FLOR &

Barbacena,27 de Agosto de 2010

 

CULTURA
 
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Aniversario de Barbacena...

Por ocasião do aniversario de nossa querida Barbacena, recebi de uma amiga paulista, a artista floral Corina Wai, uma linda mensagem que inclusive esta postada em seu site e que gostaria de partilhar com todos os leitores e amigos que assiduamente, acessam as paginas deste jornal. Acho que tal leitura me favoreceu em um momento de reflexão e encontro com a divindade, bem como poder visualizar a maravilha que é a natureza e a harmonia dos sons.

A Música da Natureza

Ao ler este artigo você deve estar numa pausa entre a venda de um arranjo e outro, esperando o início de uma reunião para fechar um evento, ou tantas outras situações. Posso dizer com certeza: você gosta de flor. Quem gosta de flor gosta da natureza.

Dizem que a flor é o beijo que Deus lançou sobre seu trabalho. Que o principal motivo delas existirem é para alegrar nossas vidas, o que elas fazem de várias formas todos os dias.

Elas transmitem uma energia positiva, pela cor, pelo perfume, ou simplesmente por serem uma parte da natureza dentro do lar, do escritório, do evento ou da festa.

Para enriquecer nossas decorações, usamos vários elementos da natureza e também fabricados pelo homem, como vidro, acrílico, metal, e tantos acessórios disponíveis hoje em dia.

Lembro do concerto de Vivaldi “As quatro estações”, de todos os instrumentos de uma orquestra participando de forma harmoniosa para executar um dos clássicos mais ouvidos de todos os tempos. E penso com a variedade de material disponível o ano inteiro, que cada um de nós pode escrever muitas canções, músicas, concertos ou sinfonias florais.

Quem disse que a primavera é somente a estação das flores? O verão, das frutas? O outono, das folhas no chão? O inverno, do frio intenso? Não, no Brasil.

Aqui temos, sim, a sábia natureza contando o tempo de forma muito nossa. Tempo de chuva e tempo de seca, tempo de frio e tempo de calor, tempo de plantar e tempo de colher, tempo de podar e tempo de admirar. E em cada tempo e em cada estação temos as flores do coração. É só procurar nas calçadas, e nas matas que ainda restam. Nas floriculturas, nas feiras, nos supermercados, no Ceagesp, para quem mora na capital paulista.

E nesta terra abençoada em que tudo dá, - e se não dá, o brasileiro dá um jeito e dá - , temos flores de todas as cores, perfumes e sabores, graças à tecnologia e persistência do produtor, apesar de todas as dificuldades. A nossa flora nativa ou adaptada é tão rica que é de tirar o fôlego de muitos artistas florais estrangeiros.

Eles ficam encantados, entre outras coisas, com a gama enorme de flores tropicais de corte, como helicônias, orquídeas, bromélias, antúrios, etc. Também com as nossas conhecidas de sempre: rosas, lírios, gérberas, alstroemérias, lisiantos, niféias, entre outras.

O mais interessante é que quando eles vão dar “uma volta” para fazer um reconhecimento da flora local, sempre voltam com novidades. E pasmem! Muitas estão na rua, no quintal, no mato, tão presentes em nosso cotidiano, que se tornam invisíveis ou comuns. Mas, para eles, é material de primeira. Gostam dos frutos das palmeiras, das favas e frutos de diversas árvores, folhagens de jardim que não são comercializadas, folhas secas, galhos e pedaços de tronco. O fruto da sapucaia faz sucesso sempre.

As folhas secas de embaúba, bananeira e estrelítzia, na cor natural, prateada ou dourada, ficam muito elegantes.

Você já pensou nas diversas formas que as flores e folhas podem ser utilizadas? 

Nós, como artistas florais, procuramos definir um estilo. No começo, copiamos de nossos professores, dos artistas que admiramos, de nossos colegas, de livros e revistas. Vamos aprendendo as regras. Na dúvida, nos atemos à técnica. Até que, num dado momento, nos permitimos voar... Mas como Lavoisier disse “na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, eu digo que estamos sempre fazendo “releituras” com nosso toque pessoal e único. 

E no concerto floral da vida, deixamos sementes de criatividade nascer, crescer e florescer no tempo de cada um! 
Corina Wai.

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Fonte: Elton Belo.

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