FLOR &

Barbacena,27 de Julho de 2010

 

CULTURA
 
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NOVIDADES DE PLANTAS EXOTICAS ENTRAM NO BRASIL.

Quem diria que os Tailandeses chegarariam ao Brasil com novidades em plantas exóticas. Esta semana visitando a feira, ENFLOR de Holambra, não pude deixar de parar em admirar novidades e tendências de flores que estão sendo apresentadas para serem comercializadas no Brasil. Rosas, com um cabo em media de 1,20 metro de altura e o botão que ocupou as minhas duas mãos abertas e com uma beleza indescritível, de vermelho aveludado intenso. Esta rosa é cultivada no Equador. Para mim este ano, a ENFLOR superou os demais, em qualidade e beleza exposta ao publico consumidor de flores, que vieram de vários países da Europa, e America do Norte e Sul. Decoradores floristas iniciantes e profissionais, tais como Jab Passolini, Carlos Weiss, muito conhecidos na festa das rosas de Barbacena expuseram ao publico visitante o que se pode fazer em decoração floral. Pude também encontrar com muitos produtores de flores de nossa cidade, bem como a diretoria da ABARFLORES. Para nossa maior satisfação, Richard Viol, foi convidado a participar da ABAF (Associação Brasileira de Artistas Florais) em que teve que se submeter a uma prova rigorosa em técnicas para ser admitido ao meio tão seleto, e representar a região Sudeste em demonstrações florais pelo Brasil e o mundo. Em minha jornada no imenso salão de exposição tive também a grande oportunidade de entrevistar a produtora das “rosas do deserto”, da Estância Vitoria de Urupá –RO, que com muita gentileza me apresentou esta novidade que acredito que em breve será a febre de consumo entre os cultivadores de plantas e flores. Cada planta apresenta uma forma exótica, parecendo às vezes com corpos esculpidos em madeira, mas com um grande diferencial, flores de diversas cores e aromas. Esta planta é cientificamente denominada como Adenium Obesum, também conhecido como a rosa do deserto, é uma espécie de suculenta, gosta de sol pleno e uma boa drenagem. Cada planta, curiosamente assume uma forma própria, tornando assim para colecionadores um interesse à parte para o cultivo das mesmas. Não só a beleza e textura das flores, suas raízes gordas e expostas, muitas vezes se tornam entrelaçadas. A sensação ao ver esta planta, é a de ver pintado um quadro por um artista que tenta demonstrar a sua característica e formato, Deus existe, sem sobra de duvidas. Deve ser plantada em vaso que contenha material orgânico e bastante fácil a drenagem, pois como toda as suculentas pode apodrecer a raiz com grande facilidade. Quem cultiva Bonsai, com toda certeza ira adorar cultivar esta espécie. Descreverei a ficha técnica desta espécie para que vocês possam conhecê-la melhor.

* Nome Científico: Adenium obesum
* Sinonímia: Adenium coetaneum
* Nome Popular: Rosa-do-deserto, Lírio-impala, Adenium
* Família: Apocinaceae
* Divisão: Angiospermae
* Origem: Sul da África e Península Arábica
* Ciclo de Vida: Perene

A rosa-do-deserto é uma planta herbácea, suculenta, de aspecto escultural e floração exuberante. Seu caule é engrossado na base, uma adaptação para guardar água e nutrientes em locais áridos. Alcança de 1 a 3 metros de altura se deixada crescer livremente. Apresenta folhas dispostas em espiral e agrupadas nas pontas dos ramos. Elas são inteiras, coriáceas, simples, de forma elíptica a espatulada, verdes e com nervura central de cor creme. Raríssimas variedades apresentam variegações, com folhas creme, salpicadas de verde.

Florações podem ser obtidas em plantas jovens, com apenas 15 cm de altura. O florescimento geralmente ocorre na primavera, sendo que há possibilidade de sucessivas florações no verão e outono. As flores são tubulares, simples, com cinco pétalas e lembram outras da mesma família como Alamanda, Jasmim-manga e Espirradeira. As cores são variadas, indo do branco ao vinho escuro, passando por diferentes tons de rosa e vermelho. Muitas variedades apresentam mesclas e degradeés do centro em direção as pontas das pétalas. Há ainda variedades de flores dobradas.

A rosa-do-deserto é uma planta que desperta aficcionados em todo o mundo, da mesma forma que orquídeas, bromélias, cactos, suculentas, carnívoras e bonsais. Há colecionadores dedicados à esta fantástica espécie, que produzem plantas com caules excepcionalmente esculturais e florações magníficas. Essa espécie ainda permite enxertia (garfagem), o que é bastante interessante para se produzir uma mesma planta com flores de variedades diferentes. Plantas antigas, de variedades raras, e bem trabalhadas alcançam preços exorbitantes no mercado, assim como bonsais.

Um dos segredos para deixar a base do caule interessante é levantar um pouco a planta, deixando a parte superior das raízes exposta a cada replantio, que deve ser realizado a cada 2 ou 3 anos. A planta enraizará normalmente. Para obter um aspecto engrossado e florações intensas, a utilização de um fertilizante de boa qualidade é fundamental. Ela não é muito exigente em nitrogênio, portanto uma fórmula específica de floração, que contenha mais fósforo é indicada. Jamais fertilizar uma planta sem antes irrigá-la, sob pena de queimar raízes e provocar queda das folhas.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo perfeitamente drenável, neutro, arenoso, enriquecido com matéria orgânica e irrigado a intervalos esparsos e regulares. Não tolera o frio abaixo de 10ºC ou encharcamento. Apesar dessas exigências em drenagem não é bom deixá-la muito tempo sem regas. Em países de clima temperado e frio ela se torna semi-decídua e deve ser conduzida em estufas aquecidas no inverno. Ainda que tolere meia-sombra, florações abundantes só serão obtidas sob sol pleno. Podas de formação devem ser criteriosas para não formar deformidas não naturais e cicatrizes feias na planta, e luvas, pois sua seiva é altamente tóxica. Multiplica-se por sementes e estacas.

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Fonte: Elton Belo.

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