Idinando Borges
dezembro 24, 2015

É NATAL!

menino_jesus

É NATAL!
O produtor, ator e diretor Miguel Falabella falou no programa Roda Viva sobre a vida, o que é a vida? Categórico e sem meias palavras, afirmou: “amor ao próximo” e foi mais longe; “para alcançar o sucesso é preciso estar encharcado de amor, saber olhar o outro em sua essência” Suas colocações, além de lúcidas, são frutos de sua genial observação do cotidiano e possivelmente sua leitura de Santo Agostinho, que também nos ensinou à máxima: “amar o próximo”! Penso que o Natal é muito mais que festejar o aniversário de Jesus, presentes e/ou festejos, é preciso praticar o bem! Ocupar este espaço é motivo de orgulho, alegria e muito trabalho. Minha gratidão à direção do Jornal Praça Pública e aos meus apoiadores, em especial: a City 10 Telecom, a Glória Eventos e a loja ABota DeOuro e o Sabores d’Alma

Idinando Borges
dezembro 23, 2015

DIREITO DE RESPOSTA NÃO É ATAQUE, É CONQUISTA DO JORNALISMO – Fernando Brito

Por · 22/12/2015

vasques

Gabriel Priolli é jornalista para ninguém botar defeito. Ex-Folha, Estadão, Época, Carta Capital, Jornal Nacional, Bandeirantes, Record e até Veja, quando se podia entrar lá com cérebro.

Hoje, ele presta mais um serviço ao jornalismo, com seu artigo na Revista Imprensa, que acaba com o chororô de muita gente medrosa, que acabou fazendo coro ao patronato, atacando a nova lei de direito de resposta.

Priolli faz o exercício de democracia e humildade que um sistema de mídia de “partido único” – ao qual mmuita gente “entrega a rapadura” intelectual e defende a naturalidade do princípio de ouvir o outro lado.

Ouvir e deixar falar, mesmo quando ele diz o que a gente não quer e deseja falar por sua própria boca, não pela nossa.

Humildade goela abaixo

Gabriel Priolli, na Revista Imprensa

Nesta virada de ano, finalmente, há o que celebrar, no que diz respeito à imprensa. Depois de quatro anos de tramitação, com mais protelação do que propriamente debate, foi finalmente aprovado o projeto de lei do senador paranaense Roberto Requião (PLS 141/2011), que restaura o direito de resposta no ordenamento legal da comunicação brasileira.

Como se sabe, esse direito foi suprimido em 2009, quando o Supremo Tribunal Federal revogou a Lei de Imprensa editada em 1967 pela ditadura civil-militar. As pessoas eventualmente atingidas pelo noticiário ou comentários da mídia passaram seis anos sem um instrumento específico para se defender. Agora, o mercado será regido pela Lei Ordinária 13.188/2015 e isso é algo a comemorar, por todos que desejam uma imprensa livre e vigilante, mas também isenta, justa e responsável. A começar de nós, jornalistas.

Exatamente por essa lei nos recolocar na civilidade e na boa prática internacional, em matéria de relações da imprensa com a sociedade, chamou atenção a má vontade com que o projeto de Requião foi recebido pelas empresas de mídia e o mau humor em noticiar a sua aprovação.

Não se chegou a levantar contra o direito de resposta o argumento corriqueiro e farisaico do “ataque à liberdade de expressão”, usado sempre que algum assunto envolva regulação midiática. Mas fez-se o possível para barrá-lo, ostensivamente, sem consideração ao fato de que todos os lados da relação informativa – os veículos, suas fontes, as pessoas citadas nas matérias e o público que consome o noticiário – merecem e devem ser protegidos pela lei, sem qualquer desequilíbrio ou privilégio.

Não vai bem da saúde mental uma imprensa que se sente constrangida, de alguma forma, com o instrumento do direito de resposta, e que apresenta a nova lei em tom de lamúria. Sobretudo tendo convivido com esse direito por mais de quarenta anos, sem ser tolhida em nada na sua liberdade de ação.

Todo veículo que pratica o jornalismo com seriedade e tem certeza do rigor de seus procedimentos, da acuidade com que apura e do bom senso com que noticia, não tem nada a temer de ninguém. Apenas se fortalece moralmente quando respeita o direito de qualquer um de contestá-lo, se julgar que foi prejudicado.

Mas, nesses tempos sombrios, em que a imprensa fraqueja em seu papel de mediar os conflitos sociais com informação isenta e debate equilibrado dos temas polêmicos, o legado ético da atividade é facilmente esquecido, nas redações e diretorias. Ou, pior, é manipulado, para ser usado apenas se e quando for conveniente aos interesses econômicos ou políticos das empresas jornalísticas.

Restaure-se, pois, a humildade, ainda que por força de lei. Ser um “quarto poder” mais forte e mais legitimado socialmente do que os outros três, com autoridade moral para vigiá-los e criticá-los, já é potência suficiente para uma imprensa séria. Dispensa qualquer adicional de soberba e prepotência.

 

5 Respostas