Elton Belo Reis
maio 14, 2018

DIA 13 DE MAIO DATA MAÇÔNICA A SER COMEMORADA

Sabe-se que a maioria dos movimentos liberais ou emancipacionistas, nos séculos XVIII e XIX, teve na Maçonaria seu núcleo formador. Constituem exemplos: a Conjuração Mineira (1789), a Conjuração Baiana (1798), a Revolução Pernambucana (1817) e a Confederação do Equador (1824). Da mesma forma, a atuação dos maçons não foi diferente com relação às questões do espaço fronteiriço platino no período de 1835-185, ou seja, a Guerra dos Farrapos (PADOIN, 2000). Posteriormente a esses eventos elencados, a Ordem Maçônica também marcou presença na Abolição da Escravidão (1888) e na Proclamação da República (1889) (GIL, 2011; SILVA, I. B., 2007).

Em Barbacena, no interior do Templo da Loja Maçônica Regeneração Barbacenense, aconteceu uma

Manifestação pronunciada em Loja na Sessão Festiva  do dia

                             18 de maio de 1925

Irmão Venerável

Caros irmãos ;

Distintos e Poderosos irmãos visitantes

Mais uma vez, meus irmãos, esquecendo-me da minha personalidade e do obscurantismo da minha inteligência, ouso  erguer-me entre vós, a fim de proporcionar-vos o desprazer de suportar as desarmonias das minhas palavras nesta pálida oração.

Perdão, meus irmãos! Perdão para o ousado, que sendo o menor dentre vós, todavia sente-se orgulhoso em cultivar o opulento jardim de nossa História Pátria, e que, de quando em vez, não trepida em formar ramalhetes, imperfeitos embora, de fatos que se relacionem com nossa Sublime Ordem e que, nesse jardim maravilhoso, proliferam exuberantemente, convidando-nos ao estudo e à meditação.

Perdão para o ousado, meus irmãos! Perdão porque,  certo entre nós,  artistas haverá  que,  com talento , precisão e maestria pintariam, com justas cores e em toda sua pujante beleza trágica, este quadro da história de nossa Pátria e sobre o qual  eu apenas poderei palidamente bocejar…

Refiro-me, meus irmãos, à data magna de nossa história:

Maior do que o 7 de setembro;  maior do que  o 15 de novembro; maior que todas, porque representa a ressurreição de uma raça:

13 de maio de 1888!

Na adolescência , quando sentimos abrir na alma o livro da criação, e que o pensamento descerra as asas e, num primeiro surto, adeja, sobe e percorre o espaço azul do firmamento: é num supremo êxtase (cuja saudade  nos punge por todo o sempre) que nos deslumbramos  ante as maravilhas da criação toda embebida em luz __ toda resplandecente em excelsa bondade de Deus, nesse banho de luz e da mais ampla liberdade tomado  na amplidão do infinito, é ele  o elixir que nos fortifica a alma para lutas da existência; elixir cujos doces eflúvios  só se extinguem quando um último raio de esperança nos foge como um derradeiro sopro de vida…

13 de maio princesa

Irmãos! Dentre todas as maravilhosas conquistas do engenho humano __ e particularmente pela maçonaria__ empreendidas pela senda luminosa do progresso __ nenhuma, seguramente, é tão grandiosa e bela, tão belamente majestática e tão auspiciosa como a que se  realizou em prol da Liberdade: e tal grandeza, e tal bem aventurança aviltam quando, transpondo as raias das coisas  materiais, se constituem num bem altamente moral de efeitos duradouros, isto é, quando a liberdade conquistada é a liberdade do próprio Eu, ou a liberdade de crer, de pensar e de querer, ou a liberdade de consciência; essa liberdade peregrina, que um  mavioso poeta  do século passado chamou de “ esposa do porvir “ __ noiva do sol” __ Essa Liberdade sem par, da qual o gênio relutante de Ruy Barbosa, numa das mais belas sensibilizações__ prefaciando  “ O Papa e o Concílio” , disse:

“ de todas as liberdades sociais, nenhuma é tão justificativa e tão civilizadora e tão filha do Evangelho, como a Liberdade religiosa”.

É a liberdade, meus irmãos, o ar e sol da bem aventurança do Criador ; é a  maior de todas as graças que ele legou a todas as criaturas e que estas, no entanto, para gozá-La, conquistam-na através de   dificuldades sem conta e de mil perigos…

E como é sempre grato e nobre e edificante lembrar uma dessas conquistas e honrar os heróis que a levaram ao triunfo, qual seja essa página brilhante da Abolição da escravatura no Brasil, escrita com amor, desvelo e abnegação  pelos nossos maiores,  por essa plêiade de maçons que brilharem em todo o século passado.

Justo é que a Aug. Resp. Subl e Ben. Loja Capitular Regeneração Barbacenense, pela boca de um de seus menores obreiros, embora tardiamente , aproveitando-se  dessa reunião, com  seus fulgores de uma reunião comemorativa , renda justo e merecido preito  de homenagem aos heróis magnânimos que,  não medindo sacrifícios, lutaram sem descanso em  prol da fraternização brasileira, consubstanciada na aurora majestosa e sem igual de 13 de maio de 1888!

Foi a l3 de maio de 1888, meus irmãos, que o abolicionismo triunfou  depois de uma titânica luta de mais de meio século  na qual  os escravos, envelhecidos pelo castigo, sentiram o pulso livre, a vontade, o trabalho e até o pensamento livre.

13 de  maio lei aurea

Toda uma legião de homens cujos direitos estavam delimitados pelo trabalho bruto e pela crueldade dos feitores carrascos, vivendo sob o regime feroz de um código draconiano que decretava a penalidade aviltante do açoite e a tortura degradante ao tronco, senão um martírio supremo da cruz negra, em cujos braços santos se cometia a hedionda profanação do assassinato, plantado no meio do lenho que haveria dentro de pouco, de incendiar-se. Todos esses pobres escravos humildes, com os olhos sempre cheios de lágrimas e com a boca sempre cheia de prece, ou do canto da senzala para se  apartarem da mágoa e do soluço que lhes oprimia o peito, tiveram, nesse dia, a suprema ventura de amar segundo as verdadeiras leis do direito natural.

Ah irmãos meus, o que vos poderei contar dessas emoções! Algumas velhas pretas morreram de alegria quando souberam que eram livres. Também os corações delas, sempre murchos de tristeza, não podiam ter forças para suportar tanta felicidade. Como haveriam de resistir, se até a imaculada presença do afeto maternal os senhores impiedosos ultrajaram, arrancando-lhes da alma e do coração os ternos filhinhos para o tráfico e para a desonra?

Ah, meus amigos, quanta iniquidade, quanta ignomia, quanto vilipêndio sofreram essas criaturas, filhos do mesmo Deus de bondade, nossos irmãos, e cujo crime era terem tido a triste sorte de nascerem com a pele negra!

O grande e inolvidável tribuno Torres Homem, defendendo na câmara vitalícia, o projeto Rio Branco , com a eloquência que lhe era inata, arrebata e vence com sua palavra  cheia de amor, numa invocação sublime, as almas daqueles que , consultando interesses partidários, mesquinhos e vis, esposaram a triste causa da escravatura:

“Ao longe arrancava o tráfico nos sertões africanos, o filho selvagem do gentio, vítima de garras bárbaras,  de que não tínhamos notícias, para o mercado da cana e da lavoura.

“Outro processo não é menos atroz:  Esperam-se a porta da entrada da vida as criaturas novas que apraz à providência enviar a esse mundo e aí são sequestradas para o cativeiro,  embora nascidas no mesmo solo junto ao lar da família em frente ao templo do mesmo Deus, e no meio dos espetáculos da liberdade, que tornam mais sensíveis a sua degradação e miséria.”

“ Oh senhores, continua Torres Homem, a pirataria exercida à roda dos berços, nas águas da jurisdição divina e debaixo das vistas imediatas de um povo cristão”.

“Oh céus! Quanto horror!  Onde vegetavas tu,  Oh Caridade Excelsa!  Oh meigo filho do grande  rabino da  Galileia,  que não amparavas esses míseros estigmatizados pela cor maldita! Ah,  estavas banido dos  empedernidos  corações dos homens sem fé, obcecados pelo egoísmo, pela usura, pela grandeza e pelo orgulho… Felizmente deram-te guarida algumas almas  educadas na escola salutar da maçonaria e nelas pudestes realizar a grande missão da confraternização dos homens, escrevendo pelas mãos dos pedreiros livres a grandiosa, estupenda e cegante  página de nossa História Pátria: A abolição da escravatura no Brasil, em 13 de maio de 1888.

Ave Excelsa Ordem Maçônica!  Teus ideais, os mais nobres,  que são os ideais de teus filhos diletos, têm sido realizados! Estamos satisfeitos porque sempre vencemos: pelo direito e pela razão.

Ave heróis passados, mártires das grandiosas causas nobres!

Nossa mãe comum, a Maçonaria, reconhecida não se cansa de procurar nossos frutos sublimes e, em cada etapa que transcorre, ela faz colocar no meio  de nossa fronte a coroa de louros imarcescíveis  de nossa admiração e respeito.  Estamos satisfeitos… Basta!

A maçonaria foi é e será força gigantesca que amplia os domínios da liberdade, que alia a fé à razão, que confraterniza classes, nivelando todos os homens.

É a mão caridosa que ampara a viúva, socorrendo-a no momento intraduzível em que o marido, rodeado de seus filhos, tomba varado por uma bala covarde, em meio de uma estrada silenciosa; é o gênio do bem quebrando os grilhões da escravidão do corpo e da alma, espantando as trevas da ignorância com o facho da instrução.

Ela é o apelo veemente, vivíssimo, que levanta,  conclamando os homens para a grandiosa obra da divulgação da ciência , amparando os  ginásios para que a sua luz se eternize e se transforme em felicidade eterna para a humanidade.  Tenho concluído…

Barbacena –Minas Gerais..

 Cópia da fala do maçom  Plínio Gomes da Silva, Orador da Centenária Loja Maçônica Regeneração Barbacenense.

Estudo e reprodução, com a grafia atual , efetuados pelo irmão

Geraldo Ribeiro da Fonseca, membro do quadro da Loja referenciada.

 

 

Elton Belo Reis
janeiro 22, 2018

Para não esquecermos: Randolpho da Costa Araujo.

RANDOLPHO DA COSTA ARAUJO (Colaboração Valter Araujo, sobrinho do Sr Randolpho).

• Filho de Manoel Antonio da Costa Araujo [Neca Professor] e de Maria Christina de Araujo.
• Irmão de Antonio Bonifacio de Araujo, Joao de Deus Araujo, Horacio Eugenio de Araujo, Jose Theodoro de Araujo, Ildefonso da Costa Araujo [meu pai], Maria Simpliciana do Nascimento, Manoella Christina de Araujo.
• Casado em primeiras núpcias com Gertrudes Ferreira Possas e, em segungas, com Maria de Lima Freitas.
• Pai de Manoel Possas de Araujo [Médico], Randolpho Possas de Araujo [Funcionário público estadual], Inacia Araujo Possas [Funcionária pública federal], Eurico Possas de Araujo [Farmacêutico].
· Nascido no domingo, 11 de fevereiro de 1883, em Capela Nova MG.
· No sábado, 31 de dezembro de 1910, casou-se com Gertrudes Ferreira Possas. A cerimônia celebrou-se na Matriz de Santana, em Carandaí MG.
· Na quinta-feira, 24 de outubro de 1912, nasceu Manoel Possas.
· Em 1913, nasceu Randolpho Possas.
· Na segunda-feira, 24 de julho de 1916, nasceu Inacia Araujo.
. Na quinta-feira, 1º de novembro de 1917, nasceu Eurico Possas.
. Na sexta-feira, 18 de novembro de 1927, ficou viúvo de Gertrudes Ferreira Possas.
· Falecido no sábado, 14 de fevereiro de 1976, em Barbacena MG, aos 93 anos.

Registro de batismo da Paroquia de Nossa Senhora das Dores de Capela Nova:

01/03/1883: Randolpho, nascido aos 11 de fevereiro de 1883. Filho de Manoel Antônio da Costa Araújo e Maria Christina de Araújo. Padrinhos: Manoel Luís da Costa e Emília Maria de Araújo*. Vigário Padre Manoel Francisco do Carmo.

Meu avô, Neca Professor, também deixou registrado em seus apontamentos: “Randolpho da Costa Araujo nasceu a 11 de fevereiro de 1883, foi batizado em 1º de março do mesmo anno, pelo Vigario Manoel Francisco do Carmo”.
*Manoel Luís da Costa e Emília Maria de Araújo eram os avós paternos do batizado.

RANDOLPHO DA COSTA ARAUJO

Foto da familia de Randolpho da Costa Araujo – Acervo de Valter Araujo

 

Registro do primeiro casamento, de acordo com meu avô Neca Professor, em seus apontamentos pessoais:

Em 31 de dezembro de 1910 casou-se meu filho Randolpho com Gertrudes Ferreira Possas* moradora e natural de Sant’ Anna de Carandahy. Ass. Araujo.
*Gertrudes Ferreira Possas era filha do industrial Ignácio Ferreira Possas e de Maria das Dores Rocha Possas. Faleceu no dia 18 de novembro de 1927. (Cf. “O Inesperado”, jornal de Capela Nova, dirigido pelo Professor Antônio da Costa César, edição Nº 10, de 5 de dezembro de 1927).

Registro do segundo casamento, da Paroquia de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena:

Livro nº 14 – Folha 106: Aos vinte e nove de dezembro de mil novecentos e trinta e um, na presença do Rvmo. Pe. José Torquato e das testemunhas Ignacio Ferreira Possas e Edmundo Possa, receberam-se em matrimonio em oratorio particular Randolpho da Costa Araujo e Maria de Freitas. Elle com quarenta e oito annos, de Capella Nova das Dôres, filho legitimo de Manoel Antonio da Costa Araujo e Maria Christina de Araujo. Ella com trinta e um annos, de Caranday, filha legitima de Antonio Pinto de Freitas e Maria Candida de Lima Freitas. Vigº Mons. Francisco Lopes de Araujo.

Anuncio publicado em “O Inesperado”, nº 2 de 6 de julho de 1927:

Fábrica de Manteiga Invencível – Randolpho da Costa Araújo
Compra qualquer quantidade de leite offerecendo vantagem em preços.
21 – Henrique Diniz – 21 – Barbacena (*)
(*) Esta Fábrica de Manteiga Invencível ficava onde hoje se localiza o supermercado Bahamas, em frente ao Posto Miranda. O tio Randolpho morava neste endereço, como consta do inventário de sua primeira mulher Gertrudes: dentre os bens deixados, “Uma casa nesta cidade, à rua doutor Henrique Diniz, número vinte e um, assoalhada, coberta de telhas, com quintal, dividindo com Bonato e Cia. [antiga Cerâmica Bonato].

Elton Belo Reis
janeiro 15, 2018

História de um lustre de cristal

UM  LUSTRE HISTÓRICO -

(Texto de Geraldo Ribeiro da Fonseca e Luiz Gonzaga Naves Brandão -Zazaga).

            O conceituado Jurista Dr. Heráclito Fontoura Sobral Pinto, natural de Barbacena-MG, estabeleceu residência e se tornou figura notável, no bairro de Laranjeiras, Rio de Janeiro.  Perto de sua casa, ficava o tradicional Colégio Providência, mantido pelas Freiras da  Congregação de São Vicente de Paula, então dirigido pela Madre Brandão, irmã do dentista  barbacenense  Dr. Olavo Machado Brandão.

Fotografia Sobral Pinto Jurista

               Ressalta-se que, todos os domingos, sistematicamente, pela manhã, o eminente  Tribuno Civilista e Penalista, Dr. Sobral Pinto,  assistia à  missa na capela do referido Colégio e, por isso, tornou-se grande amigo da Irmã Brandão, sua conterrânea,  também nascida em Barbacena.

Fotografia Sobral Pinto Jurista Julgamento de Pedro Luis Jorge de Lima que terminou por ser absorvido da acusação de tentativa de Homicídio contra Getúlio Ribeiro da Silva em um bar na rua das Laranjeiras Agosto 1984

            Face a esta amizade, Sobral Pinto presenteou a Freira com um Lustre antigo de Cristal,  provavelmente da Boêmia (Tcheco-Eslováquia), dado  seu brilho  e acabamento artístico.

Lustre instalado na Secular Loja Maçônica Regeneração Barbacenense

            Considerando a falta de local para instalação de tão delicado e rico mimo no Colégio que dirigia,   a Freira pediu e teve  autorização de Sobral Pinto para repassar o Lustre a seu irmão Olavo Brandão,  a fim de que ele o  instalasse  em uma casa centenária de Barbacena, então  habitada por ele.

            Com o falecimento de Olavo Machado Brandão, seu filho, Luis Gonzaga Naves Brandão, em homenagem à memória de seu pai,  instalou o Lustre no teto da Entrada Principal da Centenária Loja Maçônica Regeneração Barbacenense.

               Este lustre, um dia pertencente ao barbacenense,  tido como um dos  grandes  defensores da liberdade de presos políticos  no Brasil,  hoje brilha,  espalhando  luz aos maçons daquela casa.  Ali   ocuparam o cargo de  Venerável  Mestre, tanto   Olavo Brandão , quanto seu filho  Luiz Gonzaga Naves Brandão.

Elton Belo Reis
novembro 2, 2017

Quem foi Herculano Ferreira Paes ?

Como todo o acontecimento se não for registrado, poderá se perder na obscuridade do tempo. Sempre curioso em tudo em que se envolve sobre Barbacena, sempre pairou dúvidas sobre o grande imóvel onde hoje funciona a Escola Preparatória de Cadetes do Ar.

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Prédio da Chácara (Chácara do matinho) do Sr Herculano Ferreira Paes vendido pelos herdeiros para o Colégio Providência em Barbacena.

Mas grandes dificuldades de pesquisa ficaram como legado de uma época que noticiava tudo o que ocorria e por outro lado passavam fatos que embora relevantes, despercebidos. Um desses fatos, vemos apenas um pequeno registro que o imenso “casarão, sede da Chácara de Herculano Ferreira Paes, vendido em 1873 para instalar o Colégio Providência”. Em 1874, o barbacenense Padre João Ferreira de Castro e Marcelino Ferreira, também sacerdote, inauguraram o Colégio Providência nas instalações atualmente ocupadas pela EPCAr. Em grandes buscas, encontramos apenas algumas migalhas de informações que talvez nos dê para traçar o perfil deste homem proprietário daquele imenso e suntuoso casarão. Tudo começa com uma notícia no Rio de Janeiro através do Jornal do Commercio, Edição 00091-1 sobre a posse de um bilhete de loteria sendo vendido pelo Sr Herculano Ferreira Paes em favor da Santa Casa de Misericórdia. O mesmo Jornal da Capital torna fazer menções sobre uma contribuição feita em favor das vítimas do grande terremoto que ocorreu em Portugal.

Já no Almanak Industrial, Comercial e Mercantil do Rio de Janeiro, no ano de 1843  Edição 000305-1 nos traça um novo perfil como empresário. Relata o Jornal que o Sr Herculano era nada mais do que proprietário de Loja de Fazenda Sr  a Rua da Quitanda numero, 162 RJ. Portanto, com esta revelação temos que como muitos empresários ele era proprietário de uma loja que vendia tecidos entre outros objetos.

Curiosamente, o Jornal do Commercio de 1846- Ed 00035-1 – Herculano deu entrada na Capital Federal desembarcando do Navio Ypiranga. Para que fizessem menções sobre inclusive viagens Herculano deveria ser alguma pessoa de grande projeção pública. Outros registros em Jornais e Almanaques fazem menções sobre o Herculano, tais como:

Do mesmo Almanak, Negociantes Nacionais, Herculano Ferreira Paes & C. A  Rua da Quitanda, Jornal- 1848 0005-2

Gazeta dos Tribunaes 1846 00044-1  Dispensado do julgamento que ocorreu no dia 18 de agosto de 1846 em que o réu foi penalizado por um assassinato. Para que uma pessoa possa fazer parte de um tribunal de jurados faz-se necessário muitas exigências, um padrão para que possa atuar.

Do Diário de 1847, na freguesia da Candelária Herculano foi convocado para jurado na Corte RJ novamente mas não conseguimos localizar o desfecho desta convocação, se participou ou não do tal julgamento.

Do mesmo Almanak, 1848 – 0006-2 da Irmandade do SS Sacramento da Candelária – MESARIO – Herculano Ferreira Paes

Do mesmo Almanak –  Relata proprietários de Armazéns de fazendas por atacado – 1849 – Edição 0006-2 Herculano Ferreira Paes e C.

Do mesmo Almanak – 1850 0007-2 Registro Geral dos Commerciantes – Herculano Ferreira Paes e C. Rua da Quitanda 129 sendo neste caso, vemos que houve mudanças de imóvel dentro da mesma Rua.

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Daqui vemos uma grande guinada na vida do Sr Herculano, em que noticia-se no jornal do Commercio RJ – 1852 (Ed. 255-1) Grande leilão de objetos, móveis e utensílios, de ordem do Sr Herculano Ferreira Paes que se transferiu para Minas Gerais. Neste grande leilão, todo o mobiliário, utensílios, pertencentes ao referido foram vendidos, acredito pela dificuldade de transferir tudo para sua nova moradia. O grande motivo desta mudança foi o seu emprego na Cia D’Oeste de Minas em que sua morada em Barbacena seria como ponto estrategico desta vultuosa Cia, ficando aqui como seu representante legal. Acredito que uma das intenções do Sr Herculano era a de montar uma grande pousada neste local, pois existem relatos de personalidades estrangeiras (*) que por aqui passaram e relataram uma pernoite neste local, que por sinal, tinha camas péssimas, frio intenso e a comida nada atrativa.(*)John Mawe, who, in 1809, visited Barbasinas.

Por informações do Sr Antonio Carlos Duarte,  Segundo o historiador Wilson de Lima Bastos, Mariano Procópio Ferreira Lage nasceu na antiga “Chácara do Matinho” -atual “Escola Preparatória de Cadetes do Ar” – no dia 23 de junho de 1821, (…). Era filho do Capitão Mariano José Ferreira (Armonde) e de Dona Maria José Sant’Ana. Consta, ainda, que Dom Pedro I teria hospedado no casarão quando de sua viagem a Minas Gerais. Sendo assim, tal imóvel poderá ter sido repassado posteriormente ao Sr Herculano e mais tarde ao Colegio Providencia.

AÇOES

Outros jornais fazem menções ao Sr Herculano em Barbacena, convocando aos acionistas da Cia União e Industria que o entrassem em contato com o mesmo, para acertos quanto as apólices da dita Cia União e Indústria, notícias registradas nas datas de 1853 a 1855.

Consta que foi casado com D. Balbina Ferreira de Castro que tiveram três filhos, uma filha barbacenense de nome Oraida Paes, batizada na Matriz de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena e um filho homônimo do pai, Herculano Ferreira Paes Junior, músico no período do Padre Mestre Correia de Almeida. E Alfredo Ferreira Paes-  Filho de Herculano Ferreira Paes.Nascido em 01 de maio de 1857, foi professor de Geometria, diretor da Escola Normal Oficial de Barbacena tendo lecionado também no Lyceu de Barbacena. Foi diretor da Escola noturna União Fraternal e fundador da mesma Escola, sua atividade maçônica foi imensamente intensa.

Fontes de Pesquisa:

Hemeroteca Nacional.

Fotos de dominio Publico e postal de Antonio Carlos Duarte (acervo).

Sites da Epcar, Blog da família Cruz Machado, Genea Plus

 

 

Elton Belo Reis
junho 10, 2017

A Loja Capitular Regeneração Barbacenense 09 DE JUNHO de 1897-2017 (120 anos)

   A Augusta e Respeitável Loja Capitular Regeneração Barbacenense, orgulho da Maçonaria Universal, comemora dia 09 de junho de 2017 seus 120 anos de fundação.

    Em apenas dois anos da fundação da Loja Maçônica Regeneração Barbacenense foi fundada a Loja Capitular. Foi através dos esforços de abnegados Irmãos, que se deu o nascimento de uma nova estrela na constelação desta Egrégia Maçônica. Para quem não sabe, as Lojas Maçônicas são divididas em Lojas básicas que são os graus 1,2,3, que podem professar vários ritos, que são em destaque Escocês Antigo e Aceito, Brasileiro, Frances, Moderno entre outros e Lojas Complementares, Capitulares, Consistórios, que atingem até o grau 33 conforme o Rito que se opera . A Loja Capitular em que estamos referindo, que esta comemorando seus 120 anos de fundação, é aquela que compreende entre os Graus 15 e 18 e concedidos por um Capítulo. Destes Graus o mais se destaca é o 18 – Cavaleiro Rosa-Cruz, considerado até o século XVIII como o coroamento final do Sistema que opera, e no qual todos os Ritos conhecidos e que possuíam Altos Graus terminavam.

MAÇONARIALoja Capitular Graus 15,16,17 e 18.

   Cada Loja Maçônica tem o seu papel a ser desempenhado dentro da sociedade, tendo a responsabilidade de obedecer a uma potencia maçônica, Grandes Orientes, Grandes Lojas que por si possuem um tratado de garante de amizade com a maçonaria Universal. Em Barbacena, na atualidade existem várias Lojas Maçônicas e poucas Lojas Capitulares, que trabalham em dias e horas diferenciadas da Loja de base ou simbólica.

mAÇONARIA regeneracaoLoja Simbólica Graus, 1,2,3.

   A Augusta e Respeitável Loja Capitular Regeneração Barbacenense, através de esforços de Irmãos, foi fundada com toda certeza na antiga Rua Chamada Rua do Sapo, bifurcação entre a Rua Comendador João Gonçalves (na Ponte Seca) com os fundos da Estação Ferroviária, prédio que foi de propriedade do italiano Arthur Dapieve, e que foi de propriedade de Luiz Gonçalves (Luiz fogueteiro), tudo isso registrado em ata com relatos de ocorridos entre 1898 a 1900 neste prédio e após este período a Loja foi para um imóvel a Rua Treze de Maio. Foi através da idealização de abnegados como fundadores deste Secular Capitulo, os Irmãos ALFREDO FERREIRA PAES, ALFREDO AMARO RENAULT, NICOLAU ANTONIO NASCIMENTO, ADRIANO GISMONDI, ARTHUR JOVIANO , MANOEL VITOR GOMES, RUFINO SIMOES DE MIRANDA.

    O mais correto, que tenho que fazer é registrar um pouco da biografia de cada Maçon fundadores deste Capítulo, que foram:

  •  ATERSATA ALFREDO FERREIRA PAES.
  • PRIMEIRO GRANDE VIGILANTE ALFREDO AMARO RENAULT.
  • SEGUNDO GRANDE VIGILANTE NICOLAU ANTONIO NASCIMENTO.
  • GRANDE ORADOR ADRIANO GISMONDI .
  • GRANDE SECRETARIO ARTHUR JOVIANO .
  • GRANDE TESOUREIRO MANOEL VICTOR GOMES .
  • GRANDE COBRIDOR RUFINO SIMOES DE MIRANDA.
  • 19073315_1582827471740873_1464741704_oFoto tirada no interior do Templo antigo da Loja Maçônica Regeneração Barbacenense por volta de 1925 no atual prédio a Avenida Bias Fortes. (Extraida do livro Visão Histórica da Loja Maçônica Regeneração Barbacenense- Autor Geraldo Ribeiro da Fonseca).

Atersata, titulo dado em maçonaria a quem vem administrar o Capítulo, (é uma palavra de origem Persa, com o significado de “mão forte, mão poderosa”), portanto Alfredo Ferreira Paes foi eleito a esta condição, para a fundação do Capitulo Regeneração Barbacenense. Nascido em 01 de maio de 1857, foi um grande professor de Geometria, bem como diretor da antiga Escola Normal Municipal de Barbacena e lecionou no Lyceu de Barbacena. A maçonaria nesta época fazia campanhas para educar e alfabetizar, “tirando das trevas da ignorância para a luz do conhecimento”, sendo assim ele foi Diretor da Escola Noturna União Fraternal (que era outra Loja Maçônica que existiu em Barbacena). Alfredo teve uma vida bem laboriosa dentro da instituição maçônica, inclusive presidiu o Capitulo Regeneração por varias vezes.

Primeiro Grande Vigilante Alfredo Amaro Renault. Maçon muito ativo, nascido em 15 de janeiro de 1855, filho do Dr Pedro Victor Renault de Sierck, engenheiro francês, chegado em Barbacena em 1833, aqui tendo lecionado Frances, Historia e Geografia. Diplomou-se em farmácia em Ouro Preto e manteve de sua profissão uma farmácia a Praça Conde de Prados de nossa cidade, com o nome de Farmácia Renault. Foi politico, exercendo influencia em vários ramos políticos de nossa cidade, por varias vezes eleito a Vereador em nossa Câmara Municipal (atividade não remunerada), chefiou em Barbacena o movimento civilista, atraindo em nossa cidade a presença do ilustre Maçon Conselheiro Ruy Barbosa. Foi dele o projeto em abrir a Rua Sete de Setembro para dar acesso ao Mercado Municipal e a nova instalação do Hospital Maternidade. Vários de seus filhos foram Maçons atuantes, avô do Abgar Renault membro da Academia Brasileira de Letras e bisavô do Dr Fernando Vitor Costa grande jurista barbacenense, exerceu também o cargo de Orador e Presidente da Câmara Municipal de Barbacena por vários mandatos. Ele foi membro da Loja Regeneração Barbacenense por afiliação pois iniciou na Loja União Fraternal (extinta em nossa cidade). Tornou-se membro Honorário da Soberana Assembleia  Federal Legislativa. Foi fundador também da Loja Maçônica Labor que existiu em Barbacena.

Segundo  Grande Vigilante, Nicolau Antônio Nascimento, este era Oriundo de Juiz de Fora, pertencente a secular Loja Maçônica Fidelidade Mineira, comerciante. Foi gerente do Jornal “O Mensal” editado aqui em nossa cidade. Foi Venerável da Loja Simbólica Regeneração  em 1898 e 1899.

Grande Orador, Adriano Gismondi – Como muitos, a discrição faz parte da vida, assim foi com Adriano que como funcionário do antigo Ginásio Mineiro, tinha como filosofia, de que fazer o bem sem saber a quem e o que a mão direita oferta a esquerda não precisa atuar… Trabalhava nos bastidores com grande discrição.

Grande Secretário-  Arthur Joviano, temos aqui que registrar o quanto a voracidade do tempo consome arquivos e historias. Não encontra registros de que Loja Maçônica veio este Irmão, mas acredita-se que veio da União Fraternal de Barbacena. Atuou em varias atividades maçônicas destacando-se na Oratória e Secretaria. Foi professor de português do antigo Ginásio Mineiro, homem que sempre interessou pelos problemas educacionais, sendo autor de um método de alfabetização que foi adotado em todo o estado de Minas Gerais durante muitos anos. Foi escritor e editou vários livros didáticos. Foi diretor do Jornal A FOLHA, jornal editado em nossa cidade por muitos anos que tinha como o redator chefe nada mais do que Dr Francisco Mendes Pimentel.

   Grande Tesoureiro Manoel Victor Gomes, pelas documentações encontradas, este iniciou na Loja Maçônica União Fraternal, de Barbacena, e teve grande dedicação pela maçonaria.       Além de Secretário desta extinta Loja, foi um dos Irmão que afiliou a Regeneração Barbacenense assim que ela foi criada, mantendo-se em grande atividades até o seu falecimento. Atuava como profissão como fiscal do Mercado Municipal, funcionário Publico Municipal.

Grande Cobridor Rufino Simões de Miranda, este também oriundo da Loja Maçônica União Fraternal de Barbacena, outra vida dedicada a maçonaria. Foi herói da Guerra do Paraguay e Capitão do Exercito brasileiro. Teve varias funções ritualísticas e administrativas da Loja Maçônica Regeneração Barbacenense, foi Juiz de Paz de Barbacena e Delegado de Policia durante muitos anos.

Segue agora uma colaboração do Poderoso Irmão Geraldo Ribeiro da Fonseca:

A Glória do Grande Arquiteto do Universo..

Irmãos Soberanos Grandes Inspetores da Ordem…

Irmãos Cavaleiros Kadosch

Irmãos Cavaleiros Rosacruz

Irmãos Cavaleiros do Oriente

Irmãos Grandes Eleitos Perfeitos e Sublimes Maçons

Irmãos Mestres Eleitos dos Nove

Irmãos Mestres Secretos

Irmãos Mestres Maçons, Companheiros e Aprendizes…

De bom alvitre informar que o Regulamento Geral da Ordem, através do Decreto nº 100, de 1º de março de 1892, estatuía no seu art. 10l: “Um capítulo só poderá instalar-se no seio de uma Loja Regular que tenha, pelo menos, trinta e três membros ativos e entre eles sete, no mínimo, que possua o Grau de Cavaleiro Rosa-Cruz ou superior, conforme o Rito, sendo necessário o consentimento da Loja e professar o mesmo rito.”

 Potência  Maçônica única, no, Brasil, até 1927, era o Grande Oriente do Brasil, com sede no Rio de Janeiro. 

Há cento e vinte anos, quando a Capital das Minas Gerais deixava a histórica Vila Rica, buscando o velho Curral D”el Rei do mais Belo Horizonte do mundo, a Loja Maçônica Regeneração Barbacenense instalava seu Capítulo Rosa-Cruz.

Barbacena, sob a sombra da Acácia,  recebia no anonimato, o trabalho fecundo da maçonaria, implementando o estudo da filosofia que ordenava o trabalho dos homens livres e de bons Costumes.

Hoje, já no século XXI e no ano 2017, aqui nos reunimos festivamente para comemorar a instalação da Loja Capitular Regeneração Barbacenense. Não foi sem motivo que todos os irmãos maçons de Barbacena e circunvizinhança foram convidados para essa solenidade,  quer aprendizes, companheiros, Mestres,  ou Grandes Inspetores da Ordem. A festa de hoje é um tributo de honra e um acerto de contas com os obreiros que fundaram o Capítulo Rosa-Cruz sob a égide do Supremo Conselho do Grau 33 para a República Federativa do Brasil com sede na Capital Federal Rio de Janeiro.

               Eis, na íntegra a Ata de Instalação do Capítulo Regeneração Barbacenense.

“Aos nove dias do mês de junho de mil oitocentos e noventa e sete no recinto da Aug. e Resp. Loja Regeneração Barbacenense, às oito horas da noite e sob a presidência do Irm. Ven. Alfredo Amaro Renaut Gr. 30, presentes os irmãos Alfredo Ferreira Paes, Arthur Joviano.Rufino Simões de Miranda, Hugo Krauss,  Adriano Gismondi, Nicolau António do Nascimento Gr. 18, Manoel Vítor Gomes Gr.30, José Marcelino de Oliveira Gr. 33 Grande Inspetor e José da Silva Tavares Gr. 18, Gr. Venerável e Grande Orador da Loja Fidelidade Mineira do Or. de Juiz de Fora, o Ven. disse que o fim dessa sessão era a instalação do Capítulo e propôs que os irmãos presentes aclamassem o Presidente da Sessão. Aclamado, o irmão Alfredo Ferreira Paes ocupou o trono . O irmão Nicolau Antônio do Nascimento tomou a palavra pela ordem e propôs que se delegasse poderes ao Presidente da Sessão para a nomeação das luzes e foram nomeados Alfredo Amaro Renaut para o lugar de 1° Vigilante,  Nicolau António do Nascimento para o lugar de 2° Vigilante,  Adriano Gismondi para o de Gr. Orador, Arthur Joviano para o de Grande Secretário, Manoel Victor Gomes para o de grande tesoureiro e Rufino Simões de Miranda para o lugar de Gr. Cobridor e,  aberta a sessão no Grau 18, declarou o Irm Gr. Ven instalado o Capítulo Regeneração Barbacenense. Foram introduzidos no templo os irmãos Hermillo de Alcântara de Oliveira Pena, Manoel José Coelho, Pedro Augusto da Costa e Agostinho Lopes de Oliveira que prestaram juramentos e foram colados no Grau 18. Correu o tronco de Beneficência que produziu a medalha cunhada de 5.600 réis que ficaram a cargo do Irm. Gr. Tesoureiro. Dada a palavra a bem da Ordem em Geral, o irmão José da Silva Tavares Gr. Or. da Loja Fidelidade Mineira de Juiz de Fora felicitou a Regeneração Barbacenense pela Instalação do Capítulo, discorrendo longamente sobre as vantagens da Maç.  felicitando Minas, por contar mais um Cap. prova de que este Estado aceita as grandes ideias. Felicitou o Irmão Alfredo Amaro Renaut Ven. da Loj. Regeneração Barbacenense pela boa direção e melhor desempenho dado ao seu cargo e em seu nome e no da Loja Fidelidade Mineira todos os maçons de Barbacena. Terminou erguendo entusiásticos vivas a São João da Escócia e ao Grão Mestre Geral da Ordem Irmão Dr. António Joaquim Macedo Soares e à  Loja  Reg. Barbacenense. O irmão Alfredo Renaut, em seu nome e em nome da loja que preside agradeceu as referências feitas pelo irmão José da Silva Tavares. O irmão José Marcelino de Oliveira agradeceu as saudações e referências feitas pelo irmão Alfredo Renaut. Nada mais havendo a tratar são encerrados os trabalhos do que para constar lavro a presente ata em que assinarão as luzes digo eu Manoel Victor Gomes da secretaria,  escrevi e assino…”

E assim teve início a caminhada dos Cavaleiros Rosa-Cruz que fecharam o século passado com manifestações dignas de serem aqui repassadas .  Ainda naquele 1897, veremos levantar, na sessão do Capítulo datada  de 28 de junho, nosso irmão Modesto Lacerda,  propondo e vendo aprovada uma moção ao ilustre cidadão Presidente da República com o pesar que sente esta Augusta Loja pelos desastres de Canudos. A prancha foi lavrada e assinada pelas luzes no final da Sessão.

Em 1898, uma comissão do Capítulo, em 13 de abril, atendendo proposta do irmão Pedro Costa, visita o irmão Savassi, levando a fraternidade em momento oportuno.  Em 2  de janeiro de 1899, discutiu-se a proposição de ceder a sala dos passos perdidos para pregações religiosas, inclusive com o apoio do Padre Guilherme Dias e, num verdadeiro contraste com propostas dessa natureza, vemos o Irmão Hugo Krauss reclamar do que se deu em Congonhas do Campo envolvendo  o cadáver do maçom  José Teixeira dos Santos que,  a 23 de janeiro de 1899 ficou  insepulto 47 horas e, depois de enterrado, foi desenterrado e houve grande profanação com o corpo, pelo que esta loja deve protestar.

Assim, fechamos o século e viajamos até 15 de setembro de 1925. Em sessão, naquela data,  o orador pediu aos irmãos mais zelo no cumprimento dos deveres maçônicos e que “lamenta que irmãos freqüentem casas duvidosas e com desregramento, pois que é da Constituição e que a “Regeneração “com isto perde o seu nome”. Critica também o fato de irmãos serem cambistas do jogo do bicho, estando sujeitos aos vexames da polícia em prejuízo do bom nome da Sagrada Regeneração. Lamenta-se o sofrimento no cárcere dos irmãos Maurício de Lacerda e Everardo Dias. Maurício sofre no Cárcere e Everardo sofre com sua numerosa família. O orador era o ir. José Vieira da Rocha e  o Artesata o Ir. Astórico Queiroz. Ainda sob a Presidência do Irmão Astórico Queiroz foi recebido Cavaleiro Rosacruz, em 16 de outubro de 192,6 o irmão José Lourenço Cassemiro Costa (sogro do irmão Epaminondas). Memorável foi a saudação àquele irmão. Foram citados pelo orador ensinamentos de Confúcio, Pitágoras e Jesus Cristo, o grande iniciado, que expandindo o bem recebeu como prêmio a crucificação. Falou-se, também  do Marquês de Pombal que derrubou, junto com a maçonaria, o braço forte dos resquícios da inquisição em Portugal. Disse o orador “que hoje temos que combater a política de uma república que usurpa o povo, aliada ao clero que sorrateiramente invade  a sociedade como polvos daninhos, infiltrando nas crianças, moças e senhoras e até mesmo  nos  homens par viverem acumulando  capitais para serem viverem felizes, com esta ação  antegozando da ignorância de nós o povo. Que os maçons, principalmente os do grau 18 devemos combater acerrimamente,  lutando sempre em prol da defesa dos oprimidos ;  que sejamos fortes como os irmãos Batista Sugardo, Maurício de Lacerda, Isidoro Dias Lopes, Adolfo Bergamin  e  tantos outros. A oratória  foi  do irmão José Vieira da Rocha e o Grande Secretário foi  Faustino Davi da Costa.

Um mês depois, em 16 de novembro de 1926,  um manifesto espírita chega ao capítulo,  pedindo óbolo e é atendido. Informa-se sobre os planos de alguns irmãos cogitando sobre a fundação de um albergue. Fale-se em adquirir um imóvel com esta finalidade. O dinheiro até então arrecadado para esta finalidade foi doado à Loja base que era entidade beneficente.

Em 1928,  a 02 de agosto, o Poderoso irmão Alfredo Doux, o grande pacificador  e  delegado do Grão Mestre em Barbacena, fala em manutenção do rito e faz sentir aos irmãos a necessidade de comparecerem às sessões em trajes que coadunem com a sublimidade da cerimônia. Laurindo Claro Boa Morte foi grande timoneiro no capítulo e seu neto e bisnetos  hoje seguem  seus passos e isto muito nos honra.

O primeiro livro de atas do Capítulo, aberto em 9 de junho de 1897, termina em 18 de outubro de 1928.

Novo salto no tempo  e estamos em 1960. Inumeráveis irmãos passaram pela administração do Capítulo, mas marcou época o trabalho do irmão, José Elpídio Alevato,  preparando   terreno para seu grande sucessor, o inigualável Irmão Carlos Mário Lacerda da Cruz Machado. Não se sabe por que motivo muitas atas da Loja de Perfeição foram lançadas no livro de atas do Capítulo pelo irmão Professor Joaquim Lopes dos Santos Neto, Grande Secretário. Assim é que, em 26 de março de 1960, ele informa que houve aplausos  dirigidos  ao  novo Aterzata  do Capítulo irmão Carlos Mário Cruz Machado que deu muito de seus esforços para inaugurar, no dia 25 de março de 1960, a nova Câmara do meio. Houve na época uma moção de reconhecimento pelo muito que fez a excelentíssima  senhora nossa cunhada Maria Luiza da Cruz Machado confeccionando os paramentos da referida câmara do meio. Ficou registrando também que, na Administração do irmão Cruz Machado, aumentou-se o patrimônio e as alfaias da Oficina, do Capítulo e dos graus intermediários. Em 1961, vítima de perseguições que não nos cabe aqui citar, forças tendenciosas  tentaram uma transferência do irmão Cruz Machado para outra cidade. Protestos foram lavrados em ata, tendo os irmãos Joaquim Santos e o saudoso Irmão Chedid Ede protestado violentamente.  Em 1962, em 17 de dezembro, o irmão Cruz Machado comenta sobre desastres que enlutaram nosso País na antevéspera do natal causando sofrimento tantas famílias. Reeleito sempre por aclamação, em 1965, o Atersata  Cruz Machado cria um fundo pecuniário para organização da Secretaria do Capítulo e o irmão Salim Dau Said faz a oferta de Cr$10.000,00 (dez mil cruzeiros),  seguido por outros irmãos.

Entre 1965 a 1972 passaram pela administração do Capítulo irmãos de grande importância ,  dentre eles Paulo Farneze , Airton Muniz de Carvalho , Jacy Caldas,  Bianor Malta, Paulo da Silva Fortes e muitos outros. Em 05 de junho de 1970,  o Capítulo discutiu acirradamente a questão da obrigatoriedade de frequência na loja base como necessidade para se atingir os graus filosóficos. Nesta mesma data, eram recebidos cavaleiros Rosacruz nossos queridos irmãos Benedito Caldeira de Moraes, Honório José Franco, José Germano Junqueira , Lineu de Lima Castelo, Olavo  Machado  Brandão, Luiz Garcia de  Moraes e Walter Eduardo Hertel . Trabalhando na Secretaria lá se encontravam os inesquecíveis  irmãos  Diaulas e Oscar da Rocha Hertel. A batuta do maestro João Ferreira dos Reis comandava os destinos da Loja base, mantendo a grande sintonia em prol da maçonaria barbacenense, ele  era Venerável da Loja base  e Grande orador do Capítulo.

Cometeríamos grande injustiça se não mencionássemos o trabalho do poderoso irmão Jayme Lopes, doutrinador de primeira linha, Atersata e grande mestre de cerimônias.

Longe do nosso convívio, foi residir em Uberaba  o poderosíssimo irmão Manoel Paes,  Delegado litúrgico por muitos anos em nossa região.

Montando a grande Loja e discutindo maçonaria na pátria celeste, deve ser também homenageado o poderosíssimo  irmão delegado litúrgico Abdon de Sá Carneiro. Reconheça o Grande Arquiteto do Universo o trabalho maçônico deixado por ele e o acolha com piedade. Este irmão legou seu trabalho não só à Regeneração como também foi o fundador  importante Loja Maçônica de Barbacena, a nossa có-irmã  Fraternitat et Justitiae.

De 30 de maio de 1929 a 27 de maio de 1972 foram lavrados os registros no livro de atas n°2.

Na sessão realizada em 28 de janeiro de 1971 ficou deliberado que o sublime Capítulo deveria, a partir daquela data, reunir-se sempre na última segunda-feira do mês,  após a ordem do dia da loja base. Ficou também deliberado que quando houvesse exaltação ao grau 18, a loja base cederia a sessão ordinária para a reunião do Capítulo.  Fizeram uso da palavra os irmãos Ely Gonçalves de Faria, Paulo da Silva  Fortes e Manoel Paes de Oliveira. Posta em votação a proposta foi ela aprovada por unanimidade. Aos veneráveis que cumpriram esta determinação  o reconhecimento e a certeza de que foram fiéis a uma deliberação do Capítulo, ainda não revogada.

De 1972 até nossos dias,  a história contemporânea do capítulo não difere do passado, O filosofismo jamais deixou de ser a preocupação dos irmãos de Barbacena. Na década de 80,  os irmãos Epaminondas Souza Costa e Leonardo Vieira Peret traduziram do espanhol os rituais dos graus intermediários e vários irmãos puderam estudá-los. Novas alfaias foram adquiridas  tanto para a Loja base como para as filosóficas na Administração do irmão Leonardo Vieira Peret.

 O Capítulo Regeneração Barbacenense nunca deixou de juntar os cavaleiros  Rosacruz  em volta da mesa da ceia na quinta-feira de Endoenças. Ao lado da Loja de Perfeição XIV de junho, hoje rebatizada de Loja de Perfeição Leonardo Vieira  Peret, do  Conselho de Kadosch Laurindo Claro Boa Morte  e do Consistório,   o filosofismo se impôs  como fonte de estudo e formação humanística do iniciado maçom. Abrigado sob as asas do pelicano e espalhando virtudes o antigo Capítulo Regeneração Barbacenense dos anos idos fez e continuará fazendo história.

Quando nossa capital, Belo Horizonte, acolhe maçons de todo o Brasil para proclamar festivamente o tricentenário da maçonaria especulativa;

Quando a  Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, o Grande Oriente do Brasil  e  o Grande Oriente de Minas Gerais( COMAB)  se irmanam no combate à corrupção  na Pátria de Caxias e de Tiradentes;

Quando os irmãos, armados cavaleiros Rosa-Cruz, de pé e à ordem, no Capítulo Regeneração Barbacenense, reverenciam o passado.

É hora de Barbacena dizer obrigado à sagrada maçonaria pelos 122  (cento e vinte e dois)  anos de instalação da Loja Regeneração Barbacenense e 120 ( cento e vinte)  anos de seu Capítulo.

Que o Supremo árbitro do mundo nos guie e ilumine com Fé, Esperança e Caridade..                    

Barbacena, 09 de junho de 2017…

GERALDO RIBEIRO DA FONSECA M.M. 33 Atersata.

Hoje em Barbacena, temos:

Loja Maçônica “Cavaleiros da Inconfidência”
Rod. BR 040, KM 699,3 – Passarinhos – Caixa Postal: 175 CEP 36.200-970
Rito Brasileiro                | Potência: GOB                           | Fundação: 30/03/1997
Dia da Reunião: Terça-Feira                         | Horário: 19H30M
E-mail: arlsci3080@gmail.com
Site: cavaleirosdainconfidencia.webnode.com.pt/


Loja Maçônica “Epaminondas Souza Costa”
Rua Antônio Lourenço da Silva, 341 – Serra Verde – 36.200-688 – Caixa Postal 12 – CEP 36.200-970.
Rito Brasileiro                | Potência: GOMG – COMAB       | Fundação: 05/06/2009
Dia da Reunião: Quinta-Feira                       | Horário: 19H30M
E-mail: l.m.epaminondas@hotmail.com
Site:


Loja Maçônica “Estrela Serena”
Av. dos Tecelões, 271 – Andorinhas – Caixa Postal: 344 – CEP: 36.200-970
Rito de York                | Potência: GOMG – COMAB       | Fundação: 12/09/2002
Dia da Reunião: 1ª e 3ª Segunda-Feira do mês                Horário: 20H
E-mail: estrelaserena232@gmail.com
Site:


Loja Maçônica “Fraternitate et Justitia”
Rua Antônio Lourenço da Silva, 341 – Serra Verde – 36.200-688 – Caixa Postal 262 – CEP 36.200-970.
Rito Adonhiramita                | Potência: GOB       | Fundação: 19/08/1993
Dia da Reunião: Sexta-Feira                       | Horário: 19H30M 
E-mail: lmfj2748@hotmail.com
Site:


Loja Maçônica “Luz das Vertentes”
Rua Castelo Branco, 81 , Santa Tereza II – CEP: 36.201-070 – Caixa Posta 111 – CEP 36.200-970
Rito Brasileiro                | Potência: GOMG – COMAB       | Fundação: 21/04/1983
Dia da Reunião: Quinta-Feira (exceto a primeira de cada mês)  | Horário: 19H30M 
E-mail: luzdasvertentes@gmail.com 
Site:


Loja Maçônica “Portal da Mantiqueira”
Rua Antônio Camilo de Souza, 115 – São Jorge – Cep: 36.202-829 – Caixa Postal 485 – CEP: 36.200-970
R. E. A. A.                | Potência:GLMMG         | Fundação: 30/03/1989
Dia da Reunião: Terça-Feira                       | Horário: 19H30M 
E-mail: franciscosantan@gmail.com 
Site: www.portaldamantiqueira.org.br


Loja Maçônica “Regeneração Barbacenense”
Av. Bias Fortes, 44, Centro – Cep: 36.200-068 – Caixa Postal 13 – CEP: 36.200-970
R. E. A. A.                | Potência:GLMMG       | Fundação: 14/16/1895
Dia da ReuniãoSegunda-Feira (Exceto a última do mês)      | Horário: 19H30M 
E-mail: regeneracaobarbacenense.317@gmail.com – regeneracaobarbacenense@glmmg.com.br
Site: 

 

 

Elton Belo Reis
abril 14, 2017

A imprensa em Barbacena de 1744 até os dias atuais…

A imprensa em Barbacena.

No dia 4 de janeiro a criação da primeira tipografia brasileira em Salvador na Bahia em 1808. Porém, a impressão era proibida no Brasil que era colônia de Portugal. A Coroa Portuguesa deixava o país às cegas’ para dominar os brasileiros por completo. Contudo, a primeira tipografia do Brasil foi criada na ilegalidade. A imprensa oficial veio naquele mesmo ano, com a vinda da Coroa de Portugal, fugida das tropas de Napoleão que rumavam para invadir o país.  Foi apenas em 1808, 400 anos após a invenção de Guttemberg dos prelos da prensa, que o Brasil começou a publicar seus próprios livros e periódicos. Não existia “produção intelectual” no país devido à proibição de Portugal. As únicas produções eram ilegais e rústicas. Sem delongas, conclui-se que foi de extrema relevância, o pioneirismo de Hipólito da Costa, Manuel da Silva Serva, e D. João VI, na história da imprensa no Brasil; contribuindo para a construção da memória social do Brasil..

19 de janeiro de 1822 extinta a censura da imprensa e surge a regulamentação da liberdade de imprensa no Brasil. Jose Bonifácio de Andrada e Silva, Ministro do Reino desfechou o golpe na censura prévia…

Barbacena, não poderia ficar fora do contexto desta historia possuiu e possui até o presente momento órgãos de noticias escritos por celebridades intelectuais, homens e mulheres que deixaram um legado escrito, que retratam ocorridos em épocas em que o tempo voraz atua.

  • Uma das primeiras publicações que temos noticias em nossa Barbacena foi em torno de 1744, um edital afixado possivelmente próximo a Cruz fixada no local demarcado para a construção da Capela da Matriz de Nossa Senhora da Piedade, ( Período em que uniam para construir a primeira etapa da Capela da Igreja Nova do Arraial da Borda do Campo). Este edital convocava a população a tratar do processo de demarcação das terras da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade. Em despacho de 09 de maio de 1744, o Governador Gomes Freire de Andrade mandou desenhar a planta do futuro Arraial. Publicou-se então edital convocando os interessados em construir em torno da nova igreja. Os primeiros a manifestarem seu interesse foram: Antônio da Costa Nogueira, Jacob Dias de Carvalho, João Calheiros de Araújo, Tomás da Silva, João Silva Pereira, João de Faria, Manoel Ferreira Valente, José Pinto Reys e Estevam dos Reis Motta, este último dono da sesmaria onde se ergueu a Igreja Nova.
  • imprensa e

A Imprensa sobreviveu ao tempo, as censuras, as restrições e perseguições em todos os períodos desde Regência e Império, a nova Republica, a velha Republica, a ditadura, a pré-democracia, a democracia e a fase contemporânea ou atual. Vários de nossos jornais estão conservados na Hemeroteca Nacional bem como no Arquivo Publico Mineiro e muitos já se perderam no tempo, não temos o prazer de pesquisar devido estarem perdidos ou mesmo já terem sido dizimados de arquivos. Existe no Arquivo Publico de nossa cidade, várias edições de o Sericicultor, que poderiam ser digitalizados para evitarmos sua deterioração. Há de se convir, que a nova modalidade de informações são virtuais. Vamos aos fatos registrados na historia da Imprensa em Barbacena:

imprensa

  • Em 14 de maio de 1836 nascia o Parahybuna, redigido por um Padre, Justiniano da Cunha Pereira, Jornal confeccionado nas residências dos Senhores João Gualberto Teixeira de Carvalho e José Bento da Costa e Azedias ( na Praça da Alegria numero 5) na Villa de Barbacena. Este Jornal seguia a mesma linha de pensamento do Regente Feijó e opunha diretamente com as idéias e ideais como o Jornal de São João Del Rey (O Astro de Minas).
  •  paraibuna a O Parahybuna em 1837-
  • Posteriormente veio o Jornal O Echo da Rasão, nada mais e nada menos do que editado por Camilo Ferreira Armond ( o nosso Conde de Prados) em 1840. A edição ficava no Largo da Câmara numero 15 na Villa de Barbacena com a circulação semanal. Era da Sociedade Typographica.
  • echo da rasao
  • Posteriormente chegou o Esplenético dos Irmãos Teixeira de Carvalho.
  • Já em 1880 chegou o Jornal o Clima.
  • Um ano depois Guilherme Lopes funda a Gazeta Barbacenense.
  • Já em 1881 chega o Mequetreffe, que foi criado pelo mesmo grupo da Gazeta Barbacenense, 1881 no Rio de Janeiro, Tipografia Hildebrandt na Rua da Ajuda numero 31 em 1886 surge um Jornal com o mesmo nome em Maceió AL.
  • Já em 14 de fevereiro de 1886, através da “Associação Jornalística de Barbacena”, funda-se o Correio de Barbacena.
  • No dia 12 de julho do mesmo ano nasce o Jornal O Mineiro, de propriedade e edição de Joviano e Lino Marques, a tipografia era no Largo da Câmara numero 6.Jornal que propagava a causa Republicana, apontando em sua pagina inicial a adesão de novos republicanos barbacenenses e da região. Já existia com o mesmo nome em Ouro Preto em 1833, no Sul de Minas 1875 de caráter liberal, bem como em Juiz de Fora em 1876 e imparcial em Uberaba em 1881.
  • Nasceram mais cinco jornais em Barbacena. Em 26 de fevereiro de 1888, surgia o jornal  Nobre Barbacena, o primeiro jornal de distribuição gratuita da cidade.
  • Em 1889, três jornais foram criados. O Popular, de Matos & Bittencourt.
  • A Revolta, de Adolfo Rodrigues da Costa, em 14 de julho.
  • A Vespa, de Olintho Magalhães e Adolpho Rodrigues de Souza. Localizamos um Jornal com o mesmo nome em Maroim SE de caráter critico e noticioso em 1892.

Vejam que jornais estavam aflorando de pouco a pouco em todo o Brasil e em nosso estado em apenas poucos lugares, a contar do principal “Minas Gerais” que teve a sua primeira publicação em 13 de outubro de 1823 bem posterior a entrada da Corte no Brasil em 1808. Não se podia admitir a imprensa nas Colônias portuguesas, quando mal se consentia na metrópole. Sabe-se que Gomes Freire de Andrade inaugurou uma typographia no Rio de Janeiro de 1747 e proibido por carta Régia sob pena de prisão o descumprimento desta lei. Em Pernambuco em 1707 a Policia Política extinguiu uma typograpia furtiva. Mas com a entrada do Príncipe Regente, logo a 13 de maio de 1808 por decreto Régio instituiu a impressão Regia, autorizando a Secretaria do Estado de Negócios Estrangeiros e da Guerra, autorizando a impressão a papeis diplomáticos e todas as obras autorizadas por esta secretaria, toda a escrita passava por censuras.

Pelo que podemos observar Barbacena foi um celeiro de idéias e ideais em produzir estes históricos jornais, 28 anos após a permissão Régia nossa então Villa produzia e tinha suas próprias tipografias, geralmente administrada por personalidades de influencia e politica.

  • O Jornal Minas Gerais, vive um período de imprensa informativa e literária.
  • No que se diz ao publicismo Republicano, Juiz de Fora que havia emancipado de Barbacena em 1850 e foi o principal centro de noticias bem antes de toda a nossa região.
  • A Gazeta de Barbacena em 1882 propriedade de Jozé Antonio de Oliveira Vargas, propagação duas vezes por semana, não se envolvia em politica e nem o que envolva a vida privada.
  • imprensa d
  • O Correio de Barbacena, em 1886, tinha a Typographia na Rua do Barro Preto, com edição uma vez por semana. Era propriedade da Associação Jornalística de Barbacena, redator principal Frederico Salgado.
  • imprensa c
  • Barbacena inicia sua fase deste modo noticioso com o Jornal O Bandolim, um semanário literário de Gomes e Bitencourt em 1890. Não conseguimos localizar onde funcionava a tipografia, porem bem diversificado, com charadas, contos e causos. Em Juiz de Fora existiu um Jornal com o mesmo nome em 1895.
  • Em 1891 O Léste de Minas, pertencente ao ramo da família Andrada que vive em nossa região, sendo este o primeiro de muitos outros periódicos escritos por pensadores desta família como Dr. Martim Francisco Duarte de Andrada com ajuda de Vicente Barreiros. Bem diversificado o Jornal, noticioso regional, poesias do Padre Mestre Correia de Almeida, propagandas. O escriptorio e Ophicina funcionava a Rua 15 de novembro numero 31. Fazia parte de uma Associação Comanditária.
  • Já em 1893 aparece A Folha de Francisco Mendes Pimentel. Este jornal ressurgiu 5 anos mais tarde mas com apoio da família Andrada. Não encontrei nem um exemplar deste Jornal, localizei no Rio de Janeiro em 1880 com a tipografia a Rua Uruguaiana, 43.
  • Neste mesmo dia nasceu a revista O MENSAL de Alberto Delphino e Leon Renault. Jornal com apresentação na página inicial de desenhos por Alberto Delphino (que foi professor do Gimnasio Mineiro de Desenho). A tipografia a Mattoso em Juiz de Fora a Rua do Comercio 46. Acredito que era produzido fora de Barbacena devido aos recursos gráficos, muitos desenhos produzidos por A. Delphino.
  • jornal o mensal de barbacenaO Mensal (Jornal ilustrado).
  • Em 1890 surge Almanach do Município de Barbacena até 1899. Expõe em riqueza de detalhes descrição de Ruas, Praças, Industrias e Comércios locais e propagandas e senso populacional da cidade de Barbacena e região.
  • Em 1898 publica-se o Almanach Municipal de Barbacena, dando segmento ao Almanach do Municipio de Barbacena, apresenta detalhes de Barbacena bem como a estrutura de nossa cidade e população, indústria e comercio, no mesmo caráter do anterior.
  • Já em, 1898 nasce o periódico que perdurará por muitos anos, CIDADE DE BARBACENA de Emilio Gonçalves Junior que encerrou suas atividades em 1993.
  • CIDADE DE BARBACENA A
  • Após este brilhante jornal vem A Lavoura em 1898 Jornal da família Andrada editado por Gabriel Bitencourt. A tipografia situava a Rua Tiradentes,41. Localizei também com o mesmo titulo o Jornal em Carangola MG em 1890, em 1893 em Araxá MG.
  • Cristiano Canedo e Hugo Braga, criam O RUBII. Não conseguimos localizar nem um exemplar.
  • No ano de, 1900 O REBATE veio no ano subsequente e teve apenas 4 edições. Localizamos em Villa do Campo Gerais edições com o mesmo nome do nosso Jornal em 1909.
  • Posteriormente vem Forja, do Clube Bernardo Guimarães.
  • O Boi, de Carlos Benjamin Gonçalves e Jerônimo Jardim.
  • Em 1901, é a vez de A Lágrima, de João Rodrigues de Souza.
  • Em 1903, é publicado A Faísca, de José Abranches Júnior e Costa Júnior. Localizamos exemplares com o mesmo nome em Alagoas em 1896.
  • Também em 1903 surge O Planalto de Minas, de José Thomaz de Castro.
  • Em 1906, surge O Sericicultor, ligado à Sericícola de Barbacena – a primeira extratora de seda natural do Brasil – e editado por Amilcar Savassi.
  • Neste mesmo ano, surge O Diabo, de Manuel Martins da Costa Júnior e Alberto Delpino, que começou como jornal, mas se transformou em revista em 1907. Em 1895 existiu com o mesmo nome no Ceará e na Bahia em 1889.
  • Em 1908, Barbacena ganha mais três jornais:
  • O Rival, de Otávio de Castro Costa e Durval Dias Moreira, que durou 29 dias;
  • Anthelio.
  • Lotus de João Campos, Hugo Braga e Epaminondas Alvim.
  • Em 1909, surge o Papyrus, um jornal com viés humorístico. Encontrei no Rio de Janeiro em 1898 um Jornal com o mesmo nome.
  • O italiano Paulo Benedetti, cineasta resolve, então, ir para Barbacena (MG) em 1910, tornando-se proprietário do Cinema Mineiro. Além de exibidor, realizava atualidades através de sua outra empresa, a Opera Filme, para projetar no seu cinema. Cria e registra, em 1912, a patente do Sistema Cinemetrofonia, um aparelho que sincroniza o som com o filme na tela. O filme Uma Transformista Original, de 1915, era todo cantado e mais da metade sincronizado com um fonógrafo e uma orquestra. Após encerrar as atividades da Opera Filme em Barbacena, Paulo Benedetti pega um trem com sua família e parte em direção à Capital Federal, o Rio de Janeiro, em 1917.
  • Paulo-BenedettiPaulo Benedetti (Cineasta italiano que morou em Barbacena)
  • Em 1910, o padre Sinfrônio de Castro cria A Folha. Encontrei no Rio de Janeiro em 1880 um Jornal com o mesmo nome. Em 1911, são lançados A Época, de Waldemiro Muzzi Machado e Francisco de Castro Neto (Encontrei em Rio Preto um Jornal com o mesmo nome em 1880, em 1888 no Rio de Janeiro bem como outro na mesma cidade carioca em 1912 e 1902 em São Paulo).
  • Também em 1910 O Prego, de Octavio Migon. Em 1896 existiu no Rio de Janeiro com o mesmo nome, mas curiosamente escrito com grafia a mão.
  • Em 1913, Barbacena ganha uma série de periódicos, como o Iris Cinema, de Castro & Cia, Estilhaço, de Paulo Gonçalves, Adhemar Souza e Waldemar Mendonça, A Espoleta, de João Navarro Júnior, O Commércio, do Partido Revolucionário Conservador, Atxe! Chiba!, A Noite e A Liberdade.
  • Em 1914, é fundado O Avacalhado, de Francisco José de Oliveira Leite.
  • Em 1915, três jornais são criados na cidade: O Parafuso; O Arauto; Jornal de Minas. (em Ouro Preto em 1890 e São Joao Del Rei em 1970)e o jornal O arauto, existe uma edição na cidade de Rio Novo MG de 1897.
  • No dia 22 de julho, Honório Armond fez um jornal falado no Cinema Mineiro, nos moldes de uma revista eletrônica.
  • HONORIO ARMONDHonório Armond.
  • Em 1916, é instituído A Serrana .(de Juiz de Fora em 1891)
  • Em 1917, Paulo Emílio Gonçalves cria o Diário da Manhã.
  • imprensa b

Em 1917 ocorre uma crise nas tipografias, pois faltam papeis para impressão em Barbacena, inicia-se o rodizio das edições de Jornais..

  • Em 1918, foram criados os jornais e a revista A Sogra, de O. Mendonça e A Serraninha, de João Navarro.
  • O jornal O Arranca-Tôco surge em 1919 a publicação, de caráter humorístico, dizia que sua redação ficava no “meio do mundo” e que o redator era “não é da sua conta”.
  • 1919 Maria Lacerda de Moura, lança o livro Renovação em Barbacena.
  • maria lacerda

    Maria Lacerda de Moura

  • Em 1920, surge mais um jornal de caráter irônico em sua apresentação. O Knout dizia que sua redação e gerência eram situadas “lá em casa”, os redatores eram “nós quatro” e a tiragem, de 150 mil exemplares.
  • Também em 1920 nasce a Folha de Minas, de Nélson de Castro.
  • A Montanha começa a circular em 1921.
  • No mesmo ano, surge A Ordem. (Encontrado com o mesmo nome em 1889 em Ouro Preto, 1842 em São João Del Rei, Montes Claros 1922).
  • O jornal A Liberdade é relançado em duas datas de 1921: em 22 de maio e 5 de novembro. Em maio, o jornal era dirigido por Luiz Martins Teixeira, que faria parte da redação em novembro. Neste mês, a publicação se transformaria no órgão do comitê barbacenense pró-Nilo Seabra.
  • Em 1922, Barbacena ganhou três novos periódicos. O Via-Lucis, da Sociedade Literária do Colégio Militar de Barbacena), possuía em seu corpo editorial Carlos Guedes, um dos líderes do Golpe Militar de 1964. Os ginasianos lançaram A Caveira e, no dia 27 de novembro, foi lançado O Astral 
  • Em 1923, foi lançado o Apollo Jornal, do Cine Teatro Apollo, de Piacesi. O Jornal de Barbacena possuía ligações com as famílias Andrada e Bias Fortes, que, até então, não eram rivais e entra em cena em 1924.Aroldo Piacesi foi um empresário italiano nascido em 1881. Fundou, em 12 de agosto de 1923, o Cine-Theatro Apollo, na cidade de Barbacena (MG). Juntamente com sua esposa, a também italiana Ines Piacesi (1883-1981), empreendeu não só na área cineatpográfica como também editou o Apolo Jornal (um periódico sobre cinema) e o Rubicon (sobre moda, amenidades e ideologia italiana, então dominante em política). Faleceu no ano de 1954.
  • aroldo Piacesi
  • No mesmo ano, é publicada a primeira edição de O Alfinete.
  • Cine-Jornal, Myosotis e O Tico Tico, de Paulinho Gonçalves.
  • Em 1925, apenas um jornal foi criado em Barbacena: O Minaz, por Francisco Moura.
  • O mesmo aconteceu em 1926, quando o Olympic Clube criou o Olympic
  • Em 1927, Paulinho Gonçalves cria O Gafanhoto, que é o menor jornal de Barbacena. Ainda neste ano, no dia 11 de setembro, é lançado O Cascabulho. (Encontramos um Jornal no Rio Grande do Norte de 1888 com o mesmo nome).
  • Dois jornais são criados em 1928: A Ronda, de Miguel Sales, (Encontrado um Jornal com o mesmo titulo em 1891 em Pernambuco) e Gazeta Gymnasial. Curiosamente, este não possui ligações com instituições de ensino.
  • Em 1929, o Jornal de Minas é relançado por Nelson de Castro. Durante a República Velha, surgiram dez jornais produzidos por estudantes em escolas. (com o mesmo titulo em São Joao Del Rei em 1971 e 1890 em Ouro Preto).
  • RADIOPrimeira transmissão de radio no Brasil 7 setembro de 1922.
  • A fase da grande imprensa em Minas Gerais começou a partir de 1927, com o aparecimento do Diário da Manhã, publicação belohorizontina, “considerada a primeira grande empresa jornalística do Estado”. A cidade de Barbacena inicia essa transformação dos jornais em corporações somente três anos mais tarde do que a capital, em 1930, durante e Era Vargas. Naquele ano, a imprensa de Barbacena ganhou apenas um jornal: o Jornal Revolucionário, da 4ª Região Militar Revolucionária, de 6 a 29 de outubro.
  • Em 1931, surge O Grito. Olímpio do Prado Júnior e Osvaldo Paulucci lançam, em 1932, O BemTe-Vi.
  • O Fantoche, de Anuar Fares foi lançado em 1933. No mesmo ano, foram distribuídos mais dois jornais: A Rebatida e O Grêmio.
  • Em 1934, surgem quatro jornais: O Clarim, de Olímpio do Prado Júnior; A Imprensa, da Paróquia de Barbacena; A Alvorada e Nova Era, que possuía uma vertente Social-Trabalhista.
  • Outros três jornais foram criados em 1935: Arauto, com vertente Social Trabalhista; O Rubicon, “um órgão recreativo, noticioso […] filosófico e teimoso”, de  Inês Piacesi era imigrante italiana e usava O Rubicon para disseminar ideias pró-fascismo e pró-integralismo. Documentos disponíveis no Arquivo Público Mineiro (2013) mostram a ligação de Inês com a doutrina de Plínio Salgado. Ainda no Arquivo Público Mineiro, é possível encontrar um recorte do jornal A Nação, do Integralismo, mostrando a participação de Piacesi em um golpe de estado contra Getúlio Vargas e a tentativa de golpe foi rapidamente desmantelada pelo Estado Novo. Ines Piacesi (Sol. Piergentile) nasceu em 1895,casou Aroldo Piacesi em em 1912, com 17 anos em Barbacena MG. Eles tiveram 13 filhos.
  • o rubiconines piacesiInês Piacesi.
  • O Periquito, do Villa do Carmo F.C entra em operação em 1935.
  • Dois anos depois outros dois jornais são lançados: O Atalaia pertencia, inicialmente, à Escola  Juvenil Aula de Iracema, do Grupo Espírita Astral Paraiso do Bem e, posteriormente, se transformou em órgão da Consciência Livre;
  • ASTRAL

    Zezinho Abrantes

    Um dos Fundadores Zezinho Abrantes e sua inseparável máquina fotográfica.

  • O Nacionalista, do Partido Nacionalista.
  • O Correio Mineiro, de Alberto Augusto da Silva nasce em 1941 e, cinco anos depois, entram em circulação
  • O Abacaxi, de Manuelzinho Almeida, e Olimpic-Jornal.
  • Em 1947 é lançado A Trombeta.
  • O único número de Expedicionário circulou em 1948. Este jornal defendia a criação de um movimento aos expedicionários na cidade.
  • No mesmo ano, surge A Voz do Povo, de duração efêmera. Ainda em 1948, mais um jornal é criado em Barbacena: Vanguarda Mineira, do Centro Cultural do Livro.
  • O ano de 1949 foi marcado pelo surgimento de dois jornais de duração efêmera: A Gleba, do Centro Social Hamilton Navarro, e A Gazeta do Natal.
  • TV Primeira transmissão de tv no Brasil foi em 18 de setembro de 1950.
  • Mais dois outros periódicos foram criados em 1950: a revista Senta a Pua, da EPCAR, e O Agricultor, da Semana do Agricultor da EAFB.
  • O Cidade de Barbacena Ilustrada, da Gráfica Cidade de Barbacena, foi lançado em julho de 1952, ao lado de Ação Salesiana e O Diretor.
  • Dois anos após surge o jornal Correio da Serra, de José Bonifácio Lafayette de Andrada, e ligado à União Democrática Nacional. É o jornal mais antigo em circulação atualmente na cidade. Segundo de Bonifácio Andrada o Correio da Serra foi criado após os Andradas perderem apoio político do Cidade de Barbacena. Com esse prejuízo, os Andradas precisavam de um meio para disseminar sua mensagem aos barbacenenses e, daí, surgiu o Correio da Serra.
  • correio da serraJOSE BONIFACIO LAFAYETTE DE ANDRADAJosé Bonifácio Lafayette de Andrada.
  • Mais um jornal surgiu no mesmo ano: O Trole, que era mimeografado.
  • No governo de Getúlio Vargas foi muito rica para os jornais estudantis, principalmente em Barbacena. Nesta época foram criados 17 periódicos. Em alguns anos deste período, apenas publicações do tipo foram lançadas na cidade. A Era Vargas marcou o rompimento das relações entre Andradas e Bias Fortes, criando uma das maiores rivalidades da história da política nacional. “Além disso, é importante mencionar a participação do escritor francês Georges Bernanos na história da imprensa barbacenense, já que, durante a Segunda Guerra Mundial, ele era correspondente da britânica BBC quando morava na cidade”. Seus textos foram muito importantes para a disseminação de ideias do movimento França Livre, encabeçado por Charles De Gaulle, para libertar a França das forças nazistas.
  • Cinco novos jornais entram em operação em Barbacena.
  • Em 1955: O Vicentino, O Idealista, O Crocodilo, A Onda e O Sino de São José.
  • Em 1956, surgem a terceira fase de A Alvorada e a Olympic Revista.
  • Em 1957, é lançado Sentinela.
  • Um ano depois são criados mais dois periódicos: o Nova Rota e Albatroz. O ano de 1959 é rico para a imprensa barbacenense, com o surgimento de cinco periódicos: O Jacaré, O Sputnik, Boletim do Rotary Club de Barbacena, Tribuna da Montanha, da Organização Jornalística Intermunicipal, e Vida Esportiva.
  • A década de 1960 começa com a criação de quatro jornais: O Barbacenense, da Divulgadora Mineira; Leão da Mantiqueira; O Diário da Cidade; e Clube Sávio.
  • Em 1961, são lançados o Família Paroquial – FAMPAR, da Matriz São Sebastião, e a terceira fase do Correio Mineiro.
  • Em 1962, surgem O Reflexo e Eadeano.
  • O ano seguinte traz O Eco, O Cooperador, O Torpedo, O Barquinho e A Voz da UESB, dos estudantes secundários de Barbacena. Ditadura Logo no primeiro mês da ditadura militar.
  • Em abril de 1964, Barbacena ganha um novo jornal: Mocidade Luz, do Colégio Embaixador José Bonifácio. No mesmo ano, em agosto, surge O Sândalo.
  • Outros dois periódicos na cidade no ano seguinte: Luzes da Cidade, da Sedla Publicidade, e Spartacus, focado na vida esportiva de Barbacena.
  • A Voz da Juventude começa a circular em 1966, tendo como redatores “Os Estudantes”. No mesmo ano, são lançados: O Cabangu, Flash, uma revista focada no colunismo social, a segunda fase de Abelha, e Sentinela da Mantiqueira, do 9º BPM.
  • Em 1968, foram criados Ultimato, um jornal da Igreja Presbiteriana que deixou Barbacena e é publicado atualmente em Viçosa (MG), e Trole-Gazeta.
  • Em 1969, foram criados cinco jornais: Katimba (esportivo), Impacto, Encontro, Voz da Padroeira e o Jornal do Poste. O Jornal do Poste barbacenense é uma filial da mesma publicação de São João del-Rei (MG), fundada por João Lobosque Neto onze anos antes, em 1958.
  • Os periódicos CDL e o Boletim do Rotary Club entram em circulação em 1970.
  • No ano seguinte, é a vez de Catequese Popular e Samural.
  • internet_1
  • Em 1972, são lançados apenas boletins informativos: O ABCD, da Associação Barbacenense de Cirurgiões dentistas, Jufe, Serra Clube de Barbacena e Informativo, da Delegacia de Ensino de Barbacena.
  • O mesmo fenômeno ocorrido em 1972 também acontece de 1973 a outubro de 1975. Neste período, foram instituídos sete boletins informativos. Barbacena volta a ganhar um periódico noticioso, em 1975, o Informações Compactas. No ano seguinte, o fenômeno dos boletins informativos volta e permanece até o fim de 1977. Durante essa faixa de tempo, foram lançadas seis publicações, dentre elas o English Language Institute Newspaper, que foi o primeiro periódico publicado em língua inglesa na cidade.
  • Em 1978, novos periódicos noticiosos são criados na cidade. O primeiro foi Sociedade em Revista, do Jornal do Poste, seguido por RB Tribuna, da Rádio Barbacena, o Jornal da Mantiqueira, J. M. Informativo, SETA, Painel da Penha, Boletim Mensal do Rotary Club, Darysinho, Tribo-Nau e Folha Sindical.
  • Quatro novos periódicos foram criados em 1979: PROSA – Profilaxia e Saneamento, O Cometa, Revista da FUPAC e Mantiqueira.
  • O ano de 1980 começa com a criação de um periódico: o Correio Mineiro, em sua quarta fase, em janeiro. Boletim do Pronaos Rosacruz Barbacena Amorc O Arauto no mesmo ano, surgem os jornais: Nosso Estado, A Época e Clima, da Clínica Mantiqueira.
  • Em 1983, nasce apenas uma publicação, o MACRI, ligado à Paróquia de Santo Antônio.
  • Em 1984, são criados Alternativa, da FHEMIG, Jornal da Medicina, a segunda fase do Impacto, Tribuna da Mantiqueira, de Jean Claude Garreau, a quarta fase do A Folha, da família Andrada, e a revista Em Tempo.
  • No ano da redemocratização do Brasil, 1985, Barbacena ganhou duas publicações: Jornal Novo Tempo e Unidade Médica.
  • Seis periódicos são lançados no ano seguinte: Jornal da Clínica Mantiqueira, Folha de Minas (periódico lançado em Conselheiro Lafaiete e Barbacena), Halley, Jornal da Amacors, a segunda fase do Jornal de Barbacena e Jornal da Acobasse.
  • Em 1987, surgem em Barbacena dois jornais com o mesmo nome: O Informativo. Um era publicação da prefeitura da cidade, de junho, e outro, do Clube dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar, em agosto. Ainda em agosto, o Folha de Minas – que fora lançado um ano antes – dá lugar ao Tribuna do Estado.
  • Em 1988, é criado apenas um periódico, o Jornal do Bar, que se descrevia como apartidário.
  • Dois novos jornais são veiculados no ano seguinte: o Jornal da Cidade e o Regional.
  • Cinco novos periódicos são constituídos em 1990: O Sesquicentenário, Folha de Barbacena, Último Ano, O Guardião e A Gazeta Comercial.
  • Em 1993, nasce o Barbacena, o Diário Oficial do Município, bem como o Jornal de Sábado, de Paulo Emílio Gonçalves, que substitui o Cidade de Barbacena,o Jornal de Sábado começou como um opositor a Hélio Costa e, anos mais tarde, acabou sendo financiado pelo ex-senador.
  • Em 1995, Hélio Costa e Ruth Esteves lançam o Jornal da Cidade.
  • barbacenaonline.com.br (1)
  • A primeira revista virtual de Barbacena, a Net@Rosas é criada em 1998.
  • A revista Mineirice surge um ano depois.
  • Em 2004, é lançado a Tribuna de Barbacena, de Leonardo Soltz.
  • Em 2005, é criado o Folha de Negócios, que inicialmente era gratuito. Em 2008, são publicados o Transparência, um jornal gratuito com caráter fiscalizador dos atos políticos, e o Expresso, de Diego Cobucci e Messias Thomaz.
  • Em 2009, surge a Nova Mídia.
  • Em 2010, nasce a edição barbacenense da revista Viva, de São João del-Rei.
  • Em 2011, é lançada a revista Sim! Magazine.
  • Em 2012, às vésperas da campanha eleitoral municipal, surge o Praça Pública, dos Andradas.
  • Cinema, Rádio, TV e Internet A indústria audiovisual em Barbacena começou em 1912, com o imigrante italiano Paulo Benedetti, que fundou a Opera Filme na cidade. Benedetti criou na cidade o Cinemetrófono, um filme especial que permitia a inserção de áudio na obra cinematográfica com sincronia entre som e imagem. Três anos depois, Benedetti faz o filme Uma Transformista Original, que está desaparecido, segundo a Cinemateca Nacional. De acordo com Boussinot (1980, p. 194), o filme é um dos mais importantes do mundo que foram produzidos durante 1915.
  • Após 36 anos da fundação da Opera Filme, Barbacena ganha a sua primeira rádio, a Rádio Barbacena, do grupo carioca Radinterior e fundada em 1948, às 11h15, conforme com o Projeto Radiodifusão, de Rogério Varandas.
  • Em 2004, a rádio transformou-se em Rádio Globo Barbacena e seu controle é uma joint-venture entre a família Bias Fortes e o Sistema Globo de Rádio.
  • radio globo
  • Em 1960, Ary Oliveira Cruz e Odon Cirilo dos Passos foram os responsáveis pelo primeiro sistema de retransmissão de TV em Barbacena, que recebia os sinais da TV Rio.
  • A Rádio Correio da Serra, dos Andradas começa a operar em 21 de janeiro.
  • correio da serra
  • Em 1985, é inaugurada a Rádio Sucesso FM, de Hélio Costa, que começa a despontar como uma terceira opção de liderança na política barbacenense, mas acaba se alinhando aos Bias Fortes.
  • A Rádio Sucesso foi a primeira emissora da cidade em Frequência Modulada.
  • A Rádio 104 FM é lançada dez anos depois, por meio da Fundação José Bonifácio Lafayette de Andrada (FUNJOB).
  • Em 2003, a 104 é fechada e dá lugar à Show FM, também de propriedade da FUNJOB. A Show FM sofre uma reestruturação em 1998 e passa a se chamar 93 FM. Desde então, a 93 FM e a Rádio Correio da Serra AM são controladas pelo Sistema Calmeto de Radiodifusão e Comunicações, porém não perderam a ligação com a família Andrada.
  • No mesmo ano começa a operar a Rádio Canção e Vida, da Arquidiocese de Mariana. Porém, ela foi fechada em 2000 pelo Ministério das Comunicações, por usar uma frequência comunitária. Barbacena possuiu apenas um canal de televisão, a TV Campos das Vertentes, pertencente à FUNJOB e lançada em 2000.
  • A emissora, afiliada à TV Cultura, abria um grande espaço para a programação local. Tal fato levou ao fechamento da emissora, pois não possuía autorização de geradora, apenas repetidora. O Ministério Público Federal, à época do fechamento, considerava que a emissora era usada pela família Andrada para propaganda eleitoral.
  • Além da experiência da Campos das Vertentes, Barbacena recebeu sucursais da TV Panorama (afiliada da Rede Globo nas regiões mineiras do Campos das Vertentes e Zona da Mata), em 1998 e nos anos 2000, e da TV Lafaiete, de Conselheiro Lafaiete, em 1999.
  • A internet comercial surge em Barbacena em 1995, através da Net-Rosas, de Maurício Barros. Três anos depois, em 1998, a empresa lança seu site, que continha a primeira revista virtual da cidade, a Net@Rosas.
  • netrosas
  • O WeBcena é lançado em 2000, sendo o primeiro portal da cidade. Em 2001, surge o Barbacena Online, de Ricardo Salim.
  • Dois anos depois é criado City10, da City Shop.
  • city10BLOG DO BORGES
  • Em 2005, é lançado o Barbacena News, de Cristóvam Abranches, com duração efêmera.
  • A TV Barbacena12, de Ricardo Rios, é lançada no ano seguinte.
  • Dois meses após o lançamento da TV Barbacena, Rios lança o Barbacena News, primeiro webcanal all-news da região do Campos das Vertentes. O Barbacena News é relançado em 2008.
  • No ano seguinte, são lançados o Mundo Mix, de Pedro Gurgel, e o mynextzone, de Ricardo Rios.
  • mundo mix
  • Em 2010, o Barbacena Notícias é criado por Gilmar Serafim. O site possui ligações com os Andradas e serve como um auxiliar ao Barbacena News, de Abranches.
  • Em 2012, é lançado o Vota Minas, de Maurício Lima, e o Click Barbacena.
  • Em 2013, surge o Rede Real e o
  • A TV Barbacena foi a primeira WebTV (televisão pela internet) da cidade e foi vencedora do Prêmio iBest 2008, na categoria Regional-MG.
  • Barbacena +, de Katia Cilene.
  • barbacena mais
  • Em 2017 o Jornal a Folha de Negócios recebe uma nova moldura como Folha de Barbacena, de Thiago Faria Pupo Nogueira, Marcelo Mauricio Miranda e Thiago de Souza Rossi. Neste mesmo ano e mês o sistema de Radiofusao AM recebe a contrato de migração para trabalhar em sistema FM.
  • LOGO-FOLHA-DE-BARBACENA
  • Fontes de Consultas:
  • Imprensa Nacional 1808 a 1908 – por Oliveira Bello – Redator do Diário Oficial – Rio de Janeiro 1908.
  • Imprensa em Barbacena: traços do percurso histórico
  • FIGUEIREDO, Ivan Vasconcelos (Mestre em Letras)
  • MONTEIRO, Ian Agostini dos Santos (Graduando)
  • CHAVES JÚNIOR, Mario Luiz de Sá Carneiro (Graduando)
  • VIANNA, Moema Lima (Graduando)
  • RIOS, Ricardo Matos de Araújo (Graduando)
  • ELISEU, Thallysson Alves Ferreira (Graduando)
  • Universidade Federal de São João del-Rei, São João del-Rei, MG
  • UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA FACULDADE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
  • Raquel Damasceno Gomes Sigaud Caetano
  • Barbacena: a cidade e o jogo político nas páginas dos jornais.
  • Dimas Soares Ferreira em Barbacena Mais. ESPECIAL DIA DA PADROEIRA – A história da Matriz de Nossa Senhora da Piedade.
Elton Belo Reis
abril 9, 2017

Cavaleiros Rosa Cruzes e endoenças…

loja maçonicaMaçons de todo o mundo se reúnem…

Uma tradição é o compromisso dos Cavaleiros Rosa Cruzes se encontrarem na noite que antecede à Sexta-feira da Paixão. Conforme esta tradição que os antigos Irmãos após sua investidura como Cavaleiros Rosa Cruzes saíam pelo mundo cumprindo seu juramento e que na primeira Lua Cheia após o Equinócio da Primavera (hemisfério norte), eles se encontrariam no local da Investidura. Nesta Quinta Feira, 13 de abril, Maçons de toda a região se encontrarão na Secular Loja Maçônica Regeneração Barbacenense bem como em outras Lojas Capitulares de todo o Brasil para cumprirem com suas obrigações ritualísticas pertinentes ao Grau. O compromisso é a de rever os Irmãos, compartilhar experiências, trazer notícias de Irmãos adoentados ou que tenham falecidos, confraternizar reformulando seus votos de Cavaleiro.

ROSA CRUZ B

Há toda uma ritualística muito bonita e extremamente filosófica que resulta em seus participantes um enlevo moral e espiritual. A primeira e a segunda parte dos trabalhos acontecem nos Templos e a parte final se dá em um ambiente de confraternização exposta em ceia.

ROSA CRUZ

É nesta noite que os Cavaleiros Rosa-Cruzes se reúnem em Sessão de Endoenças. A palavra “endoenças” vem do latim indulgentia que fora a aplicação do conceito religioso cristão (Graça concedida pela Igreja, de que resulta a remissão total ou parcial das penas dos pecados), para nós deve ser compreendida como “facilidade em perdoar as faltas dos outros”.

Ao final dos trabalhos temos um ágape cujo nome varia muito de Rito, Potência e Oriente e os mais comuns são: Ceia de Cavaleiros; Reunião de Endoenças; Ceia dos Cavaleiros Rosa Cruzes, Sessão de Mesa, Ágape Fraternal e Refeição Mística.

Elton Belo Reis
dezembro 4, 2016

Praça Marechal Deodoro, hoje Largo Marechal Deodoro em Barbacena MG

Já em 1898 através do Almanack Municipal de Ângelo Xavier da Veiga registra-se a existência da Praça Marechal Deodoro que através do Decreto Lei 99/43 vê-se a menção PRAÇA. Esta, recebe as pontas das Ruas Sena Figueiredo (antiga ladeira Tiradentes), Rua Benjamim Constant, Rua Marechal Floriano Peixoto, Rua Olinto Magalhães, Avenida Bias Fortes e Rua Sete de Setembro.

VISTA AEREA RUA SENA FIGUEIREDOVista aérea parte do Largo Marechal Deodoro.

Na ponta da Ladeira, com a Rua Sena Figueiredo, existiu um pomposo Hotel, Martinelli, prédio que abrangia todo um quarteirão, que mais tarde foi transformado em Grupo Escolar que tinha o nome do velho Padre Mestre Correia de Almeida e depois de transferido, tornou-se uma habitação coletiva, posteriormente Super Mercado Mercí Casas da Banha, posteriormente J. Paes Mendonça e atualmente instalado um dos Super Mercados da rede Salles. Um fato curioso, registrado em nossos jornais, quando era ainda Hotel, existia um translado de hóspedes para este Hotel em “bondes com tração animal”.

CASARAO DA SENA FIGUEIREDO - CópiaAntigo Hotel Martinelli

 

Neste Largo também esta instalado o Prédio do Hospital Policlínica Maternidade, que com o tempo, a estrutura do prédio já foi modificada varias vezes, claro para melhor e vem resistindo ao tempo.

POLICLINICA MATERNIDADE BQ (2)Policlínica Maternidade.

Próximo a Policlínica, existiu um prédio em que foi o Mercado Municipal, como se pode ver registrado na foto de 1940, hoje mausoléu demolido dando lugar ao prédio da sorveteria Skimoni. Como não podia faltar, um posto de combustível, querosene e gasolina que pertenceu a família Giordano, na ponta do Largo com a Avenida Bias Fortes como se pode constatar na imagem registrada também em 1940.

ACDA LARGO MARECHAL DEODOROA esquerda Posto Combustível Giordano, a direita prédio com frontão contendo uma Águia prédio da família Raso e ao fundo na lateral direita da Policlinica imagem mais escura, o Mercado Municipal que existiu neste local) Foto colaboração Antonio Carlos Doorgal de Andrada.

POLICLINICA MATERNIDADE BQ

Já na esquina da Rua Benjamim Constant, existiu o prédio da família Raso (Prédio com a águia em seu frontão) atualmente o moderno prédio Mario Vitoretti. Como registramos, a Casa de Januário Raso ai existiu com o ramo de ferragens e materiais de construção. Mas não podemos deixar de registrar que existe documentado em Jornal como Manchete, que os “Irmãos Raso e Ladeira entregam ônibus a Belo Horizonte”. Pelo visto, foi o primeiro ônibus a circular em Belo Horizonte, construido em Barbacena, sendo que o motor e o chassi veio de São Paulo da Ford, os Lourenço e Picinin se encarregaram da parte de madeira e fundição e Anunciato Libero cuidou da parte mecânica. Os bancos de madeira foram revestidos de lona (artesanalmente confeccionados por D. Zefira Raso esposa de Januário Raso). Posteriormente tal prédio recebeu a família Miranda que por muitos anos ai viveram e a parte comercial tornou um deposito de farinha de trigo pertencente ao empreendedor José Batista Machado que posteriormente passou o ponto comercial para um Super Mercado intitulado Irmãos Machado em que meu pai, Joaquim Jacques dos Reis foi um dos sócios. Este prédio resistiu até o deposito de produtos agrícolas do Sr Afonso e posteriormente Silva e Filhos, vindo a ser demolido para dar lugar ao Prédio Mario Vitoretti.

 

Elton Belo Reis
outubro 31, 2016

Sanatório em Barbacena

 

Sanatório.—

(Abaixo texto retirado na integra do ALMANAK MUNICIPAL DE BARBACENA de 1898).

Inaugurado a 9 de Março de 1889, tem o Sanatório de Barbacena a sua reputação firmada, graças especialmente ao esclarecido espirito de seu illustrado director o Sr. Dr. João Augusto Rodrigues Caldas. Situado em uma pequena collina e a poucas dezenas de metros da estação do mesmo nome (Estrada de Ferro  Central do Brazil,) está este importante estabelecimento sanitário no extremo norte da cidade e acha-se installado com tanto capricho que faz honra a este logar.

SANATORIO BARBACENA 1868 FOTO DE HENRY KLUMB PropriedadeTimothio José Cardoso de Abranches, hotel, casa repouso e sanatorio.Sobre o Sanatório que iniciou em Barbacena, temos uma fotografia de Henry Klumb, este foi o fotografo da familia real no Brasil.

Freqüentado constantemente por crescido numero de pessoas gradas que buscão nos ares de Barbacena a saúde correta em nosso Paiz. Tem ° Sanatório correspondido completamente á espectativa dos mais éxigentes enfermos e convalescentes, que aqui tem vindo mpnt- > a nomeada de que gosa este grande estabeleci- mento e e tao conhecida sua superioridade sobre qualquer outro que por ventura haja em nossa terra, que é elle pretendo não so por doentes e convalescentes, como ainda por muitos veranistas, evitarem que, procurando nossa cidade para o calor do Rio de Janeiro e outros logares . Preferem aqui principalmente para os dias quentes  Possui suas pendências inteiramente distinctas do Sanatório propriamente dito recebem-se doentes de moléstias nervosas e mentaes, havendo no estabelecimento, além cio hotel seçções de hydrotherapia e electrotherapia, que dispõem de h°dades°S apparelh°S modernos destinados aquellas especial. Emfim, pela sua bella e feliz situação, pela grande comodidade, recursos e conforto que oferece e sobretudo nela competente direcção que lhe dá o cavalheiroso e illustre facultativo Dr. Rodrigues Caldas, – o Sanatório de Barbacena pode considerar-se actualmente único em nossa terra.

Do Almanack Municipal.

ESTAÇÃO SANATÓRIO

 

 

(Estação Sanatório de Barbacena).

Registra-se Alberto Diniz, que tal Sanatório foi instalado em prédio já existente pertencente a tradicionalíssima família Abranches estabelecidos em Barbacena, em um platô próximo ao bairro Barro Preto, em local bem situado, onde o pomar foi sacrificado para dar lugar a linha férrea da Central do Brasil, onde ali residia o Sr Timóteo Abranches. Paulista que era, com a audácia dos bandeirantes, mas sistemático por visitar poucas vezes a cidade, montado em seu garboso cavalo branco e acompanhado pelo seu fiel escudeiro, um homem de sua confiança. Logo apos a instalação da Republica esta propriedade foi adquirida pelo então Comendador Francisco Ferreira e os médicos Rodrigues Caldas e Gonçalves Ramos, onde construíram um luxuoso hotel, que logo afluíram na ostentação de sua de sua recente fortuna, os favorecidos do Encilhamento. Mas curta duração deste faustoso estabelecimento, como magnifico estabelecimento que era, para tratamento de saúde e de veraneio. Este estabelecimento foi de tanta grande importância que abriu-se um braço da linha da estação ferroviária para abastecer este local.Adquiriu-o o Governo do Estado, adaptando-se convenientemente em Sanatório para tratamento de Psicopatas.

cardapio la sanatorio

 

(Para certificar da importância deste estabelecimento, vemos o Cardápio La Sanatório, quando a presença do Imperador D. Pedro II em nossa cidade, sua visita e jantar em que o cardápio foi denominado “Menú a La Sanatório”).

Fontes:

  • Almanack Municipal de Barbacena 1898.
  • Historia Economica do Municipio de Barbacena – José Silvério Ribeiro.
  • Barbacena Terra e Homem – Volume II – Nestor Massena
Elton Belo Reis
outubro 6, 2016

Atenção para direito a bônus para quem necessita de cuidadores de idosos. Lei de 1991.

Aposentado que precisa de cuidador tem direito ao adicional de 25%.

Publicado por Leonardo Petró de Oliveira.

Meus amigos, lí esta publicação e passo a divulgar devido ser de direito e quem necessitar, acho que deve correr atrás de seus direitos. Esta semana, conversando com um amigo, ele havia me informado que entrou na justiça através de um Advogado, requerendo para um ente de sua família este direito. O mesmo me informou que a justiça foi “favorável”, intimando ao INSS a cobertura deste direito que equivale a 25% do rendimento. Achei este artigo que publico na integra, por ser de utilidade publica.

aposentados cuidador

 

Poucas pessoas sabem, mas idosos que necessitam de assistência permanente de outra pessoa têm direito a um acréscimo de 25% na aposentadoria, conforme estipula o art. 45caput, da Lei 8.213/1991 (Lei de Benefícios da Previdência Social) e art. 45 do Decreto 3.048/1999 (Regulamento da Previdência Social).

Segue transcrição da legislação: “O valor da aposentadoria por invalidez do segurado que necessitar da assistência permanente de outra pessoa será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento)” art. 45 da Lei 8.213/1991.

Estão incluídas na relação das doenças que dão direito ao adicional: câncer em estágio avançado, cegueira total, paralisia irreversível e incapacitante, paralisia dos dois membros superiores ou inferiores; alteração das faculdades mentais com grave perturbação da vida orgânica e social (exemplo o Mal de Alzheimer), doença que exija permanência contínua no leito, incapacidade permanente para as atividades da vida diária, entre outras.

aposentados 1

Importante destacar que conforme a legislação, quem terá direito a este benefício é apenas quem se enquadra na aposentadoria por invalidez. O segurado se dirige a uma agência da Previdência para realizar o pedido, passa por uma perícia médica e, se ficar comprovada a necessidade de ajuda diária, recebe o adicional de 25%, inclusive recaindo sobre o 13º salário. Ou seja, todo esse procedimento pode ser realizado sem acionar o Judiciário.

No entanto, em recentes casos julgados pela Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais (processos nº 5000107-25.2015.4.04.7100 e nº 5011904-42.2013.404.7205), reunida em sessão no dia 18 de fevereiro deste ano, esse direito se estendeu não apenas para o aposentado por invalidez, mas para todo aposentado que necessite de cuidado especial, independendo assim, de qual forma se deu sua aposentadoria, se por invalidez, idade ou tempo de contribuição.

Cabe destacar que por ser um procedimento que não está presente na Lei, as agências da Previdência não estão concedendo tal auxílio para quem não é aposentado por invalidez, mas necessita dos ditos cuidados especiais permanentes. Assim, pode-se ingressar com ação diretamente no Juizado Especial Federal, pois apenas judicialmente há a hipótese de concessão do benefício.

aposentados

O valor adicional é pago pelo INSS até o óbito do segurado e não é incorporado à pensão por morte, no caso de existirem dependentes que tenham direito à esse benefício.

Artigo retirado na Internet JUSBRASIL.

Publicação de Direito do Proprietário da Leonardo Petró Advocacia, inscrito na OAB/RS sob o n.º 99.427. Atuação na área de Família e Sucessões. Endereço: Rua Oceania, n.60, sala 203, Bairro Passo do Feijó, Alvorada/RS Telefone: (51) 3558-2870 / (51) 8552-7866 (também WhatsApp).