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NOVIDADES DE PLANTAS EXOTICAS ENTRAM NO
BRASIL.
Quem diria que os Tailandeses chegarariam ao Brasil
com novidades em plantas exóticas. Esta semana visitando
a feira, ENFLOR de Holambra, não pude deixar de parar em
admirar novidades e tendências de flores que estão
sendo apresentadas para serem comercializadas no Brasil. Rosas,
com um cabo em media de 1,20 metro de altura e o botão que
ocupou as minhas duas mãos abertas e com uma beleza indescritível,
de vermelho aveludado intenso. Esta rosa é cultivada no Equador.
Para mim este ano, a ENFLOR superou os demais, em qualidade e beleza
exposta ao publico consumidor de flores, que vieram de vários
países da Europa, e America do Norte e Sul. Decoradores floristas
iniciantes e profissionais, tais como Jab Passolini, Carlos Weiss,
muito conhecidos na festa das rosas de Barbacena expuseram ao publico
visitante o que se pode fazer em decoração floral.
Pude também encontrar com muitos produtores de flores de
nossa cidade, bem como a diretoria da ABARFLORES. Para nossa maior
satisfação, Richard Viol, foi convidado a participar
da ABAF (Associação Brasileira de Artistas Florais)
em que teve que se submeter a uma prova rigorosa em técnicas
para ser admitido ao meio tão seleto, e representar a região
Sudeste em demonstrações florais pelo Brasil e o mundo.
Em minha jornada no imenso salão de exposição
tive também a grande oportunidade de entrevistar a produtora
das “rosas do deserto”, da Estância Vitoria de
Urupá –RO, que com muita gentileza me apresentou esta
novidade que acredito que em breve será a febre de consumo
entre os cultivadores de plantas e flores. Cada planta apresenta
uma forma exótica, parecendo às vezes com corpos esculpidos
em madeira, mas com um grande diferencial, flores de diversas cores
e aromas. Esta planta é cientificamente denominada como Adenium
Obesum, também conhecido como a rosa do deserto, é
uma espécie de suculenta, gosta de sol pleno e uma boa drenagem.
Cada planta, curiosamente assume uma forma própria, tornando
assim para colecionadores um interesse à parte para o cultivo
das mesmas. Não só a beleza e textura das flores,
suas raízes gordas e expostas, muitas vezes se tornam entrelaçadas.
A sensação ao ver esta planta, é a de ver pintado
um quadro por um artista que tenta demonstrar a sua característica
e formato, Deus existe, sem sobra de duvidas. Deve ser plantada
em vaso que contenha material orgânico e bastante fácil
a drenagem, pois como toda as suculentas pode apodrecer a raiz com
grande facilidade. Quem cultiva Bonsai, com toda certeza ira adorar
cultivar esta espécie. Descreverei a ficha técnica
desta espécie para que vocês possam conhecê-la
melhor.
* Nome Científico: Adenium obesum
* Sinonímia: Adenium coetaneum
* Nome Popular: Rosa-do-deserto, Lírio-impala, Adenium
* Família: Apocinaceae
* Divisão: Angiospermae
* Origem: Sul da África e Península Arábica
* Ciclo de Vida: Perene
A rosa-do-deserto é uma planta herbácea,
suculenta, de aspecto escultural e floração exuberante.
Seu caule é engrossado na base, uma adaptação
para guardar água e nutrientes em locais áridos. Alcança
de 1 a 3 metros de altura se deixada crescer livremente. Apresenta
folhas dispostas em espiral e agrupadas nas pontas dos ramos. Elas
são inteiras, coriáceas, simples, de forma elíptica
a espatulada, verdes e com nervura central de cor creme. Raríssimas
variedades apresentam variegações, com folhas creme,
salpicadas de verde.
Florações podem ser obtidas em plantas
jovens, com apenas 15 cm de altura. O florescimento geralmente ocorre
na primavera, sendo que há possibilidade de sucessivas florações
no verão e outono. As flores são tubulares, simples,
com cinco pétalas e lembram outras da mesma família
como Alamanda, Jasmim-manga e Espirradeira. As cores são
variadas, indo do branco ao vinho escuro, passando por diferentes
tons de rosa e vermelho. Muitas variedades apresentam mesclas e
degradeés do centro em direção as pontas das
pétalas. Há ainda variedades de flores dobradas.
A rosa-do-deserto é uma planta que desperta
aficcionados em todo o mundo, da mesma forma que orquídeas,
bromélias, cactos, suculentas, carnívoras e bonsais.
Há colecionadores dedicados à esta fantástica
espécie, que produzem plantas com caules excepcionalmente
esculturais e florações magníficas. Essa espécie
ainda permite enxertia (garfagem), o que é bastante interessante
para se produzir uma mesma planta com flores de variedades diferentes.
Plantas antigas, de variedades raras, e bem trabalhadas alcançam
preços exorbitantes no mercado, assim como bonsais.
Um dos segredos para deixar a base do caule interessante
é levantar um pouco a planta, deixando a parte superior das
raízes exposta a cada replantio, que deve ser realizado a
cada 2 ou 3 anos. A planta enraizará normalmente. Para obter
um aspecto engrossado e florações intensas, a utilização
de um fertilizante de boa qualidade é fundamental. Ela não
é muito exigente em nitrogênio, portanto uma fórmula
específica de floração, que contenha mais fósforo
é indicada. Jamais fertilizar uma planta sem antes irrigá-la,
sob pena de queimar raízes e provocar queda das folhas.
Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra,
em solo perfeitamente drenável, neutro, arenoso, enriquecido
com matéria orgânica e irrigado a intervalos esparsos
e regulares. Não tolera o frio abaixo de 10ºC ou encharcamento.
Apesar dessas exigências em drenagem não é bom
deixá-la muito tempo sem regas. Em países de clima
temperado e frio ela se torna semi-decídua e deve ser conduzida
em estufas aquecidas no inverno. Ainda que tolere meia-sombra, florações
abundantes só serão obtidas sob sol pleno. Podas de
formação devem ser criteriosas para não formar
deformidas não naturais e cicatrizes feias na planta, e luvas,
pois sua seiva é altamente tóxica. Multiplica-se por
sementes e estacas.
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