Idinando Borges
maio 22, 2018

SEMINÁRIO – Resgate da memória italiana

Evento propõe criação de um portal com dados de acervos públicos e particulares de Brasil e Itália

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A Consul Aurora Rassi

LITZA MATTOS ( O Tempo)

Minas Gerais poderá ter em breve um portal dedicado à imigração italiana no Estado, com o objetivo de preservar, organizar e servir de consulta aos dados presentes em acervos públicos e particulares do Brasil e da Itália. O projeto deverá ser um dos resultados dos trabalhos a serem apresentados durante o 8º Seminário da Imigração Italiana em Minas Gerais, que será realizado em Belo Horizonte, de 28 de maio a 2 de junho.

 

No Brasil, Minas Gerais é o terceiro Estado com a maior colônia italiana, depois de São Paulo e Rio Grande do Sul, e, segundo o consulado na capital mineira, mais de 27 mil cidadãos italianos estão registrados atualmente no território mineiro. Além deles, considera-se que 30% da população mineira é de origem italiana. Conforme adianta a organizadora do evento, Giusi Zamana, o portal mineiro deve ser planejado e inspirado no que já é feito pelo programa Imigrantes, no Espírito Santo. O projeto do Estado vizinho usa de forma interativa fontes documentais como estratégia de mediação cultural e preservação da memória ítalo-capixaba.

“O que nos chama atenção no projeto do Espírito Santo é o formato itinerante. A equipe do Arquivo Público capixaba se desloca pelas cidades do interior para encontrar documentos e fornecer certidões de entrada de todos os imigrantes, não apenas italianos”, explica Giusi.

Para a construção dessa ferramenta em Minas estarão presentes no evento diretores responsáveis pelos Arquivos Públicos de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, além de historiadores e especialistas brasileiros e internacionais na área de arquivologia.

“O objetivo do portal da imigração italiana em Minas Gerais é ser um arquivo para a preservação de acervo de dados, para que isso não se perca, além de servir para consulta de forma interligada aos outros arquivos de banco de dados. É também para facilitar a reconstrução da história familiar e da árvore genealógica para todos que estão em busca das próprias origens e obtenção da cidadania italiana”, explica a organizadora.

Um dos destaques é o palestrante Stefano Vitali, diretor do Sistema Nacional de Arquivos do Ministério do Patrimônio Cultural e Atividades Culturais, na Itália, e coordenador do portal Antenati, conectado a todos os arquivos públicos do país e muito procurado por brasileiros.

O portal possui muitos acessos de brasileiros, segundo Giusi, porque nele é possível encontrar toda a documentação necessária para a reconstrução da árvore genealógica, como certidões de nascimento e de casamento de bisavós e outros antepassados.

Despedida. O Seminário da Imigração Italiana em Minas Gerais coincidirá ainda com as celebrações da Festa da República Italiana, celebrada todo dia 2 de junho, e com a despedida da cônsul da Itália em Belo Horizonte, Aurora Russi, que, após quatro anos de mandato, deixará o cargo.

“Ela foi uma cônsul jovem, competente e muito ativa, que vai deixar um legado enorme, com grandes resultados, além da simpatia”, diz Giusi. Um dos legados de Aurora foi a inauguração, em fevereiro deste ano, da nova sede do consulado italiano na capital mineira, situado na Savassi e com horário de atendimento estendido ao público.

Programação

8º Seminário da Imigração Italiana em MG:

Segunda (28), terça (29) e quarta (30) – Das 17h às 19h: Minicurso “Iniciação à pesquisa genealógica de famílias italianas” – Das 19h às 21h: Minicurso “Introdução à metodologia da história oral”

Sexta (1º), às 19h: Abertura oficial com pronunciamento da cônsul da Itália em BH, Aurora Russi, e conferência “O poder dos arquivos: Memória, identidade, raízes”

Sábado (2), às 9h – Mesas e palestras: – Pesquisas de registros de imigrantes em SP, MG e ES – 10h: “Imigração italiana: Bastidores da pesquisa, arquivos e documentos” – 11h: “Emigração italiana: Tecendo uma rede integrada de informações no Brasil e na Itália” – 14h: “As especificidades da imigração italiana no Sul de Minas: Um estudo de caso em Andradas” – 14h30: “Famílias italianas e a formação do território ‘italianizado’ em Itueta e Santa Rita do Itueto” – 16h: “Imigração italiana em Varginha (MG)” – 16h20: “A sociabilidade italiana em Juiz de Fora: Italianos-maçons e a Unione Italiana Benso Di Cavour” – 16h40: “Américo René Giannetti: Plano-programa de administração para Belo Horizonte (1951-1954)” – 17h30: Encerramento

 

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O embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini, participou da inauguração do espaço

Idinando Borges
maio 21, 2018

Quem quebrou Minas Gerais? Por Vittorio Midiolli

PUBLICADO EM 20/05/18 – 04h30ouro-preto-minas-gerais        Boa pergunta. As contas do governo de Minas Gerais indicam para 2018 um déficit anual de R$ 6,3 bilhões, o mais negativo entre os registrados em todos os Estados da Federação. Não parou aí. Os últimos dados levam para um resultado ainda pior, R$ 8 bilhões. Isso apesar de termos as maiores alíquotas de ICMS do Brasil sobre energia, combustíveis e qualquer outro item que se possa lembrar. Ou seja, passamos do limite de tributar, e nem por isso demos conta de regular as contas públicas.

Já que o ano é de eleição para governador, e o futuro preocupa o cidadão, seria interessante esclarecer-se, antes que a campanha eleitoral fosse intoxicada pela demonização dos adversários, quais as causas e as origens da desgraça.

Então, seja quem for o próximo governador, precisa comprometer-se com as propostas de reparar erros anteriores (que foram muitos e graves) e dar rumos novos. Já que temos ex-governadores no páreo, deveriam se penitenciar pelos erros, pelas omissões em seus mandatos; assim passarão a ter mais credibilidade.

Repetir a dose seria imperdoável.

Minas não tem mais décadas para desperdiçar empobrecendo seu povo. Sua elite política e empresarial, desculpem-me os senhores, está mais para leviana que para séria. Ganhar, ganhar fácil, pegar carona em privilégios e se locupletar nos cofres públicos: isso adoeceu o sistema linfático do Estado, e ainda estamos gestando novas gerações que serão problemáticas.

A passividade fez perder o protagonismo de Minas, esquecer-se do exemplo de um JK. Os 40 anos em quatro? Em seis anos Minas encolheu 20%.

É preciso inovar, desfazer-se de equipes destituídas de respeito, algumas notadamente inconfiáveis e fracassadas. É preciso responder ao eleitor. Neste ano terá uma campanha dura, e ainda pior poderá ser o exercício de um governo alcançado com compromissos espúrios.

Não acredito que encontrarão na campanha momentos fáceis, ou que poderão os candidatos usar suas siglas partidárias, seus padrinhos de sempre para angariar simpatias. Fantasmas sairão dos armários, e os esqueletos sairão dos túmulos para assombrá-los.

Minas não precisa de outro choque de gestão, que fez do Estado uma Disneylândia da burocracia, dos privilégios, e terreno fértil para corruptos. O choque colocou nas gavetas 30 mil pedidos de instalação de atividades econômicas, colocou no congelador milhões de empregos e bilhões em receitas públicas. A crise em Minas está aí, na falta de visão, de decisão e até de moral para diferenciar o certo e o errado, abrindo a porta para fraudes, como a de Mariana, e travar pequenos e médios empreendimentos corretos.

Um BDMG que nos três vales da pobreza de Minas investiu menos de 1% de seus recursos. Essas são questões gravíssimas, que podem se repetir e violentar o Estado com desequilíbrios, migrações em massa. Temos as regiões mais pobres com um PIB per capita cinco vezes inferior ao da outra.

Não existe certamente um único culpado, mas um ambiente poluído de espertezas e de irresponsabilidades generalizadas.

Os males são evidentes, a pior fratura nas contas públicas, segundo o Ipea: “A despesa com previdência passou de 24,7% da receita líquida em 2010, para 28,9% em 2014 e para 36,1% em 2016, superando por um décimo o Rio Grande do Sul, que sempre ocupava a primeira posição”. Comprometeu-se assim mais 11,4% das receitas, em seis anos, uma overdose mortal, não determinada no atual governo, mas no escalonamento de acertos sancionados a partir de 2009.

Pesa também o crescimento econômico negativo, constantemente travado pela burocracia do choque de burocratização que anulou a previsibilidade do planejamento. Minas encolheu de 2013 a 2016 assombrosamente. Perdeu 20% de seu PIB, enquanto Santa Catarina, apesar da crise nacional, marcou crescimento no mesmo período. Exatamente porque as políticas e decisões no âmbito do Estado podem fazer grande diferença. E Santa Catarina é o Estado mais ágil e acolhedor das atividades que geram emprego e renda. Um Estado que não escancarou suas estatais a empreiteiras da Lava Jato.

A campanha já começou mal, reeditando os acordos malucos de bastidores, esquecendo as propostas e programas. Como sempre, o poder pelo poder. O dejá-vu dos acertos com partilhas nefastas. Que dor!

Idinando Borges
maio 16, 2018

#navegandopelopresente – Do FB por Áurea Vasconcelos Grossi

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Não tenho a pretensão de ser politicamente correta. Mas, nesta manhã de domingo, treze de maio, meu pensamento  criou  asas divagando por entre a ternura  e a saudade de minha mãe, pela aparição de Nossa Senhora de Fátima em Portugal e pela pena de ouro cravejada de brilhantes com que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea.  Logo percebi  que as comemorações deste dia envolviam um momento  propício a reflexões. O amor filial e os sentimentos advindos da fé,  pela força da própria  incondicionalidade, cederam espaço à abolição da escravatura.

Um mergulho no tempo nos permite desvendar o cenário que esclarece este ato ousado para os parâmetros patriarcais daquela época. Há exatamente cento e trinta anos, o país assistia ao crescimento de um clima de anarquia devido à fuga de escravos além de  movimentos contrários ao sentido de propriedade e ordem social. Razões suficientes para que fosse extinto o regime de escravidão através de um decreto cujo nome evoca o quanto valioso e brilhante o foi. Certamente muitas aparas tiveram de ser feitas e muitos desafios foram vencidos. Aspectos humanitários  e perspectivas de justiça serviram de alicerce  para o enfrentamento da causa. Concretiza – se  a libertação dos escravos. E um novo e honroso destino foi traçado.

Mas o tempo passa, as mudanças acontecem, os rumos se alteram. As conquistas são outras.  E, infelizmente, hoje, apesar de todas as benesses e progressos da vida moderna, nos deparamos com um preocupante  panorama da atualidade.  Estamos sendo vítimas de uma ordem social anárquica, onde somos colocados cara a cara com incertezas futuras, com a falta de escrúpulo de grande parte dos homens públicos, com a incompetência de gestões em todos os âmbitos, com a falibilidade de valores e princípios humanos, com total desestabilização econômica,  com uma incontrolável violência e sobretudo, com as maiores nuances de insegurança…  e ainda muito mais!

Há que se admitir que, embora em circunstâncias diferentes, os cidadãos vivem situações de opressão, de submissão a uma elite dominante nem um pouco merecedora de elogios. É  onde desejo chegar com meu raciocínio.  Qualquer forma de  sujeição onde  se contrapõem  fortes e fracos torna – se  uma forma camuflada de “escravidão”. Neste paralelo entre as duas épocas, é fácil constatar que, a exemplo do passado, estamos precisando reagir.  Dispensamos a pena dourada cravejada de brilhantes  mas queremos um tempo novo onde seja possível acreditar naquilo que está por vir e nas pessoas que têm a função de liderança. Temos que enxergar a realidade, fazer valer nossos direitos e procurar todos os instrumentos possíveis que permitam uma participação efetiva junto ao poder. Cada um de nós deverá ser um multiplicador do incentivo a esta reação. Nossa primeira arma  é o exercício da cidadania através do voto consciente. Pensar muito! Escolher bem! Não há como esquecer que as urnas serão nossas alavancas para um destino mais ético e justo.

Não será uma trajetória fácil, mas possível. A luz começará a surgir no fim do túnel quando sinalizar que o cidadão brasileiro, através do processo eleitoral, já não se deixa submeter aos desvarios do sistema. Será, sem dúvida, alimento para nossas esperanças,  reforço  para o respeito que merecemos e caminho em direção aos sonhos, mesmo que ainda longínquos…

Idinando Borges
maio 13, 2018

Turismo, Santos – SP

 1200px-Casa_do_Trem_Bélico_2017_008A Casa do Trem Bélico é a única edificação colonial-militar do gênero, no país, com as características setecentistas portuguesas originais e o mais antigo prédio público da cidade.
 
Construída entre 1640 e 1656 para ser depósito de trem-de-guerra – isto é, munições, armas e equipamentos para proteção da então Vila de Santos contra ataques de índios e piratas -, a Casa do Trem Bélico é a sede do Circuito Turístico dos Fortes.
 
 
Degraus
Com 21 degraus de altura e profundidade diferentes, a escadaria externa foi construída de forma a dificultar o acesso de invasores ao prédio, já que o ingresso ao pavimento superior dava-se somente por ela. As desigualdades faziam com que os eventuais salteadores perdessem o equilíbrio e caíssem da escadaria, caso tentassem subir correndo.
 
Arquitetura antiga
O edifício mantém a mesma arquitetura desde 1738. Os batentes em pedra são da época da construção (meados do século 17) e as paredes, com 90 a 95 centímetros de espessura, foram feitas com uma mistura de pedra, cal de sambaqui e óleo de baleia. O telhado, com tribeira (três camadas de telhas), demonstrava poder máximo.
 
 
Técnica portuguesa
O piso do 1º andar é original, confeccionado com madeira de árvores da região e instalado obedecendo à técnica portuguesa de encaixe, sem parafusos, pregos ou uso de cola.
 
 
 
Linha do tempo
Na sala principal do térreo, um grande painel horizontal mostra, em três faixas de uma Linha do Tempo, os principais acontecimentos no período de 1490 a 1822 no mundo, em Portugal, no Brasil e em São Paulo.
 
Sala dos Fortes
A Sala dos Fortes mostra como a região é rica em construções militares. Nela encontra-se o primeiro forte construído no Brasil – o de São João, em Bertioga (1532) – e o último, o dos Andradas, em Guarujá (1942).
 
 
 
Salão Maria Inah Rangel
Espaço para exposições temporárias, o Salão Maria Inah Rangel, no 1º andar, possui ‘namoradeiras’ junto às janelas, em pedra original da construção. É a única sala que conta com janelas com vistas para o mar e para os morros, vigiados noite e dia, à época, por sentinelas. A sala homenageia a restauradora e artista plástica santista, que teve atuação relevante na recuperação do patrimônio artístico, histórico e arquitetônico de Santos. Responsável pela conservação e restauração do acervo de arte do Paço Municipal, ela morreu em 2009, aos 55 anos.
 
História
Patrimônio nacional desde 1940, a Casa do Trem Bélico já funcionou como Tiro de Guerra, escola, seção de alistamento eleitoral, Serviço de Subsistência do Exército e Centro da Juventude. Em 2009, a edificação foi restaurada e modernizada.
Idinando Borges
maio 10, 2018

Escândalo do Metrô por Roberto Andrés

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PUBLICADO EM 10/05/18 – 03h00

Amanhã vai ser outro dia no metrô de BH. Só que para pior. Hoje a passagem custa R$1,80 e dentro de poucas horas passará a R$3,40. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), ligada ao Ministério das Cidades, anunciou o aumento escandaloso, de 88%, esta semana.

Nas grandes manifestações de 2013, disparadas contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo, apareceu o lugar-comum de que “não era só por vinte centavos”. Há um sentido correto nessa afirmação: o aumento da tarifa impacta a vida de todas as pessoas que moram na cidade, de maneiras às vezes insuspeitas.

O caso do metrô de BH ilustra bem esse ponto. Nos últimos anos a tarifa do metrô foi congelada, enquanto a dos ônibus subiu acima da inflação. O resultado foi que, na década entre 2002 e 2012, os ônibus em BH perderam 17% de seus usuários, enquanto a utilização do metrô cresceu 169%.

Esses dados são apresentados no excelente livro O Ônibus, a cidade e a luta, do economista André Veloso. Entre as pessoas mais pobres, a diferença é ainda mais acentuada: na mesma década, os ônibus perderam 19% e o metrô cresceu em inacreditáveis 435% na faixa de renda mais baixa.

Esse número é enorme, na contramão do período que foi marcado por grande migração para automóveis e motocicletas. Como o metrô de BH não construiu nenhuma nova estação recentemente, o que gerou aumento tão grande de usuários?

É a tarifa, cara pálida! Congelada por anos, a passagem foi se tornando uma alternativa cada vez melhor. Com a escalada das tarifas de ônibus, o metrô foi ganhando força, mesmo em situações que se precisa completar o trajeto a pé.

Por isso esse aumento é violento: ele vai excluir do deslocamento urbano as pessoas mais vulneráveis, para quem a tarifa mais pesa. Mas o aumento é também ineficiente: ele vai expulsar usuários do metrô, gerando um alto custo para toda a cidade.

É importante ter em conta que a maneira como cada pessoa se desloca na cidade produz impactos em todos, em tempo no trânsito, acidentes e poluição. Automóveis e motocicletas geram os maiores impactos, enquanto ônibus geram poucos e metrô, quase nenhum.

O problema é que os modos de deslocamento mais impactantes foram os que mais cresceram nas cidades brasileiras. A frota de automóveis dobrou em dez anos e a de motocicletas cresceu ainda mais. Na mesma direção, para o alto, foram os impactos, de modo que acidentes e poluição do ar matam hoje no Brasil em números de guerra civil.

calculadora de custo de viagem é uma ferramenta desenvolvida no Canadá, que compara os custos individuais (dinheiro gasto, tempo, riscos de acidentes) e custos sociais (poluição, acidentes, trânsito na sociedade) dos deslocamentos urbanos. Segundo a ferramenta, para cada viagem em automóvel que custa R$1,00 para o indivíduo, onera-se a sociedade em R$9, enquanto em ônibus esse ônus é de somente R$1,50 (a ferramenta não faz o cálculo para metrô, que gera menor ônus).

Imagine agora o enorme custo social que será gerado por esse aumento nas tarifas de metrô, em BH e outras capitais brasileiras, visto que uma parte das pessoas deixará de se deslocar e outra passará a utilizar carro ou motocicleta, que geram grandes impactos.

Além de tudo isso, não custa lembrar que no ano de 2016 a arrecadação do metrô de BH foi de R$97 milhões enquanto o custeio, pela CBTU, foi de R$87,8 milhões. Sim, o metrô de BH é superavitário, o que só ocorreu porque a tarifa baixa atraiu usuários, aumentando a arrecadação pelo número de passageiros.

Esse aumento violento, ineficiente e despropositado é realizado por um governo cujo presidente tomou o poder por vias duvidosas, tendo conspirado contra sua companheira de chapa e passado a adotar medidas que não seriam aprovadas nas urnas.

Quais candidatos a presidência se propõem a rever esse aumento e retomar uma política consequente na tarifa dos metrôs?

Muita gente está indignada com o aumento. Uma ação foi protocolada no Ministério Público e há um protesto marcado para sexta-feira, 11, as 18h na Praça Sete. Divulgar e ir ao protesto é de grande importância. É a vida que será afetada, principalmente a dos mais pobres, mas também a daqueles que nunca colocaram os pés no transporte coletivo urbano.

 

Idinando Borges
maio 7, 2018

Colo de mãe é uma delícia, concorda? O Boticário

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A executiva da Franquia em Barbacena, Fabiana Martins Teixeira

Colo de mãe é uma delícia, concorda? Ele vira o remédio para a primeira desilusão amorosa, o aconchego em dias difíceis, a comemoração pelo novo emprego e todos aqueles momentos especiais que, de alguma forma, ficarão guardados naquela caixinha mágica da memória. O tempo passa, as crianças crescem e por algum tempo esse colo já não é mais tão recorrente – pela falta de tempo ou mesmo pela falta de costume.

Para comemorar o Dia das Mães e resgatar esses momentos especiais, O Boticário convida os filhos a retribuírem todo o carinho e aconchego recebidos da sua mãe, celebrando com presentes que traduzem essas histórias e que também farão parte da memória dela.

As opções de kits, criados especialmente para a data, já estão disponíveis nas lojas de todo o Brasil e com as revendedoras O Boticário. Os destaques são Elysée Nuit, uma fragrância sofisticada e moderna que combina rosas damascenas colhidas antes do amanhecer, momento em que estão mais bonitas e perfumadas, com um toque adocicado de macarron, tradicional doce francês. E Glamour Just Shine, que traz notas de raros cristais de sal, remetendo à luminosidade e frescor da saída, contrastando com a delicada flor de magnólia, e incentiva às mulheres a brilharem onde e como quiserem.

Fonte: Divulgação

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Idinando Borges
maio 6, 2018

Izabela e Rodrigo na tarde do dia 18 de abril

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Os noivos, Izabela e Rodrigo – Foto Beni JR

Tendo como cenário a praia de Geribá,  no deck da Pousada Espelho das águas, uma linda menina/mulher Izabela Mota Veiga, já mãe, de personalidade forte, resolvida e decidida disse “sim” para o dedicado Rodrigo Campara Vicentino, que batalhou muito para chegar ao altar.  Muita descontração: pajens de padrinhos, damas de madrinhas e as famílias emocionadas, embaladas pelo belo repertório, do elogiado VioLive de Cabo Frio.  A celebrante disse: “Vocês estão casando, sim, vocês estão se renovando, e guiada pelo poder da poesia, pela força da fé que carregam e pelo olhar amoroso dos amigos e familiares que estão juntos com a gente hoje, eu vou celebrar esse encontro e tudo que vocês viveram até aqui. A vontade de fortalecer a família, e trazer pró-mundo a potência linda que é crescer juntos” E, a festa rolou até a madrugada, numa descontração total

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José Olívio Vicentino, Ana Lúcia, os noivos, Benedito Veiga e Lea Vicentino. Foto Beni JR

 

Izabela é filha de Ana Lúcia Moreira Mota da Veiga e do conceituado médico Benedito de Oliveira Veiga. Rodrigo é filho de Lea Gomes Campara Vicentino e José Olívio Vicentino. Registro:  Agradeço a gentileza do casal

Idinando Borges
maio 5, 2018

 Laços de família em torno de Dona Araci Gorgulho  

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Dona Araci (99 anos) com o neto, Gustavo Sad Gorgulho

 

Comemorar aniversário, todos comemoram, mas quando é a família “GORGULHO” há algo mais! São os laços de família, distinta e com afetuosidade. A família até parece uma “grande famiglia”, alguém falou no meu ouvido!  Alegria, alegria e alegria de gente bonita!

Dona Araci Gorgulho festejou seus 99 anos, cercada dos filhos: Maria Dalva, Maria Carmem, Léa, Ângela e Nelson, todos dedicadíssimos à matriarca, tratada com muito carinho no seu dia a dia – cada semana, uma das filhas faz plantão na bela residência no centro de Barbacena. Maria Dalva e Maria Carmen, sempre com os irmãos Cunmingham, Antônio José e Raul Luiz, respectivos maridos. A Flávia Sad Gorgulho, casada com o Nelson, levou a mãe, uma querida: Vera Allevato Sad, que presenteou o Borges com um mimo.

A festa foi no sítio de Ângela Gorgulho e filhos, na BR-040 próximo à Correia de Almeida, lugar aplausível de muito verde, lagoa e uma ampla casa. As instalações ganharam uma linda área de lazer com: espaço gourmet envidraçada para a montanha, piscina e até um quiosque com a supervisão de Marcelo Gorgulho, que é médico, mas dá pitaco em engenharia…..

A festa contou com a participação de todas as filhas, netos e netas com esposas e ou namoradas ou namorados.  A neta e RP da família, Luiza de Marilac Gorgulho Campos atuou nos detalhes. A decoração foi de Josemar Rosa Morena e o serviço do inigualável Jânio Churrasqueiro da capital. A música, um passeio ao passado com bom gosto, ficou a cargo do cordial Ten. Cel. Pádua, o músico nas horas de lazer…

Nas homenagens, o agradecimento a Deus com a participação do padre Valderli Reis que fez questão de ressaltar a religiosidade de dona Araci e da família. Também festejado e aplaudido, o médico Sérgio Discacciati que cuidou com muito profissionalismo e carinho de dona Araci, quando da necessidade de uma intervenção cirúrgica. Parabéns e muitos vivas para a querida dona Araci, que pacientemente posou para fotos com todos os presentes e ainda dançou…. Mostro depois tb no Folha de Barbacena.

Dona Araci Gorgulho com Ângela Gorgulho, Maria Carmen Gorgulho Cunninghan , Maria Dalva Gorgulho Cunninghan , Nelson Gorgulho e Léa Gorgulho

Idinando Borges
abril 30, 2018

A saudação de Sérgio Ayres para dona Totoca

Totoca - Livro 057Boa noite a todos!

“É com muita alegria que estamos aqui reunidos para comemorar o centenário dessa pessoa praticamente indefinível em sua magnitude, que é a minha, a sua e de todos os nossa dona Totoca.

Este livro, simples e singelo, representa uma inversão no fundamento principal de um aniversário, que é o de dar os parabéns e ofertar uma pequena lembrança na forma de um presente ao aniversariante.

Na verdade, quem faz a festa são os convidados. Por isso, que um grupo de pessoas, capitaneado pela Delliane Coutinho, que sem dúvida é a herdeira principal de todo esse patrimônio cultural, amoroso e imenso construído por sua mãe, resolveu editar esta obra e presentear a todos os amigos de Dona Totoca em seu centésimo aniversário.

E o que ainda é melhor: nestas páginas estão pequenos e iluminados fragmentos da vida de dona Totoca. Quero, como organizador da obra, agradecer a todos os que participaram deste livro, que alguns até estão aqui presentes. Quero também homenagear o professor Newton Siqueira de Araújo Lima, que participou desta obra e que já não se encontra mais aqui conosco.

Entre as linhas deste livro, elaborados e escrito por seus amigos, com facilidade, encontramos as inúmeras facetas da dona Totoca: a mãe, a amiga, a professora, a menina, a centenária, a poeta, a oradora e, como ela sempre enfatiza, a católica.

Assim, vislumbramos também, um parágrafo ou num capitulo, o voo de um pássaro, o folhear de um missal, o latir de um cão, o cântico de um coral, o dobrado de uma banda e o delicado e esvoaçar de uma borboleta.

Nós, alegres como estamos nesta noite, temos a felicidade de compartilhar de sua vida, Maria Leite de Castro Coutinho, a dona Totoca.

E a todos vocês, que embelezaram esta festa, parabéns por aqui estarem e receberem tantos presentes, que são: este livro, a convivência  e a celebração da vida e da fé em algo tão grandioso como a Dona Totoca”. .

Totoca - Livro 039

Sérgio Ayres, reverenciando dona Totoca

Idinando Borges
abril 30, 2018

Lá vem a Noiva! Ela é linda!   Ela é a Paula!

2-246x300Foi na Matriz da Piedade, decorado por Rogério Paulino o casamento da empresária Paula Candian Cobra com o médico Urias Haddad. Boa parte da sociedade presente viu o cortejo de vinte casais, os padrinho, entrarem com o coral 4vertentes executando “Jesus a Alegria dos Homens” Quando chegou a vez da Paula, todos ficaram encantados com os pajens e damas na nave principal do templo. Foram dezessete sobrinhos dos noivos, que arrancaram suspiros dos familiares e convidados, pela graciosidade e desenvoltura. Enfim, Paula despontou e, todos encantados com sua beleza, diziam: “ela é linda”! Ela é filha de Mônica Aparecida Candian e de Alexandre Cobra Moreira.  O noivo carrega dos sobrenomes de prestígio: Castro e Haddad. Ele é filho de Maria de Fátima de Castro e Fauzi Haddad. Uma cerimônia tocante, pela religiosidade das famílias e a mensagem apropriada do padre  Danival Milagres. Saída do templo com direito à cinematografia dos efeitos dos “Sparkles”  e balões coloridos. A recepção foi Spazio Franato’s com decoração exuberante de Rogério Paulino e serviço muito elogiado do “Meu Buffet” de Belo Horizonte. Assinatura de Glória Eventos.

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Mesa de bolo e doces e os noivos